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A Multiterapia como fator de Autoconhecimento, Autoajuda e Atendimento clínico

20 de junho de 2017 Deixe um comentário

Lou de Olivier tem trazido, desde a década de 80, uma técnica que se renova a cada momento e que tem sido muito eficiente no tratamento de distúrbios de aprendizagem, de comportamento e nos casos leves de estresse e depressão. Mas a Multiterapia não é só eficiente nesses tratamentos. Ela é muito eficiente para o autoconhecimento, autoajuda e crescimento pessoal. É isso que abordaremos neste pequeno artigo.

(DINO) 09/05/2017

Este mergulho em si mesmo e, na sequência, em família, sociedade, meio ambiente, entre outros é dividido em módulos para que fique mais fácil assimilar e passar por todas as etapas de equilíbrio.

Na atualidade são muitas as técnicas utilizadas como terapia. Algumas eficientes, outras nem tanto, outras nada mais são do que técnicas antigas “renomeadas”… Em meio a tudo isso, Lou de Olivier tem trazido, desde a década de 80, uma técnica que se renova a cada momento e que tem sido muito eficiente no tratamento de distúrbios de aprendizagem, de comportamento e nos casos leves de estresse e depressão. Mas a Multiterapia não é só eficiente nesses tratamentos. Ela é muito eficiente para o autoconhecimento, autoajuda e crescimento pessoal. É isso que abordaremos neste pequeno artigo.

Além da grande confusão que se faz com os termos Multidisciplinar e Multiterapia, que já foi amplamente explicado em outros artigos (e que a síntese é: Multidisciplinar são vários profissionais reunidos para atender um único paciente. Multiterapia é um único profissional, extremamente habilitado e apto a tratar cada paciente como único), há nuances da Multiterapia que não são conhecidas pelo público.

Uma delas, talvez a principal, é o fator autoajuda e autoconhecimento que a Multiterapia proporciona a quem participa como paciente e/ou quem cursa como terapeuta ou mesmo como leigo, mas interessado em se aprofundar em si mesmo. Este é um fator importante, na medida em que equilibra o indivíduo de forma total e, na sequência, universal. Este é o grande sucesso do tratamento que faz com que o indivíduo se aprofunde em si mesmo para depois aprofundar-se nos fatores externos.

Este mergulho em si mesmo e, na sequência, em família, sociedade, meio ambiente, entre outros é dividido em módulos para que fique mais fácil assimilar e passar por todas as etapas de equilíbrio.

A Multiterapia parte do princípio que o Terapeuta, para atender pacientes (ou clientes), deve estar em perfeito equilíbrio. E que o paciente deve estar equilibrado para poder assimilar melhor qualquer tratamento.

Por isso, inicia-se a primeira etapa do tratamento (ou do curso) com o autoconhecimento e autorrealização do participante. Este treinamento básico ensina cada um a lidar melhor consigo mesmo(a), com a família, amigos e com a sociedade como um todo.

A segunda etapa aprofunda-se em alguns segredos do Universo, esclarece verdades e mitos e prepara o participante para a terceira etapa em que ele poderá optar pelo aprofundamento em atendimento clínico e/ou, se preferir, para uma etapa aprofundada de autoconhecimento e autorrealização. Também é possível cursar as duas especializações, se assim quiser.

Até o momento, Lou de Olivier tem ministrado alguns poucos treinamentos neste sentido e apenas para profissionais de terapia, porém pela grande procura de pessoas de diversas áreas, Lou adaptou este curso que agora pode ser cursado nas três etapas por qualquer pessoa para autoconhecimento e autorrealização, porém, para atender pacientes é necessário ter formação em Psicologia ou Psicopedagogia ou Fonoaudiologia ou Terapia Ocupacional/Fisioterapia ou áreas correlatas. Também é possível fazer o curso, estudantes (último ano) destas áreas citadas ou Terapeutas que tenham alguma pós-graduação em alguma dessas áreas ou em Psicanálise ou em Medicina Comportamental. Profissionais que não se encaixem nesta descrição e queiram atuar em Multiterapia, podem nos contatar enviando um breve currículo e descrição de seu interesse que analisaremos caso a caso.

O primeiro módulo terá início em primeiro de agosto de 2017 e acontecerá na sede Cipen Cursos, Rua Darzan 350 – Próximo ao metrô Santana – São Paulo – SP – Brasil
Mais informações, escreva para equipe@loudeolivier.com ou contato@cipencursos.com
ou via fone 55 (11) 2338-3673
Site oficial: http://multiterapia.med.br/

Quem é Lou de Olivier:
Elaborado por Lou de Olivier, experiente Multiterapeuta, Psicopedagoga, Psicoterapeuta, Especialista em Medicina Comportamental, Bacharel em Artes Cênicas e Artes Visuais. Detectora do Distúrbio da Dislexia Adquirida/ Acquired Dyslexia, Precursora da Multiterapia e Criadora do Método Terapia do Equilíbrio Total/Universal. É também Pioneira da TV brasileira, Dramaturga e Escritora (vários gêneros), autora de dez livros didáticos, dois contendo romances, uma trilogia, vinte e-books, mais de 700 poesias publicadas e tendo duas de suas dezoito peças teatrais (“Os Alienados”, comédia reflexiva adulta e “Cinderela que não era Bela porque era Branca demais”, comédia infantojuvenil) já encenadas em todo o Brasil e em Portugal.
Como Acadêmica, tem diversos artigos e dossiês de sua autoria, publicados, entre 1995 e 2013 em revistas especializadas como Psique Ciência e Vida, Sentidos, Mãe Moderna, entre outras no Brasil e UK Brazil na Inglaterra, além de jornais como Sunday News (New York). Em outubro de 2016, sua participação como oradora do Global Clinical Psychologists Annual Meeting, abordando Acquired Dyslexia e Multitherapy, reacendeu o interesse da comunidade científica internacional por suas publicações destacando-se Mental Health and Addiction Research que publicou seu artigo Multitherapy – therapy techniques developed by Lou de Olivier.
Lou de Olivier é pesquisadora de todos os temas ensinados neste curso Multiterapia do Equilíbrio Total/Universal, que reúne mais de trinta anos de seus estudos condensados em um curso dinâmico, sucinto e extremamente enriquecedor.

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Comorbidades e recaídas nos Distúrbios de Aprendizagem

12 de junho de 2017 Deixe um comentário

Este artigo foi publicado em duas partes pelo Jornal’Ecos da Literatura Lusófona Paris & Brasília 10 de Dezembro de 2006 – Edição N°54 e 25 de Dezembro de 2006 – Edição N°55 e , na íntegra pelo Jornal O Rebate – Macaé, ano I, Nº 47 – 22 a 29 de dezembro de 2006. A partir de 2013 passou a integrar meu livro Transtornos de Comportamento e Distúrbios de Aprendizagem, sendo ampliado, atualizado e republicado no livro. Divulgo aqui as versões originais em PDF que fazem parte do meu Portal Oficial Lou de Olivier.

 

Pouco ou nada se publica sobre comorbidades* e recaídas nos distúrbios de aprendizagem e considero isso uma grande falha, já que, em qualquer distúrbio, especialmente nos adquiridos por acidentes, é comum haver fases de melhora e fases de piora dos sintomas, assim como é comum um paciente apresentar características de um distúrbio predominante e características de outro ou outros distúrbios secundários, não só nos comportamentais mas também nos de aprendizagem.

 

Que fique claro que estas variações de fases, embora possam ocorrer em outros tipos de distúrbios de aprendizagem, são mais comuns nos adquiridos por acidente, em sua maioria, decorrentes de anoxia (ou hipóxia). E que as comorbidades podem ocorrer em qualquer tipo de distúrbio de aprendizagem ou de comportamento.          

 Como este assunto é complexo e extenso, o dividirei em duas partes.

 

Neste artigo falarei sobre as recaídas  (para ler, clique aqui)

 

e na sequência, ou seja, em outro artigo, falarei sobre as comorbidades (para ler, clique aqui).

Adquira este livro, acessando:
 http://loudeolivier.com.br/

Perguntem aos gatos!

11 de junho de 2017 Deixe um comentário

Diante da polêmica que se instalou em relação aos gatos abandonados em parques públicos, não só estou me empenhando (junto ao DEPAVE e Secretaria)  em ajudar a solucionar como estou escrevendo alguns artigos no sentido de educar a população para eliminar o abandono de animais domésticos. Esta semana publiquei: Por que adotar um animal? (para ler, clique aqui) E estou divulgando meu artigo com bases em muitos anos de estudos comprovando que os gatos são os melhores companheiros para crianças autistas. (para ler, clique aqui). Também escrevi um resumo do que foi a região (onde hoje está um desses parques com gatos abandonados) desde a chegada de meus pais (fundadores da região) em 1951 e o que é hoje. (para ler, clique aqui).

Quanto a polêmica em si, de um lado pessoas reclamam do mau cheiro e sujeira que os gatos contribuem para causar, das doenças que podem transmitir e de afastarem animais silvestres que habitavam o local, de outro lado administradores e responsáveis preocupados, buscam diversas soluções sem, no entanto, conseguirem conciliar opiniões e ações. E de outro lado, protetores e simpatizantes se desesperam ao saber da possibilidade dos gatos serem encaminhados para tratamentos e adoção, alegam inclusive que alguns são ferais, por isso, seria impossível coloca-los em “gaiolas” ou “domestica-los”.

Porém como estudiosa da mente humana e animal, entendo que eles não são ferais, eles ESTÃO ferais justamente pelas condições de privação em que vivem. Lembrando que gatos costumam dormir muito, cerca de dezesseis horas por dia. Num parque, precisam estar em estado de alerta, tem seu sono interrompido. Esta pode ser uma das causas de alguns parecerem “ferais”. Outros fatores que contribuem para a agressividade de alguns deles podem ser  maus-tratos (cães que avançam neles, pessoas que jogam-lhes pedras, etc.), escassez de comida, de água, disputa por território, entre outros.  Penso que o termo ideal para classifica-los seja que “estão ferozes/agressivos”, já que feral se refere a fúnebre e, em linguagem popular, ao animal que originariamente era selvagem, foi domesticado e voltou à vida selvagem. Não é o caso dos gatos que foram domesticados há quase dez mil anos no Oriente Médio e atualmente são animais domésticos e adaptam-se ao ambiente de acordo com seus recursos.  E foram abandonados nos parques, por imposição humana e não por opção. 

É um círculo vicioso, já que permanecendo nos parques estão mais sujeitos a maus-tratos e privações, além de condenados a solidão. Pois famintos e descuidados, raramente recebem carinho, o mais comum é serem enxotados. E isso os torna mais agressivos. E, por fome, acabam perseguindo os pássaros que ou são devorados ou fogem assustados desencadeando também situação de estresse a eles (pássaros).

Estive no parque Nabuco (situado na região fundada por meus pais, na zona sul de São Paulo – SP – Brasil) e verifiquei que muitos dos gatos se aproximam miando muito e pedindo ajuda. Percebe-se em seus olhos e atitudes que não pedem apenas comida e água, eles pedem atenção, carinho, alívio de suas privações… Alguns, simplesmente param de miar e entregam-se ao carinho… Acariciei e me comuniquei com alguns deles, são dóceis, estão assustados e buscam proteção e atenção, cuidados que uma família poderia dar. Se, em meio a eles há alguns mais agressivos, são casos a resolver em separado, mas não se pode generalizar como se todos fossem feras que não merecem sequer a chance de tentar uma adoção.

As noites tem sido muito frias aqui em São Paulo – SP – Brasil, em média seis graus. Fico pensando nestes inúmeros gatos abandonados em diversos parques. Eles tem pelos, mas não são suficientes para conter este frio intenso. Como devem sofrer a noite, quando não há ninguém nos parques, só frio e escuridão…

Cada gato tem características próprias, mas de forma geral, eles se alimentam três vezes ao dia, alguns comem em pequenas quantidades diversas vezes ao dia. Isso quando estão cuidados por uma família. Nos parques, acabam se alimentando apenas uma vez ao dia, às vezes nem isso, dependendo das pessoas que levam comida/ração a eles. Tudo isso deve ser analisado antes das pessoas julgarem, ainda mais as que estão de longe,  julgando pelo que acham e não pelo que é na realidade. 

É preciso pensar no que é melhor para os gatos e para todos os animais que habitam o local. E que seja bom para a população que o frequenta, também, ou seja, é um assunto delicado que necessita muita reflexão para uma decisão acertada.

Mas para resolver de vez esta polêmica, tenho uma sugestão. Antes de decidir o que é melhor para eles, perguntem aos gatos. Se eles querem continuar nos parques, sujeitos a tantos contratempos ou se querem dormir numa caminha quentinha, bem alimentados e ao lado de uma família carinhosa e acolhedora…E isso não é uma piada. Eles se comunicam pelo olhar, pelos gestos e será fácil entender a preferência deles. Até porque, quem tem amor no coração, consegue se comunicar até com as árvores e vegetais… Ainda mais com os gatos que são seres tão comunicativos!

By Lou de Olivier

Lou de Olivier – Multiterapeuta, Psicopedagoga, Psicoterapeuta, Especialista em Medicina Comportamental, Bacharel em Artes Cênicas e Artes Visuais. Detectora do Distúrbio da Dislexia Adquirida/ Acquired Dyslexia, Precursora da Multiterapia e Criadora do Método Terapia do Equilíbrio Total/Universal. É também Pioneira da TV brasileira e da Música mundial. Dramaturga e Escritora (vários gêneros), autora de dez livros didáticos, dois contendo romances, uma trilogia, vinte e-books, mais de 700 poesias publicadas e tendo duas de suas dezoito peças teatrais já encenadas em todo o Brasil e em Portugal.

Lou de Olivier é vegana (defende TODOS os animais), ajuda a manter com recursos próprios 17 (dezessete) gatos acolhidos das ruas, diversos projetos de ajuda a humanos e animais. Há muitos anos estuda o comportamento dos gatos, desenvolveu a Terapia Integrativa Humanos e Animais e o Projeto dançando com animais.  Lou é Pacifista socio-ambiental/animal e segue a filantropia anônima e desvinculada de política ou religião implantada por seus pais há quase oitenta anos.

Conheça o Portal Lou de Olivier (Saúde, Educação, Artes, Pacifismo): http://www.loudeolivier.com

Promoção Relâmpago

8 de junho de 2017 Deixe um comentário

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Uma simples viagem de volta transforma-se em uma mescla de romance/paixão ardente e ficção científica. O avião, impossibilitado de aterrissar, é arremetido por três vezes pelo experiente piloto. Em meio ao pânico de alguns passageiros que temem a queda do avião, Arine, que é Escritora e Ativista Vegana, começa a relembrar seu passado, seus amores… Alguns vividos ardente e até escandalosamente, outros interrompidos, outros sequer experimentados. E, mentalmente, tenta mudar o rumo deles. Então as cenas voltam à mente dela e ela as revive como se acontecessem naquele momento.

Tudo isso regado a muito romantismo, impetuosidade, sensualidade e dança do ventre. Ela acaba tendo uma única certeza, quer o divórcio e quer recomeçar a vida de forma totalmente diferente. Pensa, inclusive, em procurar Eduardo, um Investigador de Polícia que ela amou há muitos anos atrás… Mas uma grande surpresa a aguarda no aeroporto e poderá mudar sua vida para sempre. Isso… se aquele avião, finalmente, conseguir pousar em segurança…

E atenção:
Este texto engloba, além dos temas já citados na sinopse, uma mescla de Física Quântica e Ficção Científica. Há uma viagem no tempo, misturando universos paralelos e caminhando para um final totalmente inesperado. Não há nenhuma “guerra nas estrelas” nem invasão de extraterrestres como é mais comum em textos de ficção científica. Aqui, em “Planos para o passado”, a viagem de avião mistura-se a uma viagem dentro da própria personagem e é esta “mescla de viagens” que torna este texto tão rico e… diferente!

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O que a mídia está dizendo: “Lou de Olivier está de volta à Literatura e nos brinda com este espetacular romance: “Planos para o passado” é mais do que um romance. O texto tem muita aventura, ação, amor, dança do ventre, sensualidade e tudo isso acontecendo simultaneamente dentro de um avião prestes a cair.” The São paulo Times edição 16/11/2016

“…um romance, beirando a ficção científica que tem muita ação, viagem no tempo, dança do ventre, amores vividos à flor da pele, a construção e desconstrução psicanalítica e, entre muitos outros “temperos”, a tensão dentro de um avião que pode cair a qualquer momento. Tudo isso acontece ao mesmo tempo em “Planos para o passado”. The São Paulo Times edição 14/11/2016

Olha o passarinho! Fotografia, quem tem direito de publicação?

2 de junho de 2017 Deixe um comentário

Você sabia que numa fotografia estão “embutidos” diversos direitos? E que, dependendo do caso, pode gerar processos e multas ao ser publicada? Neste artigo eu abordo este tema…

Em primeiro lugar, vou explicar porque resolvi escrever sobre este tema, já que há anos não escrevo nada sobre direitos autorais… Desde que me tornei vegana, em 2010, passei a ter problemas ao frequentar eventos, pois eu acabava não comendo nem bebendo nada do que era servido. E sendo vista como chata, esnobe, etc. E, em 2013, depois de ouvir até a ofensiva pergunta “se eu só comia capim” feita por um convidado “colunável” que posa para a Imprensa como se fosse muito educado, eu afastei-me dos eventos não veganos, por motivos óbvios. Segui participando de eventos veganos, apresentando o vampirinho vegano e até lecionando gratuitamente biodança nesses eventos. Em 2016 me acidentei e acabei me ausentando também dos eventos veganos.

Em fevereiro de 2017, depois de mais de um ano afastada de todos os eventos, retornei comparecendo (como convidada) à exposição Laura Cardoso, em março (como ex homenageada) ao Prêmio Excelência Mulher organizado pelo CIESPSUL (FIESP). Foi noticiado aqui no blog e em alguns portais. Na sequência, compareci como convidada ao prêmio Industrial do ano. E resolvi enviar um release para a Imprensa, como sempre faço, citando os participantes, os organizadores e agradecendo o convite. Enviei a única fotografia que eu tinha que, por sinal, me foi enviada (via Facebook) pelo próprio fotógrafo que a tirou e que conheço há muitos anos. Ao enviar a foto para a Imprensa, eu citei os nomes e cargos de todos os integrantes da foto (que incluía o fotógrafo) e também citei a autoria dele.

Não imaginei que alguém pudesse se incomodar com isso, até porque seria uma divulgação gratuita em diversos portais, além do meu blog. Por isso, me surpreendi negativamente quando recebi, do fotógrafo, a reivindicação dos direitos autorais e a não autorização de divulgação da referida foto. Segundo ele, eu poderia apenas “curtir e compartilhar”. O Facebook parece ter condicionado as pessoas ao curtir e compartilhar só na rede, mas a ideia era divulgar para a Imprensa… E não na matrix da matrix!

Enfim, para evitar discussões inúteis, eu me desculpei, retirei o release da lista de divulgação, retirei a foto da nota já divulgada no meu blog e hoje estou escrevendo para esclarecer este assunto. Afinal, quem tem direitos autorais de uma fotografia?

De uma forma simplista, pode-se afirmar que o Fotógrafo tem direitos sobre a fotografia como obra intelectual que é especificado no parágrafo VII do Artigo 7º da LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.  Porém todas as pessoas fotografadas também tem direitos de uso de imagem e podem vetar a publicação de uma fotografia, dependendo do caso, exigindo até indenização, caso se sintam lesadas pela publicação não autorizada. Isto está bem explicado no Capítulo II (dos direitos da personalidade), Artigo 20º da LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002. Isto é tão sério que nenhum programa de TV vai ao ar, nenhuma revista ou jornal publica fotografias enfim, nenhum meio de comunicação sério publica nada sem um contrato de cessão de imagem, ou cessão de direitos de uso/exibição de imagem. E, para completar, os advogados lembram que há também o direito das marcas e objetos que aparecem na foto, ou seja, se na foto, além das pessoas, aparecer um quadro de um pintor famoso, antes do fotógrafo publicá-la, deverá ter consentimento do dono do quadro (quem comprou o quadro) e do artista (ou representante dele) que pintou o quadro. Se, na foto, houver uma garrafa de refrigerante ou bebida alcoólica, o fotógrafo deverá obter autorização da empresa fabricante da bebida. Se as pessoas que aparecem na foto estiverem usando um modelo de roupa de grife, deverá haver autorização do estilista/dono da grife e assim por diante.

Quase nunca isso é respeitado basicamente por dois motivos. Por desconhecimento das leis ou por comodismo, afinal, para uma empresa de bebidas ou um grande estilista é até bom que sua marca (ou modelo) circule em fotos pelas redes sociais, é uma “propaganda gratuita”. E as pessoas que posam para fotos, geralmente ficam felizes com sua exposição nas redes. Mas, na prática, qualquer foto que vá a público, incluindo redes sociais, que não tenha autorizações das pessoas e objetos fotografados corre o risco de ser retirada do ar e gerar processo indenizatório.

Eu, particularmente, acho tudo isso uma grande ignorância, um festival de egos inflados que acabam rapidinho quando um indivíduo sofre um acidente qualquer, fica inválido temporária ou permanentemente, envelhece demais para manter-se lúcido ou, por qualquer motivo, para de respirar por alguns minutos e vira um “vegetal”… A vida é tão efêmera que se preocupar com direitos autorais de um momento registrado ou de algo escrito ou seja lá o que for é uma grande bobagem. Se eu fosse processar todos que me furtaram textos, publicaram meus textos e/ou fotos sem meu consentimento e furtaram  até meus projetos inteiros, talvez ganhasse muito dinheiro com indenizações, mas perderia minha paz lutando anos na justiça…

Mas respeito os que lutam por seus direitos neste plano extremamente material. E comunico que, a partir deste episódio, não mais publicarei nada a respeito de eventos que não sejam produzidos por mim, nem me deixarei fotografar seja qual foto o objetivo. Afinal, também tenho meus direitos reservados à (não) exposição da minha imagem. Aliás, bem faziam os ciganos antigos que se recusavam a posar para fotos, segundo eles, uma foto “prende” a alma das pessoas num momento de registro… No fundo, eles tinham razão!

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