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O Pré Destinado

20 de fevereiro de 2017 Deixe um comentário

Por muitos anos tenho assistido a uma grande campanha para destruir a grande obra que meu pai fez neste mundo. Roubaram todo o nosso patrimônio, destruíram nossas fotos e documentos, mas não puderam apagar nossa memória nem os benefícios que estão implantados hoje e estarão sempre. Hoje revelo parte da história deste homem que deveria ser tratado como herói, mas pela ganância dos ditos “poderosos” foi tratado como um louco…

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Filho de José Francisco de Oliveira, um português que, apesar de sua remota origem judaica e sua condição de “marrano”, não seguia nenhuma religião e Anna Quintina de Oliveira, Nardino conviveu muito pouco com a família. José era alcoólatra e viciado em jogos de azar, seguia ora ganhando ora perdendo e, cada vez mais viciado tanto na bebida quanto no jogo, certa noite, sem condições de pagar o que devia ao viajante árabe, ganhador do jogo, teve uma ideia: Ofereceu o primogênito como escravo. Era Nardino que, na época tinha apenas cinco anos de idade e não entendeu porque foi acordado na madrugada, obrigado a fazer sua pequena mala e afastar-se de sua mãe que, aos prantos, pedia ao marido que não levasse o menino. Mas José, enlouquecido, arrastou Nardino e o entregou ao árabe ganhador da aposta.

Nardino passou a trabalhar o dia todo para pagar a dívida de seu pai e, a noite, ele recolhia réstias de alho que não eram boas para consumo, juntava o pouco aproveitável e fazia pequenos pacotes que ele vendia por um preço bem mais baixo, escondido do árabe, na vizinhança. E juntava cada centavo que conseguia. Seu objetivo: Rever a mãe que estava a mais de quinhentos quilômetros de distância. Aproximadamente três anos depois, Nardino agora com oito anos já sabia negociar muito bem. A convivência com o árabe e o desejo de rever a mãe o impulsionaram a tornar-se um excelente comerciante. Foi quando chegou o telegrama; sua mãe tinha falecido com apenas 33 anos de idade, durante (mais) um parto. Nardino já tinha juntado uma pequena fortuna e poderia tranquilamente viajar de primeira classe para, ver sua mãe, mesmo que fosse morta. Mas o árabe, não se sabe porque, deteve o telegrama até que o último trem partisse. Quando o entregou a Nardino, este só pode chorar a noite toda, agarrado ao telegrama, olhando sua pequena fortuna juntada com tanto sacrifício e que não tinha servido ao seu propósito de rever sua mãe.

No dia seguinte, revoltado, ele investiu todo o seu dinheiro em pólvora e uma grande manilha, juntou o máximo de cacos de vidro e pedras que podia encontrar e pôs-se a construir um canhão e uma espécie de pedestal para suportá-lo. Demorou alguns dias, construindo-o secretamente. Até que, numa madrugada em que todos dormiam tranquilamente, ele terminou a construção de sua arma, ateou fogo e a arma descontrolada passou a atirar inúmeros cacos de vidro e pedras a todos os lados. O desespero se instalou na pequena cidade, muitos gritavam que “o Nardino estava bombardeando a cidade”.

Neste dia, o árabe percebeu a grande injustiça que cometia. Não só tendo aceitado uma criança de apenas cinco anos para trabalhos escravos, mas tendo escondido o telegrama impedindo Nardino de ver a mãe morta. Então propôs um salário em troca de seu trabalho. Apesar de magoado e revoltado, ele não tinha escolha: aceitou. Assim, com apenas oito anos de idade, ele teve seu primeiro emprego remunerado. E também teve permissão para frequentar a escola, como toda criança tem direito. E aprimorou seus conhecimentos no comércio, no idioma árabe e, posteriormente, em outros idiomas.

Certo dia, ao negociar um tecido, recebeu uma Bíblia como parte do pagamento. Estava escrita em Latim. Nardino passou então a decifrar o que estava escrito e não só teve seu primeiro contato com parte das Escrituras mas aprimorou estudos no Latim que, naquela época, fazia parte da grade de aulas nas escolas. A partir dai despertou seu interesse em aprender outros idiomas e ler Bíblias em outros idiomas também.

Ainda adolescente, Nardino já tinha renda própria e um alto padrão de vida, já tinha seu próprio comércio e podia dizer-se, ao menos, financeiramente, realizado. Aos dezoito anos, veio o chamado para alistar-se. Ele confiou sua loja a um amigo que ficou encarregado de retirar uma parte da renda como salário e o restante dividir em duas partes, uma seria enviada aos seus irmãos menores, que agora sofriam muito nas mãos de uma madrasta. E a outra parte seria enviada ao quartel para bancar as despesas de Nardino que, ao alistar-se, teria direito apenas ao alojamento e alimentação e ele queria continuar estudando….

Esta história continuará a ser descrita, em breve, no próximo capítulo. Mas você já pode ler sobre a trajetória e a obra de Nardino Francisco de Oliveira, clicando aqui. Como curiosidade, segundo a Wikipédia “ O serviço militar foi tornado obrigatório através de lei, em janeiro de 1906, durante o governo de Afonso Pena, quando o marechal Hermes da Fonseca era ministro da Guerra. Porém, só foi efetivamente implementado com a entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial. A obrigatoriedade do serviço militar, hoje, é disciplinada pela Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, que dispõe, em seu artigo 5º, o seguinte:

A obrigação para com o Serviço Militar, em tempo de paz, começa no 1º dia de janeiro do ano em que o cidadão completar dezoito anos de idade e subsistirá até 31 de dezembro do ano em que completar 45 anos.

  • § 1º Em tempo de guerra, esse período poderá ser ampliado, de acordo com os interesses da defesa nacional.

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Sucesso total na Mega-apresentação teatral vegana!!!

17 de fevereiro de 2017 Deixe um comentário

solua-plantandoO projeto já é conhecido por muita gente: Solua, o vampirinho vegano, trazendo informações preciosas sobre alimentação saudável, respeito à natureza e a todos os tipos de vida. Já foi disponibilizado em e-books, cartilhas, camisetas, contação de histórias, gincanas, animação 3D… mas o auge mesmo foi a Mega-apresentação Teatral Vegana que aconteceu, com muito sucesso, entre 03/02 e 10/02/2017 em diversas cidades brasileiras e também online.

A ideia inicial da Mega-apresentação Teatral Vegana originou-se do irmão da Lou de Olivier, o Jornalista Erasmo de Oliveira que, durante uma reunião de patrocínio (que não se concretizou), sugeriu a apresentação de esquetes do vampirinho vegano em todas as lojas da empresa no Brasil todo. A empresa, receosa de perder seu rico dinheirinho com uma ideia tão mirabolante, recusou a proposta. Mas Lou de Olivier acreditou, amadureceu a ideia e, com a colaboração de diversos elencos que já participaram de outras peças teatrais de sua autoria, realizou este excepcional evento que inovou a forma de apresentação teatral e levou a quase duas mil crianças e aproximadamente 200 adultos os conceitos de Veganismo fundamentados em Medicina e Nutrição.

Todos os participantes empenharam-se ao máximo, mas os destaques ficaram para Gicelda Petrole me_gicelda(do elenco de São Paulo – SP, dirigido por Lou de Olivier) que fez uma pesquisa sobre todos os tipos de frutas, legumes e verduras para melhor ensinar às crianças.

 

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Em Aparecida – SP, sob direção de Danival Mascarini, aconteceram apresentações em escolas e no salão da Secretaria de Cultura da cidade de Aparecida que apoiou o projeto junto ao Prefeito Sr. Ernaldo Cesar Marcones, ou seja, deram uma grande demonstração de união e interesse pelo novo conhecimento.

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Em Fortaleza – CE, a Cia Introspectus, sob direção de Márcia Ribeiro, mostrou todo o seu talento e empenho nesta Mega-apresentação Teatral Vegana. Márcia Ribeiro e Felipe Ferreira deram um show de interpretação, apresentando-se em dois horários no Colégio Futuro Mestre.

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Em Itanhaém, a inovação ficou por conta da Cia Teatro Galpão de Itanhaém, sob direção de Sílvio Mello (que também é vegano), o elenco formado por crianças também deu um show de interpretação e apresentou tanto o ensaio aberto quanto a apresentação oficial por sistema stream (online).

 

O elenco de Campo Grande – MS, enfrentou problemas com uma súbita enfermidade da diretora Beth Terras, mas também deu sua colaboração ao evento. Assim também o ator Narciso Campos precisou afastar-se da produção em São Paulo – SP, por motivos de saúde,mas deixou sua colaboração em fotos e vídeos dos ensaios.

E assim, o que era pra ser apenas um dia, virou uma semana de grandes apresentações. É Solua, o vampirinho vegano conquistando a todos com seus conselhos e seu amor pela natureza, pelos animais e por todos os tipos de vida. Confira a programação no site oficial, acompanhe os melhores momentos dos ensaios e das apresentações. Acesse: http://soluavampirinhovegano.com.br

Lou de Olivier rompe os padrões ativistas com seu pacífico vampirinho vegano

17 de fevereiro de 2017 Deixe um comentário

Lou de Olivier, uma pacifista nata, tem se dedicado a levar conhecimento a todos  em diversas áreas. Especificamente em se tratando de veganismo, Lou tem inovado com sua proposta de um veganismo pacífico, não só em seus artigos mas, principalmente, nos episódios de Solua, o vampirinho vegano que mostra informações sobre alimentação saudável, respeito à natureza e a todos os tipos de vida, ensinado de forma amorosa e paciente, quebrando os padrões do ativismo de confronto.lou de olivier

Desde criança, Lou de Olivier tem sido conciliadora, ora de forma pacífica ora de forma confrontante, mas sempre conciliadora e equilibradora de situações.

Seus muitos e diversificados estudos, pesquisas e vivências aliados aos anos de experiências trouxeram a ela, a segurança e o equilíbrio dos mestres, dos que entenderam a essência da vida.

Foi neste equilíbrio e consciência que Lou de Olivier começou a idealizar em 2010 o Projeto Solua, o vampirinho vegano. A partir de 2014, com o lançamento oficial pela Internet, o projeto, embora enfrentando dificuldades financeiras, ausência de apoio e até mesmo um acidente que deixou Lou de Olivier dependendo de muletas e cadeira de rodas por muitos meses, se desenvolveu rapidamente.

Depois de ser lançado em ebooks, cartilhas, camisetas, desenhos de animação 3D, na maioria das vezes apresentado gratuitamente e, nas poucas vendas que obteve sendo doada toda a renda aos animais abandonados, veio então o auge que foi a Mega-apresentação Teatral Vegana, que aconteceu também gratuitamente no período de 03 a 10 de fevereiro de 2017 em diversas cidades brasileiras e também via Internet.

Foi nesta Mega-apresentação, que aconteceu graças ao empenho de Lou de Olivier que organizou e investiu tudo sozinha e a boa vontade dos elencos que acompanham Lou de Olivier desde outras antigas produções, que se teve ideia do quanto o veganismo tem alto grau de rejeição.

Comentários como:

– Veganos são muito radicais, não tem argumentos e não sabem negociar;

– Ativismo é sinônimo de baderna;

– Veganos são pessoas egoístas que defendem animais e pisoteiam os humanos…

Diante desses e outros comentários ouvidos pelos integrantes da Mega-apresentação, Lou de Olivier julgou ser necessário vir a público declarar, em primeiro lugar, que ela tem sempre a postura pacificadora tanto em seu subsite Ana Vegana que traz informações relevantes e bem fundamentadas quanto nos episódios em que a personagem Solua, o vampirinho vegano tem muitas informações sobre alimentação saudável, respeito à natureza e a todos os tipos de vida, sempre fundamentadas em Medicina e Nutrição.

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Em segundo lugar, deve-se frisar que há uma outra forma de explicar veganismo às pessoas sem precisar criar este desagradável clima de rejeição e confronto entre veganos e não veganos. Afinal, pregar amor aos berros não ensina nem sobre amor nem sobre libertação. E há um fato bem alarmante, tanto os animais quanto a natureza não aguentam mais tanta agressão, o próprio organismo humano está no limite de sua ingestão incorreta de alimentos. Não há mais tempo para se ensinar ou aprender sobre o altruísmo. Ou se é ou não se é altruísta. E, como Lou de Olivier já frisou em sua célebre frase: “Até por egoísmo é preciso ser altruísta”, é preciso urgentemente mudar a postura egoísta que move o mundo. E, ao contrário do que se imagina, altruísmo não se aprende com religião ou cursos, se aprende com consciência e experiência. E isso leva tempo. Um tempo que está se extinguindo…

Lou de Olivier está deixando de se apresentar como ativista vegana e passará a se posicionar apenas como pacifista que é o que tem sido desde sempre. Sua conduta tem sido bem diferente do que se entende por ativismo porque ela acredita que “transformar a mentalidade das pessoas gera melhores resultados do que o enfrentamento físico”. “A guerra é feita pelos cruéis sanguinários que, por intermédio do confronto, mudam situações. A paz é feita pelos pacificadores que, por intermédio da informação e do diálogo, mudam as gerações.” solua-ouvindo (1).jpg

Outra decisão importante em relação ao projeto Solua, é que, após tentar, sem sucesso, diversos patrocínios e até uma campanha crowdfunding (em que arrecadou apenas noventa reais), Lou desistiu de pedir patrocínios e propor parcerias e, incrivelmente, tem conseguido concretizar tudo sem verba, mas com coragem e determinação. fica aqui a declaração pública de que o projeto continuará caminhando sozinho, de forma simples mas com muito amor. E o único patrocínio é, foi e será sempre do Eterno. Lou afirma que “O Universo é o melhor patrocinador das causas justas e pelo bem de todos”.

Saiba mais sobre o projeto, acompanhe todos os passos desta Mega-apresentação, veja fotos, assista vídeos dos ensaios e das apresentações, leia e faça comentários acessando: http://soluavampirinhovegano.com.br/

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