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Você sabe se comunicar?

22 de abril de 2017 Deixe um comentário

Foto: dreamstime.com

Diariamente nos deparamos com inúmeras mensagens via redes sociais, além de inúmeros e-mails. somando-se telefonemas e contatos presenciais, fica impossível responder a todos. Sendo assim, há necessidade de “filtrar”, escolher o que será respondido e o que será descartado.

Neste raciocínio, começam os questionamentos tanto para quem escreve quanto para quem recebe as mensagens.

Quem escreve deve refletir até que ponto sua mensagem (ou artigo) é útil e a quem se destina seu escrito.

Com frequência, percebo mensagens sem nenhum conteúdo recebendo muitos “cliques”, “curtidas”, compartilhamentos e comentários, enquanto outras mensagens com um ótimo conteúdo que deveriam ter bom retorno com nenhuma ou quase nenhuma repercussão. O que ocorre para que esta inversão exista?

São diversos os fatores, mas os principais são:

* Fotos chamativas. A grande maioria acaba clicando pela foto e nem chega a ler o conteúdo;

* Títulos também chamativos. Da mesma forma, muitos clicam pelo título sem ler o conteúdo;

* Público ideal. Quando cito ideal não significa em nível de inteligência, poder aquisitivo, nada disso, apenas a relação que sua mensagem tem com o leitor ou consumidor. Se sua mensagem refere-se ao lançamento de uma revolucionária mamadeira será muito bem-vinda em um grupo de grávidas e recentes mães, mas será rejeitada em um grupo de jovens executivos.

Há outros fatores, porém estes três já definem o sucesso ou fracasso de uma mensagem (ou artigo). Portanto, se você quer que sua mensagem ou artigo sejam, ao menos, vistos e “curtidos”, procure inserir fotos e títulos chamativos. Mas tenha em mente que isso atrairá o leitor num primeiro momento. Se ele vai ler (ou gostar) do seu texto, é incógnita. Na questão das fotos, verifique os direitos autorais. E prefira sites que oferecem fotos cedendo esses direitos. Apesar da Internet parecer uma “terra de ninguém” onde tudo é permitido, há órgãos fiscalizadores em diversos setores e, no caso específico do Direito Autoral, há possibilidade do autor da foto mover um processo contra seu uso indevido ou não autorizado. O mesmo pode ocorrer com textos plagiados. O famoso “copia e cola”.

Aliás, neste ponto, devo relembrar regras de um jornalismo que parece esquecido no tempo mas que ainda é (ou deveria ser) padrão de uma boa escrita. Um artigo deve ser original, ou seja, não deve haver antes dele artigo igual.

Caso já exista um artigo sobre o tema, mas você não concorda com o ponto de vista deste artigo, use-o como base e escreva seu próprio artigo, citando o original que o(a) inspirou a escrever sobre o tema.

Se você concorda com o artigo já existente, resista ao desejo de “copiar e colar” e republicar, copie apenas o link e repasse aos seus contatos com uma simpática mensagem do tipo. “Gostei deste artigo e penso que será útil a você também”. Isso mostrará que você tem cultura e sabe se posicionar e conquistará mais leitores do que se você copiar e colar no seu blog ou site como se fosse de sua autoria. Se o artigo em questão está publicado numa agência de notícias (que geralmente permite copiar e colar), mostre que você sabe o que está fazendo e coloque a “fonte”, ou seja, o link de onde você copiou o artigo, no início (deve ser a primeira frase abaixo do título) e não no final como tenho percebido em muitos blogs e portais. Não há nada mais desagradável para um bom leitor do que ler um artigo todo e, ao final, perceber que foi retirado de um outro site. Isso quando não ocorre mais de uma vez, ou seja, descobre-se que o artigo original estava num terceiro site que foi sendo republicado…

E o recebedor (receptor)?

Abordando agora o recebedor, ou seja, quem vai receber a mensagem ou artigo. Procure selecionar as mensagens em assuntos de seu extremo interesse, assuntos de interesse e os que não tem muita importância. Obviamente, sua leitura se iniciará com os temas de extremo interesse, na sequência os de interesse e, se sobrar tempo, pode verificar as restantes. Isso funciona bem em relação aos e-mails ou mensagens de grupos que chegam também pelo e-mail. Em caso de redes sociais, você pode selecionar os amigos e contatos que postam temas de maior interesse e definir que receberá suas mensagens em primeiro lugar. Outra solução, se você tem muitos contatos, é selecionar quem você quer, de fato, seguir. A maioria das redes sociais permite esta seleção e você passa a receber apenas o que tem mais interesse.

As regras para respostas também precisam ser definidas e a principal é ser sempre gentil, mesmo que uma mensagem não desperte interesse. Em alguns momentos é melhor não responder do que usar palavras grosseiras ou dúbias, Se uma mensagem não agradou e você tem intimidade com quem a enviou, diga de forma educada e explique porque não gostou do que leu. Se não tem intimidade com o remetente, pode apenas agradecer pela mensagem ou ignorá-la pode ser melhor do que iniciar um debate inútil sobre o conteúdo, até porque, como sempre cito, o entendimento de um fato ou mensagem depende de quem a recebe, é a forma como cada um percebe o mundo que definirá seu entendimento de uma mensagem ou fato. Um mesmo fato ou mensagem pode despertar diversas reações em diferentes tipos de pessoas e isso se deve ao entendimento de cada um e não ao conteúdo do texto ou essência do fato.

Este artigo pretende ser introdutório e já está um pouco longo. Convido você que leu até aqui e quer mais informações a acessar meu portal onde encontrará muitas informações sobre Saúde, Educação, Artes, Terapias, Veganismo, Espiritualidade, enfim, diversos temas disponíveis em subsites, além de dois canais no youtube. Acesse: http://loudeolivier.com e clique em “Português”, encontrará diversos botões que levam a cada um dos subsites.

Dislexia, novo artigo de Lou de Olivier

30 de março de 2017 2 comentários


A Revista Psique número 133 (Cento e trinta e três)  publicou um especial sobre Dislexia contendo dez paginas, sendo que seis dessas páginas são assinadas por Lou de Olivier.  À Lou de Olivier coube a abordagem “Desvendando mitos sobre Dislexia” mostrando inclusive distúrbios que são confundidos com Dislexia como é o caso da Síndrome de Irlen e pode ser lido nas paginas 74 a 79. 

No especial são abordadas outras visões da Dislexia, porém chamamos a atenção do leitor para o fato de haver discordâncias já que são entendimentos diferentes da Dislexia. Como  Lou  de Olivier, além de pesquisadora, é também portadora de Dislexia Adquirida, tem um entendimento mais detalhado/diferenciado do distúrbio.

Houve também um pequeno erro na bibliografia que citou o e-book “Dislexia sem rodeios” de forma abreviada mas informamos que os interessados neste e-book podem acessar a loja virtual http://loudeolivier.com.br/ Há também indicação de dois livros “Distúrbios de Aprendizagem e de comportamento”  e “Transtornos de Comportamento e Distúrbios de Aprendizagem”, clique aqui ambos de autoria de Lou de Olivier e editados por WAK Editora. Conheça estes livros, clicando aqui

Confira a capa desta edição e peça no seu jornaleiro ou acesse aqui

Acesse o site oficial da Dislexia Adquirida, clique aqui

Operação Carne Fraca, o outro lado da questão

19 de março de 2017 Deixe um comentário

Existe uma tendência natural (ou proposital?) de se perceber sempre e apenas o lado ruim das situações. Esta forma distorcida da realidade tem sido plantada pela mídia há muitos anos. E conduz o público leigo a pensar sempre como se tudo fosse uma grande tragédia e não houvesse nenhum bem nos acontecimentos. Especialmente aqui no Brasil.


 A bola da vez é a “Operação Carne fraca”. Segundo a Revista Época (REDAÇÃO ÉPOCA

18/03/2017 – 14h59),De acordo com a Polícia Federal, ao menos 30 empresas produtoras de carne no Brasil adulteravam a data de validade dos produtos comercializados. Para mascarar a aparência e o cheiro ruim da carne vencida, eram usados produtos químicos – o ácido ascórbico, substância potencialmente cancerígena. As empresas também injetavam água nas peças, para aumentar o peso dos produtos, e acrescentavam papelão no preparo de embutidos. As carnes chegavam aos supermercados graças ao pagamento de propina a fiscais do Ministério da Agricultura, que afrouxavam a vigilância. Nem sempre a propina envolvia dinheiro – até mesmo caixas de carnes, frango e botas foram dadas como forma de pagamento pela vista grossa das autoridades”.

 A matéria segue com diversas informações, no mínimo, dúbias mas vamos analisar esta primeira sequência: Sobre a questão da carne vencida, mascarada e o papelão nos embutidos (que por sinal, não é só papelão, há muitas outras substâncias nos embutidos que fazem o papelão ser apenas um detalhe)… Esta não é uma nova informação. Eu soube disso há uns quinze anos, quando tornei-me ovo-lacto-vegetariana (sujeita a recaídas) e desde então passei a divulgar informações. Ao me tornar vegana em definitivo, em 2010, criei o site Ana Vegana, o Projeto Solua Vampirinho Vegano e intensifiquei as publicações e divulgações de forma multimídia. Assim como eu, inúmeras pessoas conscienciosas escrevem artigos, falam em entrevistas e o que espanta não é a recente “descoberta” amplamente divulgada pela mídia e sim o fato do público só agora tomar conhecimento disso.

O que faltou para este mesmo público saber disso muitos anos antes? Faltou o público ler mais, se informar mais e, acima de tudo, parar de esperar a “grande mídia” noticiar. Infelizmente, a maioria só acredita no que a “grande mídia” divulga. O que os leigos não sabem é que a “grande mídia” só divulga o que é pago ou tem interesse direto ou até mesmo o que não bate de frente com os patrocinadores ou dirigentes. Por isso, dificilmente, se encontra uma informação dessas de imediato. Quando é divulgada já se passaram muitos anos e a divulgação ocorre quando já não se tem mais como consertar a situação ou não dá mais para esconder.

Outra análise que se faz necessária: Este fator de adulteração de datas é uma prática comum a inúmeros estabelecimentos, isso inclui supermercados, hipermercados e praticamente todos os grandes estabelecimentos que lidam com perecíveis. Cabe ao comprador estar atento e observar o que está comprando quanto ao aspecto, cheiro e outros detalhes e não se informar apenas pela data de validade.

Concordo que esta adulteração de datas é uma ação ruim dos estabelecimentos. Porém os veículos midiáticos esquecem (ou não tem interesse) em divulgar que diversas redes de supermercados tem duas ações que considero muito boas.

A primeira é oferecer alimentos fracionados, frutas, legumes e até verduras são escolhidos, retiradas suas partes estragadas e vendidas cortadas, ou seja, aproveita-se a parte boa do alimento e vende-se de forma mais barata em partes menores. Outra ação é que se pode encontrar em todas as seções, (alguns supermercados tem uma seção específica) produtos com data próxima do vencimento com descontos de até 50%. Isso deveria ser amplamente divulgado, mas não é porque o interesse é sempre mostrar o lado ruim de tudo. O que é bom só acontece no exterior, segundo a mídia, o que é um equívoco. Quem conhece e/ou tem contato com o exterior, sabe que por lá as coisas também não são tão maravilhosas. A diferença está na “venda da ideia” de que o exterior é um paraíso e o Brasil é um inferno quando, quem tem mais percepção sabe que o mundo está em crise, o planeta agoniza em todos os sentidos. E a questão está fora de controle para todos, não só para os brasileiros.

Finalizando este artigo que já está meio longo, tão logo se noticiou esta Operação Carne Fraca, surgiram inúmeras manifestações de veganos e vegetarianos satirizando os carnistas, rindo muito da situação de quem ingere carne. A única observação que faço é verifiquem o que vocês veganos e vegetarianos ingerem, invés de rir dos carnistas. Se um vegano ingere alimentos com agrotóxicos ou embutidos, congelados e outros alimentos industrializados e questionáveis, não está longe do que os carnistas ingerem. Além disso há questões que envolvem o clima, a escassez de água e de alimentos que está crescendo de forma assustadora, novas “doenças” que surgem justo por meios que deveriam curá-las… interesses manipulados por uma cúpula que busca poder e domínio do planeta a qualquer preço. E, já que não se pode alterar isso, porque foge ao nosso poder de decisão, a melhor atitude é entender tudo como bom e produtivo. No caso desta operação carne fraca, inúmeras pessoas se tornarão vegetarianas ou até veganas, ainda que pelo medo e asco. E isso será bom para elas, para o planeta e para os animais. Além disso, muitas outras “descobertas” serão divulgadas e isso também será bom para todos.

Vamos refletir sobre isso?

Saiba mais sobre veganismo consciente, acesse o site Ana Vegana, clique aqui

Conheça o Projeto Mutimídia Solua, vampirinho vegano, clique aqui

Newsletter março 2017

16 de março de 2017 Deixe um comentário

Entrevista: Entrevista (em vídeo) exclusiva de Lou de Olivier concedida ao programa TV Embelezar abordando Multiterapia, técnica terapêutica desenvolvida por ela desde a década de 80 e aprimorada até hoje.

Saiba mais, clique aqui

Artigo Bullying (incluindo três vídeos): Liberado artigo antigo, mas ainda atual sobre bullying sofrido por pessoas com alguma deficiência física ou intelectual e como proceder nesses casos. O artigo original foi publicado pela Revista Sentidos – Edição 73. Leia-o, clicando aqui 

 

Curso Multiterapia: Vem ai uma nova e especial turma de Multiterapia, a novidade é que, agora o curso está reformulado e os dois primeiros módulos podem ser cursados por qualquer pessoa que queira se autoconhecer e viver em plenitude. O terceiro módulo é reservado aos profissionais de terapia que querem atender seus pacientes com a técnica de Lou de Olivier. Interessados, cliquem aqui e nos contatem  solicitando mais detalhes.

Artigo completo mitos sobre Dislexia (incluindo três vídeos). Vale a pena ler e ver (ou rever) estes vídeos.  Clique aqui

Saiba mais sobre Multiterapia: http://multiterapia.med.br/

Saiba mais sobre Dislexia Adquirida: http://dislexiaadquirida.com/

Bullying, nem o básico se sabe (artigo publicado pela Revista Sentidos)

3 de março de 2017 Deixe um comentário

Especialista dá dicas e informações que uma escola deve seguir e conhecer. Atenção aos cuidados que pais e educadores devem ter .

Por Lou de Olivier / Fotos: Shutterstock (ao final, são mostrados vídeos complementares)
bullying_sentidos
Bullying é um termo inglês derivado de bully, que significa algo como “valentão” e define todas as formas de agressões físicas ou psicológicas praticadas de forma contínua e intencional. Estas acontecem, aparentemente, sem motivação e, geralmente, são praticadas por um grupo de “valentões”. Também pode ser praticada por apenas um indivíduo, mas é menos comum. Esse ato de violência acaba por intimidar, além de, em alguns casos, machucar a vítima que geralmente está em situação de desigualdade, sem poder reagir.
No caso específico de deficiência física/intelectual na escola, temos basicamente duas formas de analisar. Primeiramente pelo tipo da instituição – se só recebe alunos com deficiência, esses casos de bullying se tornam mais raros, pois todos os alunos estão no mesmo nível de necessidade. Mesmo variando suas deficiências, estarão sempre em igualdade. O problema principal aparece quando a escola é mista, ou seja, quando uma escola aceita alguns alunos com deficiência em meio aos outros considerados “normais”.

Pessoas com deficiência e a educação pública*
Há 280 mil alunos com deficiência matriculados em escolas especiais de 1ª a 8ª séries.
Há outros 300 mil em classes regulares nessas mesmas séries.
Apenas 9 mil alunos conseguiram chegar ao ensino médio.
Há 18.200 escolas públicas para alunos portadores de necessidades especiais no país.
Somente 120 títulos didáticos têm versão em braile, segundo informações do MEC (Ministério da Educação e Cultura). Segundo o último resumo técnico do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2011, quase 80% do total de matrículas da Educação Especial estava nas escolas públicas, o restante, quase 20%, estava nas instituições particulares de ensino.
*Segundo o Instituto Ethos (2002)

bullying-sentidos02Vídeos lúdicos e informativos podem
ser exibidos a alunos e familiares
como educação para a prevenção

Neste segundo caso (ou havendo algum episódio de bullying, mesmo sendo uma escola especializada), há uma grande necessidade de a escola, os professores e os pais interagirem de várias formas. Cabe também aos pais, levando em conta suas posses, tipo de deficiência apresentada pelo filho (a), e outros detalhes, pesquisar bem várias escolas antes matricular seu filho (a). Após definida a escola, ao chegar para o primeiro dia de aula, deve-se ter uma atitude cordial com todos, apresentar-se com educação e de forma amistosa.
É preciso mostrar a todos os alunos as qualidades de cada um, de forma educada e incentivadora

Em se tratando de alunos com deficiência, caberá aos professores, coordenadores e outros responsáveis pela escola incentivar apresentações entre os alunos. Caso haja atritos, providências devem ser tomadas imediatamente. Ou com os causadores se desculpando ou, em caso de agressões, denunciando-os aos responsáveis e resolvendo tudo no início, pois, quanto mais o tempo passar, mais as agressões se tornarão frequentes e mais violentas ficarão, cada vez mais difíceis de controlar.

COMO IDENTIFICAR
Para saber se a criança sofre bullying na escola, os pais devem ficar atentos aos sinais da criança em relação a escola. Crianças que alegam dores ou qualquer motivo para justificar não ir à escola podem estar sendo vítimas de bullying. Da mesma forma, crianças que apareçam com alguma marca, arranhões, mordidas, enfim, qualquer sinal que possa sugerir agressões físicas devem ser investigados.

COMO AMENIZAR/EVITAR
Conversar abertamente sobre o assunto com os alunos e pais procurando integrar os alunos com deficiência aos outros; exibir vídeos sobre o assunto. Mostrar a todos os alunos as qualidades de cada um, de forma educada e incentivadora, para que todos entendam que têm qualidades e podem usá-las de forma produtiva e, assim, superando suas possíveis falhas e limitações. Também é aconselhável, ao conversar com os alunos, explicar que não podemos considerar alguém diferente ou “defeituoso” só por apresentar algum tipo de deficiência. Na verdade somos todos diferentes uns dos outros, isso compõe nossa característica particular e nos torna únicos. E se um ou vários coleguinhas apresentam deficiência, é uma ótima oportunidade de demonstrarmos nossa solidariedade, ajudando-o em suas dificuldades e nunca zombando ou tratando-o mal.
De acordo com o tipo de deficiência, deve-se proceder de forma a solucionar os pontos fracos, ou seja, alunos que apresentam problemas no aprendizado podem ser incentivados a ter aulas particulares ou de reforço, que pode ser na própria escola, além de um atendimento psicopedagógico. Casos de deficiência auditiva ou de fala também precisam de acompanhamento, neste caso, de um fonoaudiólogo. Um pouco mais raros, mas também possíveis, são os desvios de conduta, além de traumas e outras ocorrências que precisam ser atendidas por um psicólogo.

Deficiências intelectuais ou doenças mentais precisam do acompanhamento de um psiquiatra ou neurologista e outras deficiências físicas também necessitam de um acompanhamento medico de acordo com cada necessidade.
A escola ideal deve oferecer, no mínimo, os serviços de um Psicopedagogo para atender casos de problemas/distúrbios de aprendizagem, de um Psicólogo para os traumas, desvios de conduta etc. E de um Fonoaudiólogo para casos que envolvam fala/audição. Estes serviços podem ser executados na própria escola ou através de convênios firmados entre os profissionais e a escola. Aqui estamos citando escolas particulares que absorvem alunos com maior poder aquisitivo. No caso de alunos com menor poder aquisitivo cujos pais não têm condições de arcar com as despesas de uma escola particular poderão procurar os serviços públicos oferecidos por intermédio das secretarias municipais. O interessante é a escola pública estar preparada para sugerir os encaminhamentos e saber, de antemão, quais são os canais mais próximos de atendimento.
O bullying ocorre sempre quando não há nenhuma fiscalização de adultos ou responsáveis.

Outro detalhe importante, o bullying ocorre sempre quando não há nenhuma fiscalização de adultos ou responsáveis. Portanto, outro fator importante: deve haver mais fiscalização e profissionais especializados para conduzir os alunos durante os intervalos e mesmo durante as aulas. E é bom saber, também, que a escola pode ser enquadrada no Código de Defesa do Consumidor, pois presta serviço aos consumidores e é responsável por todos os acontecimentos dentro de suas dependências – isso inclui bullying. Mas deve-se lembrar que, ocorrendo fora dos portões da escola, torna-se difícil enquadrá-la, já que foge do local interno. Importante também saber que tanto agressores quanto agredidos necessitam de muito diálogo e acompanhamento terapêutico para solucionar seus traumas e conflitos.

Quanto aos deveres dos Governos
Atribuam a mais alta prioridade política e financeira ao aprimoramento de seus sistemas educacionais no sentido de se tornarem aptos a incluírem todas as crianças, independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais.
Adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma. Desenvolvam projetos de demonstração e encorajem intercâmbios em países que possuam experiências de escolarização inclusiva. Estabeleçam mecanismos participatórios e descentralizados para planejamento, revisão e avaliação de provisão educacional para crianças e adultos com necessidades educacionais especiais. Encorajem e facilitem a participação de pais, comunidades e organizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisão concernentes à provisão de serviços para necessidades educacionais especiais. Invistam maiores esforços em estratégias de identificação e intervenção precoces, bem como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva.
Garantam que, no contexto de uma mudança sistêmica, programas de treinamento de professores, tanto em serviço como durante a formação, incluam a provisão de educação especial dentro das escolas inclusivas.

 

Assista aos vídeos sobre bullying em entrevista concedida ao Programa Análise Direta em três partes.


SERVIÇO
Assista vídeos sobre bullying e assuntos terapêuticos em:
http://www.loudeolivier.com/videos-entrevistas.php
Leia dados publicados na íntegra em:
Atenção: Este link estava ativo na publicação deste artigo. Hoje, em 2017, na republicação está fora do ar: http://www.ethos.org.br/_uniethos/documents/ manual_pessoas_deficientes.pdf http://portal. mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf 
http://institutoparadigma.org.br 
Livros:
Lou de Olivier é psicóloga, psicopedagoga, psicoterapeuta, especialista em Medicina Comportamental e escreveu os livros “Distúrbios familiares” e “Distúrbios de aprendizagem e de comportamento”, ambos da Editora WAK, indicados como material complementar a este artigo.

Cães trabalhadores – by Lou de Olivier

1 de março de 2017 Deixe um comentário

Cães trabalhadores – by Lou de Olivier

Ao receber um release sobre o constrangimento de uma turista cega que foi impedida de transitar na praia com seu cão-guia, resolvi pesquisar melhor sobre isso. A princípio tratou-se de um mal-entendido que, depois de muita confusão e constrangimento, acabou sendo esclarecido pelo comandante da PM e a turista gaúcha Olga Souza, pode enfim, passear com seu cão-guia, Darwin, em Balneário Camboriú.

Enquanto muitos se dividem discutindo se o cão tem ou não direito de andar pela praia, se a dona dele tem ou não direito de ser guiada por ele em horas de lazer (ou seja, fora de seu trabalho) e até há quem afirme que é preciso uma reeducação da população para “aceitar” o trabalho do cachorro, eu pergunto:

E o direito do cão-guia? E que trabalho é esse sem remuneração, sem direito algum?

Pesquisando melhor, verifiquei as condições dos treinamentos e da vida toda desses pobres cães.

Segundo artigos de Yuri Vasconcelos (Mundo Estranho 18 abr 2011, 18h48 – Atualizado em 19 ago 2016, 17h3) e Jennifer Ann Thomas (Planeta Sustentável – 09/2014) – Ambos com o mesmo título “ Como são treinados os cães-guia para cegos?” e ambos publicados pela Editora Abril, esses animais começam a ser “adestrados” ainda filhotes. Após o nascimento, por volta dos três meses de idade, o cãozinho é adotado inicialmente por uma “família de acolhimento”, que lhe dá um treinamento básico de obediência e de socialização. Ele é ensinado a sentar, deitar, ficar parado, agir em lugares públicos (metrôs, carros, restaurantes, etc.) O cão permanece com esta família voluntária até completar um ano de idade.

Então ele volta ao canil para passar por treinamento específico, em média, durante seis meses, quatro vezes por semana, duas vezes ao dia”, “Durante o treinamento, o animal precisa demonstrar certas características (ser paciente, não ser agressivo nem assustar-se com facilidade) para não ser descartado. Como assim, descartado???

As raças mais usadas (ou seria, abusadas?) para a condução de cegos são o labrador, o golden retriever, o pastor alemão, o boxer e o collie de pelo longo ou curto. Por terem características adequadas à função, segundo a advogada Monica Grimaldi, da Associação Cão-Guia de Cegos, de São Paulo.Mais importante do que a raça, no entanto, é o próprio cão. Ele precisa ser um animal muito especial, com temperamento dócil e dotado de extrema paciência e determinação”, diz ela. Machos ou fêmeas podem ser usados para a função.

Voltando ao canil, para continuidade de treinamento, ele passa a usar a guia, espécie de “colete” com uma alça rígida com função de comunicação com o humano. O cão aprende que , enquanto está usando o acessório, está “trabalhando”, quando o libertam do “acessório” ele está “livre” para agir como um cãozinho comum, ou seja, pode brincar e se comportar como um cachorro que é o que ele é o tempo todo mesmo que lhe neguem este direito. O treinamento segue por cinco a oito meses e é bem completo, inclui desde aprender a não sair da rota até “desobedecer” a voz do dono quando, por exemplo, há um buraco e o dono cego insiste em caminhar por ele. É o cão que deve, nestes momentos, decidir o melhor caminho para ele e para o dono…

Depois de habilitado, o cão começa a ser treinado com o futuro dono, se um dos dois não se adaptar, termina ai, se houver adaptação, o cão vai começar a aprender onde fica a casa, trabalho e outras referências pessoais. E, entre os comentários do treinamento, uma afirmação, no mínimo, polêmica: “quando o treinador (e depois o dono) do cão-guia se acomoda em algum lugar, o bicho deve sempre ficar sentado ou deitado ao seu lado no chão, mas nunca no colo ou no banco”.

O cão trabalhador, que não tem direito sequer a sentar-se no colo do dono quando está “a trabalho”, é avaliado uma vez ao ano até os nove anos, quando começa a ser avaliado a cada seis ou quatro meses para saber quando está na hora da “aposentadoria”. Há casos de cães que trabalharam até os doze anos. Ao se aposentar, o cão pode continuar com o dono ou, se este não tiver condições de cuidar dele, volta ao canil e entra para adoção. Sem dúvida, é caso para se pensar e mudar não só por serem usadas determinadas raças criadas exclusivamente para este fim, mas também porque estes cães são privados de direitos básicos como ter carinho sem hora marcada e ter uma família definitiva que os ame, já que passam por diversos lares e canis durante sua existência que acaba no abandono, já que dificilmente alguém adotará um cão com nove a doze anos e depois de ter trabalhado tanto…

O investimento neste treinamento desses cães não fica muito claro, enquanto o artigo de Yuri Vasconcelos cita “no canil Sambucan, o treinamento completo custa cerca de 6 mil reais”, artigo de Jennifer Ann Thomas cita “há centros de treinamento especializados no serviço, financiados por ONGs ou pelo governo, e eles arcam com todo ou quase todo o custo (de R$ 35 mil a R$ 45 mil)” mas o que proponho é que comecem a estudar uma forma de investir esta verba em treinamento de pessoas. Há tantas pessoas desempregadas não só no Brasil mas no mundo atualmente, poderiam ser treinadas com mais rapidez e eficiência para acompanhar pessoas cegas. Empregaria os desempregados, daria uma vida mais digna a quem hoje luta para conseguir um emprego e livraria esses cães deste fardo. Porque ninguém merece nascer, viver para trabalhar sem sequer ter uma casa e uma família em definitivo e terminar os dias abandonado num canil (ou asilo? Já que isso ocorre com muitos humanos também). A vida tem que ser bem mais do que isso, para animais e para humanos também.

Numa próxima oportunidade, pretendo abordar outros tipos de “trabalho” impostos aos cães. E convido a todos assistirem aos vídeos educativos do vampirinho vegano tanto em animação quanto em esquetes teatrais ensinando veganismo de forma lúdica e teatralizada. As animações podem ser assistidas no site oficial onde também estão disponíveis todos os vídeos da Mega-apresentação teatral Vegana que aconteceu entre 03 e 10 de fevereiro de 2017. Acesse: http://soluavampirinhovegano.com

Saiba mais sobre acolhimento de animais abandonados. Acesse: https://animangels.wordpress.com

Saiba mais sobre os treinamentos dos cães-guia nos links:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/como-sao-treinados-os-caes-guia-para-cegos-802194.shtml

http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-sao-treinados-os-caes-guias-de-cegos/


A Importância do Animal de Estimação por Lou de Olivier

1 de março de 2017 Deixe um comentário

Atenção: Este artigo foi escrito em 2003 (quando eu não era vegana) especialmente para a Revista Mãe Moderna. Além da publicação nesta revista impressa, foi publicado em diversos blogs e portais e ficou anos disponível para leitura gratuita. Diante de muitos artigos escritos por desconhecidos e usando todas as informações aqui contidas sem sequer citarem minha autoria, menos ainda a publicação na revista, resolvi republicá-lo aqui no blog.   dancando-com-os-animais-by-lou-de-olivier

Os animais domésticos são, sem dúvida, grandes companheiros e fazem muito bem a todos (crianças e adultos). Para os adultos, especialmente os que vivem sozinhos, os animais são como um membro da família, suprindo as necessidades de afeto e atenção que os animais sabem nos dar como ninguém. Para as crianças, então, além de companheiros de todas as horas, os animais ainda servem de aprendizado, pois mostram de forma acelerada as fases principais da vida (nascer, crescer, adoecer, sofrer acidentes “se não se cuidar”, morrer). Enfim, estas fases são mais aceleradas nos animais e a criança acaba conhecendo-as através deles. Além disso, os animais tornam seus donos mais responsáveis, visto que precisam de constantes cuidados e isso desenvolve a responsabilidade.

Mas nem tudo é alegria. Há uns fatores que devem ser analisados antes de adquirir ou, preferencialmente, adotar um animal de estimação. O primeiro fator a ser considerado é se há alguém na família que tenha alergia (rinite, asma, bronquite). Para os alérgicos é impossível conviver com um gato, cachorro ou mesmo passarinho, pois pelos e penas irão provocar-lhe crises. Então, neste caso, a pessoa poderá manter um aquário com peixinhos ou uma tartaruga ou qualquer outro animal que não lhe dê alergia.


Outro fator importante é a idade das crianças que conviverão com o animal. Claro que cada criança tem seu tempo e amadurece numa fase só sua, mas a idade considerada ideal para ganhar seu primeiro bichinho de estimação é entre os seis e sete anos. Nesta idade, a criança já está familiarizada com a escola, já é mais sociável, já pode entender suas responsabilidades em relação ao presente que está ganhando, tem condições de entender que não poderá maltratar o bichinho nem apertá-lo muito num carinho sufocante (e isso é próprio das crianças e até de alguns adultos que excedem na força de seus carinhos), e também da responsabilidade com a higiene e alimentação do animal. Também nesta idade será fácil para ela entender que deverá cuidar-se para evitar que o bichinho, sem querer, a machuque, principalmente no caso de gatos e cachorros que, envolvidos em brincadeiras acabam mordendo ou arranhando seus donos.

Se um casal já tem um animal de estimação, e a mulher engravida deverá haver um trabalho de adaptação do animal com a gravidez e, posteriormente, com a chegada do bebê, porque os animais também tem reações diante da rejeição, da divisão de atenção, etc. Após o nascimento da criança, então deverá haver uma fase de “apresentações” do bebê ao animal e vice-versa. E, a partir daí, deverá haver sempre um adulto supervisionando as brincadeiras, pois, como já foi dito, há perigo de mordidas, arranhões, principalmente quando a criança começa a engatinhar/andar. Também há risco da criança machucar o animal por ainda não ter maturidade para lidar com ele.


Os cães são muito brincalhões e adaptam-se facilmente às crianças. Mas precisam tomar um banho por semana e sair para passear, por mais curta que seja a caminhada, ao menos uma vez ao dia. Então, deve-se pensar se a(s) pessoa(s) que cuidará(ão) do cão terá(ão) tempo para cuidar direitinho dele.

Os gatos são mais limpos, independentes, saem sozinhos, aprendem sozinhos a usar seu banheiro de areia higiênica, banham-se diariamente com a língua e isso faz com que precisem de menos banhos, apenas um a cada vinte ou vinte e cinco dias, ocasião onde também deverão ser cortadas e lixadas suas unhas. E ai vai uma dica especial, leve o gato ao veterinário para cortar as unhas, pois há um limite de corte que, se ultrapassado, faz com que ele sangre muito.

Também, no caso de gatos, fala-se em toxoplasmose, uma doença que pode levar a mulher grávida ao aborto ou gerar crianças com graves comprometimentos no sistema nervoso central e muitas complicações. Particularmente, acho uma injustiça, pois a informação que tenho é de que os parasitas causadores da doença (mais precisamente um protozoário chamado Toxoplasma gondii) podem ser encontrados em verduras, legumes, carnes cruas ou mal cozidas e até em frutas mal lavadas. Então, há muitas formas de se contrair a doença, além do contato com as fezes de alguns gatos, pois nem todos os gatinhos estão contaminados… (gatos que bebem leite não fervido ou comem carne crua ou ainda caçam ratos estão sujeitos a esta doença). Para não correr riscos, a gestante deve evitar lidar com fezes do bichano durante a gravidez (pode pedir a alguém que limpe sua caixa de areia durante o período, por exemplo), mas jamais deve pensar em se livrar dele, afinal, como já foi explicado, não há riscos. Porém, se nunca teve um gato, certamente não será boa ideia comprar ou recolher algum gato órfão enquanto estiver grávida. Melhor adiar para depois do bebê nascer.

Esses são os dois tipos de animais que tive a vida toda e, por isso, conheço bem como cuidar deles, quanto aos outros (pássaros, tartarugas, peixes, hamsters, etc.) não tenho muitas informações. Ideal será procurar um veterinário e pedir dicas antes de adquirir um animal.


Para finalizar, leve em conta também que o animal necessita de vacinas e visitas ao veterinário periodicamente. Os gatos, neste caso, precisam de mais vacinas do que os cães. Também é preciso pensar na alimentação dos bichos que não deve ser a mesma dos seres humanos. Os bichos têm necessidades diferentes das nossas e precisam de rações que lhes supram essas necessidades. Aliás, isso lembra-me uma curiosidade sobre um gato de uma amiga minha que, sempre que come uma azeitona, age como se estivesse drogado. Não sei se isso se deve ao sal contido na azeitona que, provavelmente altera sua pressão ou se é algum outro componente. Isso necessitaria de muita pesquisa para uma resposta mais concreta. Mas esse caso ilustra bem o que estou dizendo. Uma inocente azeitona pode ser uma espécie de alucinógeno para um bichano que gosta de roubar um pedaço de pizza da mesa do seu dono. Então, todo cuidado é pouco, ao alimentar-se um animal de estimação.

Bem, analisando-se todos esses fatores, resta concluir que, apesar do trabalho e da constante atenção que os animais nos exigem, eles retribuem nossa atenção como ninguém e são, sem dúvida, nossos melhores amigos, companheiros nos momentos de alegria, solidários nas horas difíceis, sempre dispostos a nos acolher e dividir conosco todos os momentos.

Cada animal que passa por nossa vida nos traz um conhecimento, um ensinamento e nos faz crescer. Aprendemos muito com eles. E, neste aprendizado, fica sempre uma boa lição. Meu último gatinho, por exemplo, ensinou-me a escolher melhor meus amigos… Ironicamente, ele ensinou-me em seus nove meses de vida, muito mais do que aprendi a vida toda em relação aos amigos. Então, se prestarmos atenção, veremos que os animais de estimação são, além de companheiros, excelentes professores da matéria vida!

Dra. Lou de Olivier – Psicopedagoga e Multiterapeuta

Revista Mãe Moderna – ano 1 – edição 03, ano 2003 – pgs. 30 e 31 –
Editora Cusman – São Paulo – SP – Brasil

Assista entrevista resumida de Lou de Olivier concedida ao Programa Ultracão TV Gazeta abordando a importância  dos animais na vida da criança, os cuidados que se devem ter com as crianças e com os animais, o projeto dançando com animais e outros temas resumidos.

Assista a entrevista completa abordando relacionamento crianças e animais, como lidar com animais que se sentem solitários ou precisam ficar sozinhos grande parte do dia, dançando com animais (gatos) e outros detalhes importantes.

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