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O tempo certo…

14 de dezembro de 2017 Deixe um comentário

relogioDesde que me afoguei, aos dezesseis anos, e segui desmemoriada por muito tempo, eu descobri o gosto pela pesquisa. A princípio, dependendo de amigos que liam para mim e, ao terminar minha primeira faculdade, foi pedido um TCC com pesquisa de campo. Nesta época, eu já conseguia ler com alguma dificuldade, mas já conseguia ler o suficiente para fundamentar a pesquisa de campo. Então eu entendi, desde aquela época, que uma das minhas grandes paixões era a pesquisa, a investigação, o entender, a fundo, diversos temas…

Segui estudando e pesquisando, Artes Cênicas, Musicoterapia, Psicanálise, Neuropsicologia, Psicopedagogia, Medicina Comportamental e áreas correlatas. Além dos estudos oficiais, eu sempre pesquisei também sobre Filosofia, Teologia, Teosofia e afins… Foi ai que, há alguns anos, eu encontrei um curso com um tema de autoconhecimento maravilhoso que era ministrado por um professor russo. Não pensei duas vezes, me inscrevi no curso que, além de fantástico, era ministrado online e gratuitamente. Era tudo de bom!

Aguardei, ansiosa, pelo primeiro dia de aula. Antes, porém, comprei um livro que estava indicado como complementar ao curso. A autoria do livro era deste professor, mas o livro estava traduzido para diversos idiomas e, felizmente, também para o Português. Assim como o curso era ministrado com tradução simultânea.

Impaciente, comecei a ler o livro de mais de seiscentas páginas antes mesmo da primeira aula. Confesso que não consegui entender praticamente nada. Apesar de estar traduzido para o Português, me parecia, literalmente, russo!

Pensei que, quando o curso se iniciasse, eu então poderia compreender todo o conteúdo do livro, mas me decepcionei muito quando, na primeira aula, eu também não entendi quase nada do que o professor ensinou. Ainda assim eu assisti mais duas aulas dele até decidir trancar minha matrícula. Muito triste, admiti que eu não tinha afinidade com este professor, nada entendia dos ensinamentos dele e a única decisão acertada seria parar o curso e procurar outro professor. Meu consolo foi saber que a maioria dos alunos também desistiu do curso, que acabou sendo cancelado.

Encontrei uma professora que ensinava o mesmo tema, mas numa linguagem bem simples e num nível bem básico. A aula dela era presencial, em português. E eu fiquei feliz ao perceber que entendia perfeitamente tudo que ela ensinava. Assim, eu fiz o curso básico e o intermediário com ela. Na sequência, matriculei-me numa escola e cursei mais dois níveis também presenciais.

Dois anos depois destes cursos, recebi um convite para retornar ao curso do professor russo e resolvi arriscar. Apesar da insegurança, eu destranquei minha matrícula e me surpreendi quando percebi que tudo o que ele falava agora estava muito fácil de entender. Então eu, enfim, pude fazer o curso completo com este professor. E tanto me empolguei e pesquisei que acabei até alcançando um nível bem superior aos alunos da minha turma…

Entendi que eu precisava de uma boa base para poder entender o curso do professor e, só depois de dois anos em outros cursos, eu atingi o nível de entendimento para até ultrapassar os ensinamentos dele…

Sempre que eu anuncio uma grande descoberta ou proponho um curso ou uma publicação que traz inovações futuristas e não tenho retorno imediato, eu me lembro desta minha fase e da história que desencadeou este meu aprendizado. Como neste momento, eu tenho anunciado diversas inovações, inclusive em forma de romance, uma forma que eu penso ser mais agradável de aprender, lendo um enredo interessante e romanceado. Uma mescla de estilos, acaba não atraindo ninguém pois as pessoas parecem procurar temas “focados” nesta época. E o que anúncio, muitas vezes, contradiz o consenso. E, já que Nélson Rodrigues dizia “toda unanimidade é burra”, mas ele há tempos morreu e parece que quase ninguém quer concordar com ele em nossa época… Em resumo, depois de dois anúncios em que, segundo o facebook, foram atingidas quase seis mil pessoas, houve quatrocentos e doze envolvimentos, mas apenas quatorze cliques e, na realidade, ninguém concretizou sequer uma compra de um e-book, só posso entender que, ou a propaganda do facebook não funciona. E isso não procede, já que muitas pessoas vivem de anúncios nas redes sociais, principalmente facebook. Ou, o que parece mais acertado, estou fazendo como o professor russo, oferecendo um conhecimento de pós-graduação sem que as pessoas tenham passado por uma base. Ou porque também muito do que ensino mostra a inutilidade de grande parte dos ensinamentos atuais…

 

 

árvores e livros

A Brinquedoteca aliada à aprendizagem, por exemplo, eu implantei entre 1997 e 2009 aproximadamente. Só agora em 2017 passou a ser utilizado de forma contínua. Comecei a citar a Dislexia Adquirida desde 1978, comecei a defender o tema oficialmente no início da década de 1990 e só por volta de 2012 foi aceita pela Ciência da Saúde e, ainda assim, com restrições, só a causada por AVC, ainda defendo a Dislexia causada por anoxia/hipoxia… E, assim, tantos outros temas que eu anunciei muito antes e demoraram dez, quinze, vinte anos para serem aceitos… Então, pensando assim, estou animada porque meus romances inovadores que misturam gêneros, informações diversas, abordam questões profundas e camufladas pela mídia e ainda trazem muita aventura e romance, com renda doada aos animais abandonados, em uns quinze ou vinte anos serão lidos e transformados em Best Sellers… Não é ótimo?

Se você não quer esperar tanto tempo e prefere ler agora, clique aqui e conheça meus diversos títulos.

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Morgan Freeman e Lou de Olivier unidos por uma falha do Sistema

28 de novembro de 2017 1 comentário

Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) foto das redes sociais

Morgan Freeman – foto Internet

Morgan Freeman falou ou escreveu uma frase a respeito da Consciência Humana como solução para o racismo?
Ou Foi Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) a autora desta frase?
Será que Morgan Freeman e Lou de Olivier são a mesma pessoa?

Ou será que a Internet é apenas uma grande fábrica de ilusões? 

Confira neste artigo, estas e outras respostas interessantes.

Em uma entrevista que aconteceu em dezembro de 2005 concedida a Mike Wallace, (60 minutos da CBS), Morgan Freeman recebeu a seguinte pergunta: O que você pensa sobre o Mês da História Negra? Morgan Respondeu: Ridículo! E seguiu explicando seu raciocínio, que não deveriam renegar a História dos Negros a um único mês, que se não há um mês para comemorar a História dos Judeus ou História dos Brancos, porque haver um mês para a História dos Negros? A História dos Negros é a História da América. E a forma de acabar com o racismo é parar de falar sobre ele. E propôs ao entrevistador que parasse de chamá-lo de negro e ele não o chamaria de branco. Seriam apenas ele, Morgan Freeman, e seu entrevistador, Mike Wallace, independente de suas cores ou raças. (Esta é minha tradução livre para entrevista porque a entrevista foi em INGLÊS)

Este é o resumo do que Morgan Freeman falou na entrevista.

Dois anos ANTES desta entrevista, em 2003, num país chamado Brasil, onde se fala PORTUGUÊS e não inglês, uma pessoa atuante em diversas áreas terapêutica, artística, educacional e escrevendo também poesias e reflexões, chamada Lou de Olivier, (não por coincidência, esta que vos escreve agora), em meio a uma acalorada discussão sobre a implantação do Dia da Consciência Negra, com a intenção de mostrar que TODOS DEVEM SER TRATADOS COM IGUALDADE, criou (em Português) uma frase: “No dia em que invés de se preocuparem com a consciência negra, branca ou amarela, buscarem a consciência humana, não haverá necessidade de comemorar o dia da consciência negra” by Lou de Olivier 2003

A frase teve tanta repercussão que Lou (eu) se empolgou, escreveu uma sequência e saiu divulgando entre os amigos e contatos. Em 2004, ela aprimorou a frase que ficou assim: “No dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo terminará.” by Lou de Olivier 2004

Esta frase chegou até a ser formatada por uma amiga de Lou e passou a circular pela Internet em grupos de discussão e no Orkut. Circulou até por volta de 2008, quando Lou de Olivier parou de postar sobre o tema. Porém, a mensagem continuou sendo compartilhada, agora não mais por Lou de Olivier, até que alguém, não se sabe quem nem com que propósito, retirou o nome da Lou e colocou como autor, nada menos do que Morgan Freeman.

Por falar em Morgan Freeman, em 3 de junho de 2014, ele foi entrevistado por Don Lemon (CNN) . Em determinado momento, Lemon perguntou se a raça seria um fator de distribuição de renda nos EUA. Freeman respondeu: Hoje? Não! Você e eu somos a prova disso. Você coloca em sua mente o que quer fazer e parte para a ação (vai lá e faz)…

Quem quiser ler todo o conteúdo das entrevistas, em Inglês, poderá acessar no final deste artigo. Agora o importante é comparar o que Freeman disse em entrevistas com as frases de Lou de Olivier:

Stop talking about it. I’m going to stop calling you a white man, and I’m going to ask you to stop calling me a black man. I know you as Mike Wallace. You know me as Morgan Freeman. You want to say, `Well, I know this white guy named Mike Wallace.’ You know what I’m saying?” Freeman

“No dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo terminará.” by Lou de Olivier 2003/2004

Nem quem aprendeu Inglês na escolinha da tia Nenê, na base do “the book is on the table” poderia confundir estas frases. Lou escreveu em Português, Freeman nem escreveu nada, ele falou em Inglês: frases totalmente diferentes, contextos diferentes, países diferentes, estruturas diferentes, e forma diferente de racismo entre os países. Aliás, é bom lembrar que, sempre que alguém se identifica como “brazilian”, logo vem o comentário: – Oh, Brazil! Samba, carnival and football! I know!

Há menos de duas semanas ouvimos isso num chat… Parece que, para o mundo, tudo no Brasil se resume a samba e futebol… Não há cabeças pensantes… Ao menos é a impressão que temos do que acham de nós quando nos identificamos como brasileiros em congressos ou eventos.

Deve ser por isso que pegaram, descaradamente, a mensagem da Lou e colocaram como sendo do Freeman. E o pior é que ninguém questionou, foram compartilhando, aplaudindo, achando o máximo, até que a Jornalista Glória Maria postou no Instagram, ai viralizou o que faltava…

Conclusão:

Sabem, eu, (que agora me assino Anna Lou Olivier, para fugir de outro plágio, desta vez do meu pseudônimo), fiz cadastro no Instagram só para contatar a Glória, me identificar e pedir, gentilmente, que ela desfaça o mal-entendido. Até comentei que ela sendo culta e inteligente, deve querer esclarecer este equívoco com seu público. Ela nem sequer se manifestou. Acessei alguns dos principais sites que repassaram este equívoco e postei mensagem com links para visita e confirmação. Mas logo fui classificada como “spammer” e impedida de continuar postando.

Alguém furtar meu texto e mensagens e divulgar como sendo dele ou de um “famoso” pode, mas eu, que sou a verdadeira autora, fazer algumas postagens esclarecedoras não pode, é SPAM! Quem acompanha minha carreira sabe que, há poucos meses, descobri um curso de minha autoria totalmente copiado e jogado na Internet de forma deturpada. Agora esta mensagem que também não é a primeira a ser plagiada. E, neste caso, nem posso saber a quem processar. Vai saber quem fez esta troca de autoria. O Freeman nem deve saber disso… Até pensei em contatá-lo e pedir que, em alguma entrevista, esclarecesse ao seu público que ele nada falou a respeito da Consciência Humana e quem escreveu a famosa frase fui eu.

However, silly me! (No entanto, boba eu!)

Mas, ao acessar a página de contato dele, já pude ler algo assim: “Não aceitamos inscrições não solicitadas tais como materiais não especificamente solicitados ou não enviados por meio de uma fonte profissional (agente, advogado ou gerente). Resumindo, gente comum que não tem uma representação ou não foi solicitada, nem tem sua mensagem lida… resta então rezar para o verdadeiro e Eterno Deus resolver a situação, já que o deus criado por Hollywood não atende os não representados…

Concluindo, este episódio me fez acordar, mais do que já acordei. A Internet é mesmo uma grande fábrica de ilusões. Se fosse algo sério que gerasse bons frutos, autores e grandes pensadores como fomos nós iniciando há mais de vinte anos, hoje deveríamos ser mundialmente conhecidos e respeitados. No entanto, continuamos anônimos, vendo nossas ideias e pensamentos serem sugados e publicados como sendo de outros autores, enquanto nós continuamos compartilhando com alguns poucos amigos e leitores. E que bom que ainda temos estes poucos amigos e leitores que nos incentivam.

Mas são poucos os que ficam sempre conosco. Muitos ficaram pelo caminho, meus fãs se dispersaram. Até os certificados dos dois prêmios que ganhei na Inglaterra em 2000/2002 se perderam em uma de minhas muitas mudanças. Recentemente eu doei o que sobrou de meus troféus e relíquias do meu pioneirismo até a atualidade para o Museu da TV Brasileira (PróTV). E, no final, O Freeman também vai fazer a passagem, todos nós um dia vamos morrer e, quem nasceu e investiu aqui no Brasil parece que não terá direito nem a deixar memórias. Afinal, se enquanto estamos vivos, já nos furtam tantos textos e mensagens, imagine depois de mortos…

Leia também, Consciência Negra com Morgan Freeman, autoria Lou de Olivier, clique aqui

Leia, Lou de Olivier doa seus troféus relíquias ao Museu da TV, clique aqui.

Leia algumas mensagens reflexivas de Anna Lou Olivier, clique aqui e aqui.

Agradecimentos ao site E-farsas, que publicou adendo sobre autoria de Lou de Olivier, ao site Voz de Petrópolis que replicou o artigo e aos blogs que alteraram o post citando autoria de Lou de Olivier, o blog Dr André Mansur (Brasil) e o blog Os pontos de vista (Portugal).

 Clique nos nomes para ler na íntegra.

Assista ao vídeo sobre o tema, a seguir:

 

Veganismo e meio ambiente: Com quantas árvores se faz um livro?

26 de novembro de 2017 1 comentário

Você sabe com quantas árvores se faz um livro?

Neste pequeno artigo vou mostrar, de forma simplificada, não só estes dados, como vou comparar o papel comum com o reciclado e abordar o formato e-book. E como tudo isso influencia no meio ambiente. Vem comigo!

Foto de fundo site Dreamstime, fotos dos e-books (livros digitais) de autoria de Anna Lou Olivier, incluídos na foto pela própria autora usando editor Gimp.

Muitas pessoas se dizem defensoras do meio ambiente, dos animais e da vida, mas não se dão conta do mal que causam ao ambiente, cada vez que optam por um livro impresso invés de digital. Os dados são variáveis, mas de uma forma geral, podemos entender que, utilizando técnicas de fabricação de papel mais comuns (processo “mecânico” ou “triturado”), cada árvore pode produzir uma média de 75 quilos de papel, sendo necessário doze árvores para produzir uma tonelada de papel, de acordo com o Conservatree, Recycled environmental paper information.

Um cálculo aproximado, levando em conta um livro de peso médio, pode-se afirmar que, cada livro carregue 0,028 de árvore. Numa projeção pode-se calcular que 34,8 livros podem ser produzidos a partir de cada árvore. Estes dados são uma média e podem variar, de acordo com o tamanho da árvore, o número de páginas do livro e o método de fabricação do papel, entre outros detalhes.  

Foto Site Dreamstime, editada por Anna Lou Olivier

Aqui entra o papel reciclado que parece ser a melhor opção. No entanto, há tempos, a indústria afirma que não há uma comprovação segura de que o uso do papel reciclado possa trazer menos impactos para o meio ambiente do que o papel comum. Esalq-USP realizou um estudo fundamentado em literatura técnica sobre reciclagem de papéis e comprovou que a produção de papel 100% reciclado utilizado na produção de escrita e impressão pode gerar um volume de efluentes até seis vezes maior que o papel comum. O mesmo estudo ainda comprovou que o processo de preparação das aparas para produção de papéis reciclados destinados à impressão e escrita pode gerar consumo adicional de energia elétrica de até 750 kWh/t, este consumo não ocorre na fabricação do papel comum.

 

Em um artigo antigo, publicado pelo Estado de São Paulo em 07 de maio de 2008, Antônio Gimenez, gerente da área de Negócios de Impressão e Conversão da International Paper (IP) afirmou: O processo de fabricação do papel reciclado consome mais água, mais produtos químicos e mais energia elétrica do que o papel branco. Isso porque a fibra reciclada passa por uma etapa a mais de clareamento, para eliminar impurezas, que não existe na produção do papel brancoPara Gimenez parece que o papel comum é mais adequado até porque ele também afirma: É um mito dizer que o papel reciclado salva árvores, pois aqui elas já são cultivadas e para esse fim No meu entender, este cultivo de árvores destinadas ao mercado de papéis para escrita e impressão também é dispendioso pois o solo poderia ser utilizado para plantio de alimentação, já que, estamos numa época de escassez de alimentos e a tendência é piorar. Mas esta é a minha humilde opinião, já que não sou produtora de papel nem de alimentos, apesar de ser uma grande produtora de textos para leitura tanto didáticos quanto para entretenimento.

Aliás, neste ponto, devo explicar que, quando criei o Vampirinho Vegano em 2010 eu pensei em todas as formas de produção e divulgação. E optei por e-books (livros digitais) para também preservar o meio ambiente. Já que tanto o papel comum (branco) quanto o reciclado tem seus prós e muitos contras, pensei que o ideal seria lançar toda a série do vampirinho apenas de forma digital. Porém, muitas pessoas nem sabiam bem o que é e-book, perguntavam sobre frete, queriam saber quantas páginas tinham as histórias e eu acabei cedendo e fazendo um pequeno lote de apenas 30 cartilhas. Elas venderam rapidamente, mas os e-books (em PDF) foram pouquíssimos a vender. E, quando decidi passar toda a comercialização para o site Amazon, que não dispõe de PDF, (apenas de visualização em aplicativo), as vendas simplesmente cessaram.

Comenta-se agora em 2017, entre os editores, que o e-book “não pegou” no Brasil. Isso se confirma pelo fato da própria Amazon estar projetando abrir livrarias físicas e comercializar livros físicos. Mas eu pergunto: O que acontece com o povo brasileiro, que consegue perfeitamente acessar sites, ler artigos, participar de chats, postar em redes sociais, tudo de forma virtual e não consegue aceitar uma leitura de um livro digital? Até porque, usando como exemplo, um livro que, na forma física (impressa) custaria trinta reais, pode ser adquirido por aproximadamente doze reais (em alguns casos, até menos) na versão digital… É para se pensar muito!

Bem, voltando ao antigo artigo/matéria do Estadão, entre diversos comentários dos especialistas da área, dois são dignos de (re) citação:

O primeiro comentário foi feito por Sonia Chapman, que, na ocasião da publicação do artigo era diretora-presidente da Fundação Espaço Eco, atualmente pelo que pude verificar, divide-se em diversos projetos também em sustentabilidade, afirmou: “O importante é o uso racional da matéria-prima e energia”. “É a mesma discussão que se tem com os alimentos orgânicos. Se toda a população passar a comer orgânicos, não vai haver terras suficientes para produzir dessa maneira. Não há coleta de lixo urbano que permita só a produção do papel reciclado.”

Foto site Dreamstime

Este comentário nos leva a uma profunda reflexão. De fato, não há terra suficiente para produzir orgânicos para toda a população do planeta. Muito da terra já está comprometido com o solo desgastado por diversos fatores que nem cabe citar neste pequeno artigo. Quanto a coleta de lixo, tudo poderia se resolver com uma reeducação da população e um maior investimento em coleta tanto de lixo comum quanto de material reciclável. Mas a questão do solo é mesmo preocupante. E, provavelmente, irreversível.

A matéria do Estadão terminou afirmando que “a reportagem procurou as ONGs de defesa do meio ambiente Greenpeace e WWF, mas elas informaram que não têm uma avaliação técnica sobre o uso de papel reciclado.”

 

Diante disso, o que se pode refletir é o seguinte:

Levando em conta as definições destas ONGs, sendo: World Wide Fund for Nature é uma Organização não governamental internacional que atua nas áreas da conservação, investigação e recuperação ambiental, anteriormente chamada World Wildlife Fund, nome oficial ainda em uso nos Estados Unidos e Canadá” E Greenpeace é uma organização não governamental de ambiente com sede em Amesterdão, nos Países Baixos, e com escritórios espalhados em mais de 40 países. Atua internacionalmente em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com campanhas dedicadas às áreas de florestas (Amazônia do Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas, transgênicos e energia renovável.”

É bem preocupante o fato das duas ONGs apenas responderem que “não têm uma avaliação técnica sobre o uso de papel reciclado.”

Como já afirmei, esta reportagem foi feita em 2008 e não foi atualizada, então entende-se que ainda esteja valendo. O principal nisso tudo é perceber a seriedade do tema, não só pelo fato dos dois tipos de papéis geraram diversos problemas ao meio ambiente mas pela carência de novos solos para plantio de alimentos orgânicos.

Vamos refletir melhor sobre isso?

 

A saber: O projeto vampirinho vegano, atualmente tem quatro desenhos animados (disponíveis no YouTube), diversos vídeos de cenas e esquetes gravadas por seis elencos em seis cidades brasileiras (também disponíveis no YouTube e no site oficial do vampirinho vegano), três e-books em português e um em Inglês, além de outros recursos. Todos online. Afinal, defender os animais e o meio ambiente e usar papéis sejam comuns (brancos) ou reciclados para imprimir as histórias seria uma grande incoerência, não acha?

 

Acesse o site oficial e assista aos vídeos e desenhos, clique aqui.

Conheça os e-books que, além de ensinar veganismo de forma lúdica, tem a renda (quando vende) doada aos animais abandonados. Clique aqui

Consciência negra com Morgan Freeman, autoria de Lou de Olivier

21 de novembro de 2017 3 comentários

Há muito tempo, não me lembro exatamente quando foi, mas penso ter sido por volta de 2003, quando se comemorou o primeiro dia da consciência negra no Brasil, em um grupo de discussão de poetas na Internet, surgiu a questão desta comemoração. Logo estávamos numa acirrada disputa. Uns concordavam com a necessidade de haver um dia para registrar a causa, outros achavam uma grande bobagem. Eu, sempre filosofando, escrevi algo assim:

“Amigos, no dia em que invés de se preocuparem com a consciência negra, branca ou amarela, buscarem a consciência humana, não haverá necessidade de comemorar o dia da consciência negra” Eu me referi ao fato de termos que nos aceitar como todos sendo iguais.

Enquanto a discussão se aquecia mais ainda com minha afirmação, eu tive ideia de escrever um pensamento reflexivo. Escrevi “Não precisamos de um único dia de consciência negra, branca, amarela ou índia, precisamos de trezentos e sessenta e cinco dias de consciência humana”. By Lou de Olivier… E enviei por e-mail aos amigos. Todos gostaram muito e até repassaram aos seus contatos. Entre 2004 e 2005, não lembro bem a data, eu entrei para a rede social do Orkut e, nesta rede, passei a compartilhar minhas mensagens reflexivas. Foi ai que, chegando a data da Consciência negra eu compartilhei, com meus amigos, as minhas duas frases criadas durante o fórum dos poetas. Estes amigos compartilharam com os amigos deles. E os amigos deles compartilharam também… Eu fiquei muito feliz, afinal, minhas frases tinham atingido quase duzentos amigos e amigos de amigos… Nem parei para pensar que, diante de mais de seis bilhões de pessoas que habitavam o planeta naquela época, esta divulgação era irrisória. E, praticamente, ninguém saberia da minha autoria.

A partir dai, por vários anos enviei estas mensagens, com pequenas alterações, sempre que o dia da consciência negra se aproximava. Mas eu pareço ter sido a única a assinar meu nome na mensagem e, como sou sozinha para divulgar, outras mensagens se multiplicaram pela Internet. E, como sempre, quem conta um conto aumenta um ponto. Em algum momento, alguém retirou meu nome das mensagens e os compartilhamentos continuaram… Enquanto isso, nos recentes anos eu parei de enviar mensagens neste dia e confesso que já nem me lembrava desta minha mensagem reflexiva.

Hoje, porém, dia 20 de novembro de 2017, fui surpreendida por uma nota que dizia que a Jornalista Glória Maria teria postado uma frase do ator americano Morgan Freeman sobre Consciência negra e teria causado grande polêmica. Curiosa, fui conferir e percebi, pasma, que é nada menos do que minha velha frase, justo a frase que criei durante a discussão do fórum de poetas…

Não sei explicar como me senti e ainda me sinto. Triste, talvez, revoltada. Primeiro porque alguém usou algo que criei e divulgou como sendo de outra pessoa, segundo porque, na verdade, já encontrei, (ou melhor, me informaram) esta frase atribuída a outros “famosos”, tem mensagens assinadas até pela Bruna Lombardi. E terceiro porque esta frase que eu citei com a intenção de mostrar que todos somos iguais, independente de nossa cor ou raça ou qualquer característica que possa nos separar, está sendo colocada com um outro contexto, como se o ator Morgan Freeman estivesse descaracterizando a luta dos negros com esta frase que, por sinal, é minha…

Procurei o único lugar fixo (além dos meus sites) onde eu postei, há anos, esta minha frase, o site Pensador. Imaginei que, encontrando meu pensamento registrado neste site, eu poderia comprovar que a criação é minha, já que o Orkut, há anos não existe mais… Mas a pessoa que fez esta “troca de autoria” fez um serviço completo. Não há mais nada do que postei neste site. Nem meu nome consta mais lá… Tem é a frase atribuída ao Freeman…

Este episódio só reforça uma decisão que já tenho tomada, afastar-me da Internet. Não o farei de repente e nem em definitivo, mas, das redes sociais, estou já me preparando para um afastamento. E me provou também algo que eu já sabia, mas agora tenho provas concretas: a chamada grande mídia é, de fato, alienada. Uma Jornalista considerada inteligente e culta posta uma mensagem baseada em um banner que deve ter recebido de alguém ou encontrado pela Internet, sem sequer verificar se a frase é mesmo do Freeman. Aliás, mesmo que a frase fosse dele, estaria se referindo ao que o negro vivencia nos EUA e não no Brasil. E não caberia uma postagem da Jornalista referindo-se ao dia da consciência negra pois, afinal, não tem comparação a condição do negro nos EUA e no Brasil…

Não bastava a *TV Globo ter me barrado por seis anos para não divulgar verdades sobre Dislexia, não bastava a alienação dos principais canais de divulgação em relação aos fatos (seríssimos) recentes ocorridos no Brasil, agora esta postagem da Jornalista completa o que já se sabe.

* TV Globo, não confundir com Agência O Globo, que, por sinal, já publicou diversos releases meus.

Até o momento em que publico este artigo, não há nenhuma prova de que o Freeman tenha dito algo, ao menos, parecido com a minha frase reflexiva. Porém, como o sistema consegue plantar o que bem entende e, inclusive, “afundar” um navio vinte e seis anos antes dele ser metralhado por contrabando, pode ser que surja, a partir da minha postagem, alguma prova plantada.  Hollywood já o colocou como “Deus” e os desavisados o estão colocando como grande pensador.  Só resta o sistema eterniza-lo como pacificador… No entanto, friso que a verdade está acima de qualquer manobra deste sistema falido.

Conheça algumas das minhas inúmeras mensagens reflexivas, clicando aqui  e também aqui. Leia, Lou de Olivier doa seus troféus relíquias ao Museu da TV, clique aqui. Leia também sobre as notícias que escondem de você, clique aqui. E conheça os e-books que valem ração e amor, clique aqui.

Assista ao vídeo complementar Lou de Olivier X Morgan Freeman

Intervenção militar, Exército dos Estados Unidos na Amazônia, Escassez de alimentos… É o Brasil!

16 de novembro de 2017 1 comentário


Aqui no Brasil, enquanto a mídia se divide entre a manifestação de racismo do Jornalista William Waack (e seu afastamento da Globo) e a notícia veiculada pelo R7 “Michel Temer dará início à reforma ministerial que vai até dezembro” e que “o Presidente aceitou pedido de demissão do ministro das Cidades”, o público também se divide: muitos se posicionam ainda preocupados com o homem nu em meio a uma conturbada exposição de Arte e outros comentam sobre o novo namorado de Fátima Bernardes. Não bastasse tudo isso, ainda me enviaram um vídeo de um ator supostamente disléxico zombando da dislexia e dos tratamentos arcaicos. Esta questão da Dislexia satirizada, eu comentarei em breve, mas…

Em meio a estas e outras notícias alienadas, a empresa Igarashi que produz alimentos como batata, cenoura, feijão, tomate, alho, cebola e outros, abastecendo todo o estado da Bahia e região nordeste teve suas instalações invadidas por cerca de 500 pessoas, na maioria pecuaristas e agricultores da região, que, protestando contra o novo sistema de irrigação da Igarashi, atearam fogo nas instalações, destruíram todo o sistema de energia e diversos maquinários e até causaram ferimentos em um dos colaboradores da empresa. Reportagem do Correio da Bahia afirma que o prejuízo da Igarashi é de, ao menos, dez milhões. E que a empresa também atua em pecuária. E cita que, “de acordo com o site Matutar, que atua na defesa da Bacia do Rio Corrente, a Igarashi possui a outorga da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) desde 2015 para irrigar 2.530 hectares com 180 mil metros cúbicos de água por dia”. A intenção foi boa, mas a forma como foi realizado o protesto caracterizou vandalismo, causou extremo prejuízo e não resolveu a questão do uso excessivo das águas do Arrojado.

Em paralelo, no Rio Grande do Sul, devido a fortes chuvas, houve uma queda brusca na semeadura de arroz e outros grãos. Segundo informação do site Federarroz, “devido à previsão de condições climáticas não favoráveis e à descapitalização dos produtores, o cultivo de arroz no Brasil não está sendo rentável. E com a forte queda dos preços em plena entressafra, a redução de área poderá ser ainda maior, isto porque em regiões onde é fácil a troca por outra cultura mais rentável, poderá ocorrer maior migração”, observou o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, que compara a situação brasileira com a do Paraguai que, segundo ele, segue aumentando a sua área”.

Há quem afirme que, também nesta região (Rio Grande do Sul), fazendas de arroz estão sendo invadidas e queimadas. Porém, não se encontra nenhuma reportagem a este respeito e os informantes, até o momento, não enviaram nenhuma prova, por isso, não se pode afirmar, com certeza, que estas invasões seguidas de incêndios estejam ocorrendo no RS. Sendo ou não verídica esta notícia das invasões no RS, tudo isso comprometerá o abastecimento de alimentos ao povo brasileiro. Isso é preocupante para todos que se alimentam, especialmente, os vegetarianos e veganos que se alimentam de grãos, legumes e outros frutos da terra.

Enquanto isso, países de idioma espanhol, especialmente Venezuela, noticiam “ No Brasil, pela primeira vez na História, militares dos EUA intervém na Amazônia” “Começaram manobras militares entre EUA, Brasil, Colômbia e Peru na Amazônia”.

Antes de continuar estas notícias, é preciso explicar, ainda que de forma simples o que significa esta intervenção e o que está em contraponto. De um lado, o FSP (Foro de São Paulo) que teve início em 1990 em uma conferência de partidos políticos e organizações de “esquerda” e foi promovida pelo PT (Partido dos Trabalhadores) – (há quem cite este início como uma união maligna entre Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro, tendo ainda Hugo Chávez e José Dirceu como participantes). com objetivo de discutir alternativas às políticas dominantes na região (chamadas de neoliberais) e promover a integração latino-americana no âmbito econômico, político e cultural. Atualmente participam destes encontros mais de 100 partidos e organizações políticas de diversos países. E tem sido, com frequência, alvo de críticas e acusações que vão desde falta de transparência das atividades do grupo, visando o controle supranacional da política, ferindo a soberania dos países e integrando a América Latina numa ideologia socialista, até ligações com grupos terroristas como FARC e com o narcotráfico. (Fonte Wikipedia)

Em aversão a este poder, surge então a intervenção militar e ai começa um equivoco,pq me parece que estão confundindo um suposto treinamento dos militares dos EUA na Amazônia com o movimento que uma parte da população brasileira está propondo pela intervenção militar no Brasil. Há quem afirme que este exercício dos EUA na Amazônia seja uma espécie de preparação para a intervenção final que devolveria a soberania ao país, livrando seus cidadãos do caos em que se encontram agora.

O que muita gente não percebe é que, mesmo que a intervenção militar seja desejada por muitos, há 2 questões importantes:

Art. 142 da Constituição Federal de 88 cita o seguinte:

Art. 142.As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Em resumo, os militares necessitam da autorização do presidente da república para uma intervenção…. Acho que não precisa explicar mais, ne?

Ainda há outro agravante, o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante-geral do Exército, é um dos responsáveis por assegurar a defesa do país. Teria, teoricamente, poder de decisão, mas ele enfrenta uma doença neuromotora degenerativa não especificada em artigo e, recentemente, ele declarou “  que a própria sociedade brasileira é capaz de encontrar uma solução para a crise sem que isso ocorra. “O Brasil tem um sistema que dispensa a sociedade de ser tutelada”,

Em resumo, o general afirmou “Virem-se sozinhos!”

Verificando outras informações, percebe-se que um dos poucos que apoiam a intervenção militar, o general Antonio Hamilton Martins Mourão é apontado como desequilibrado e ridicularizado pela mídia. Aliás, a mídia atualmente, tem informado tudo às avessas, então se falam bem de alguém, entenda o contrário, se falam mal dê uma chance ao criticado. Eu falo isso porque sou também Jornalista, fui inclusive freela do Aqui Agora e sei bem como funcionam as notícias especialmente na atualidade…

Enfim, o apoio dos militares restringe-se a poucos generais, o General Mourão, para avançar e intervir como muitos pedem, teria que passar por cima da autoridade do comandante do Exército e do Presidente da República…

Enquanto isso, um grande grupo de pessoas deslocou-se à Brasília hoje, dia 15 de novembro de 2017, algumas viajaram por dois a três dias para participarem do protesto que pede a intervenção militar. Há informações de que, em diversos pontos do país, pessoas estão também protestando e pedindo a intervenção militar.

A única notícia (até a publicação deste artigo) sobre esta série de protestos é desencontrada, de um site considerado de notícias fake e os principais canais que são Globo, UOL, Exame, Veja etc estampam manchetes sobre intervenção militar no Zimbábue. Parece piada, mas não é!

Tudo isso e muito mais acontecendo no Brasil e as principais Manchetes da mídia brasileira não apontam nada disso… Mas vamos voltar ao assunto. Neste ponto, há quem confunda esta possível intervenção militar com o exercício dos Estados Unidos na Amazônia… Ai entra as diversas manchetes e notícias espalhadas pela Venezuela…

Por ser um assunto muito complexo e nada noticiado por aqui, fica meio difícil explicar, mas penso ter resumido de forma compreensível a grande batalha que se inicia. São muitos os comentários e manchetes especialmente na Venezuela, onde a preocupação se mostra não só com a manobra em si, mas com o descaso da mídia brasileira. Uma das Jornalistas comenta “Uma região estratégica, rica em biodiversidade, rica em minerais, rica sobretudo em água, por isso a gravidade do que o EUA esteja presente nesta região”, “Esta intervenção EUA parece estar mirando para a Fronteira Brasil/Venezuela, a partir da instalação militar poderia justificar uma possível intervenção em território venezuelano, não como invasão dos EUA mas como ação de forças combinadas de exércitos da região argumentando uma ameaça à segurança hemisférica”. “É urgente começar com tudo isso, porque os meios de comunicação no Brasil não estão dando nenhuma cobertura a este importante ato (exercício)”. Fonte Televisión del Sur (Telesur ou teleSUR)

São tantas as manchetes e comentários venezuelanos que fica difícil transcrever tudo, mas a essência é que, de um lado está o socialismo que, teoricamente, pretende diminuir a distância entre ricos e pobres. Porém, levando em consideração que, para isso, o Estado deveria ser forte o suficiente para acabar com a propriedade privada e com a divisão dos meios de produção e ainda controlar a renda, o comércio e a indústria. E, diante da incapacidade de controlar a si próprio (Governo) e menos ainda a todo o país, este sistema já se perde de início. Isso gera insegurança, desemprego, caos e tudo isso que o Brasil vivencia sem nem precisar enumerar.

De outro lado está a necessidade de intervenção, de neutralização do caos instalado e ai entra a intervenção militar (dos Estados Unidos?) que busca devolver ao povo a segurança e a dignidade perdidas. Porém, esta intervenção militar, da mesma forma que foi na década de 1960, é uma intervenção civil e militar, já que o comando vem de forças civis e militares, cabendo aos militares a ação. Expliquei bem?

O principal nisso tudo é entender que toda guerra é bancada por um único sistema, os envolvidos funcionam mais como marionetes do que como peças chavez (gostou do trocadilho? Quem não entendeu, eu citei Hugo Chávez). Enfim, tanto faz um caos tentando caminhar para o socialismo ou um movimento de intervenção que mais parece invasão dos EUA. É aproximadamente como um jogo de xadrez. Apesar de não entender muito deste jogo, arrisco-me a explicar o básico:

São dois participantes jogando num tabuleiro com 64 casas. São 16 peças brancas e 16 pretas, num total de 32 peças. São 2 Torres, 2 Cavalos, 2 Bispos, 1 Dama, 1 Rei e 8 Peões de cada cor. O principal objetivo deste jogo é impor o xeque-mate ao adversário ou o seu rendimento. É isso que está ocorrendo com o Brasil e ocorre sempre que há uma disputa ou guerra, o povo fica em xeque-mate, tanto faz o lado que vencer, o povo sempre perde… porque os senhores da guerra bancam os dois lados, nunca há um real vencedor, ou melhor, não importa quem ganhe ou perca a guerra, quem ganha é sempre o sistema que bancou a disputa…

Se você entendeu meu raciocínio, que bom! Te convido a ler meu novo romance, se der tempo de ler em meio a este clima todo, sei que gostará, clique aqui.

Se não entendeu, comece desde já a escrever sua cartinha para o Papai Noel porque com este clima sem opção, o natal este ano vai ser intragável… Por outro lado, você também pode assistir a novela das oito, torcer pelo mocinho ou até suspirar pelo novo namorado da Fátima Bernardes. Pode também ridicularizar a Dislexia como muitos estão fazendo. (E isso eu comentarei no próximo vídeo/artigo).

Afinal, é isso mesmo que a Rede Bobo quer, que você durma a sono solto enquanto o Brasil…

Ah, o Brasil tem samba/carnaval e futebol… Já tá bom, né?

Assista em vídeo (caso o som esteja muito baixo, é só clicar em qualquer ponto do vídeo e apertar a seta para cima do teclado do computador até atingir a altura desejada).

Leia na íntegra:

Bahia, clique aqui e aqui

Operação EEUU Amazonia,  clique aqui  e aqui vídeo em: 

https://youtu.be/uDALgvTXdXs

Rio Grande do Sul, clique aqui

Foro de São Paulo, clique aqui Wikipedia

Convite para bate-papo ao vivo sobre Dislexia, desfazendo mitos, com Anna Lou Olivier. Assista ao vídeo e saiba como se inscrever. No mesmo vídeo, Anna Lou fala um pouco sobre seu novo romance que aborda Física Quântica, Universos Paralelos, Teorias de Conspiração e até romance entre uma androide e um humano. Confira neste vídeo:

Anna Lou Convite palestra dislexia ao vivo e livro

Espionagem na Internet – redes sociais de olho em você!

11 de novembro de 2017 2 comentários

Foto Dreamstime

Foi por volta de 1999, eu participava de um grupo de poetas cibernéticos. Ficávamos conversando e poetando pela madrugada. Bem, nem todos estavam no mesmo horário, já que alguns estavam na Europa, outros nos Estados Unidos, alguns no Brasil, enfim, para mim era madrugada… Saudades daquela doce época em que a poesia nos elevava e nos fazia acreditar naquele sistema que usávamos: a Internet que, ainda em seu início, ainda discada, caía bastante, mas nos proporcionava horas de amizade em muitos versos e rimas.

 

Foi numa dessas conversas que eu comentei que deveríamos cuidar do que escrevíamos pois estávamos sendo “monitorados”. Um poeta/amigo que estava nos Estados Unidos logo concordou e teceu comentários, frisando sua opinião. Ele foi o único a concordar comigo. Logo havia um amontoado de críticas e sátiras. Nos chamaram até de lunáticos. Sim, naquela época, parecia uma grande alucinação alguém espionar e-mails, fóruns e outras reuniões entre amigos ou profissionais.

 

O tempo passou, os fóruns de poetas e os chats foram substituídos pelas redes sociais. Tornou-se comum o fato das pessoas publicarem seus dados e até seu atos cotidianos nas redes sociais. Na vida real, ninguém fotografa seu prato (almoço ou jantar) e sai mostrando para os vizinhos, mas na rede social tornou-se comum postar seu prato, o que está comendo. Mas isso é o de menos, afinal, ninguém vai ser punido pelo que comeu, apesar de poder enfrentar a ira de ativistas ou algo assim…

 

A questão vai muito além. A maioria das pessoas passou a postar detalhes de suas vidas que não informaria a ninguém ou então informaria a um grupo restrito de amigos. Um dos casos famosos ocorreu em Hamburgo, Alemanha. A adolescente Thessa postou no seu Facebook que comemoraria seu aniversário em determinada data, Apareceram milhares de pessoas querendo participar da festa, houve tumulto e até a polícia precisou intervir. Já houve casos de pessoas que foram despedidas ou perderam seus benefícios por postarem fotos ou mensagens que as denunciaram/incriminaram. Inclusive, este é o lado bom, alguns criminosos foram presos por postarem seus “feitos” em redes sociais. Na tentativa de zombar da polícia e/ou de suas vítimas, acabaram pegos e presos…

 

Foto: Dreamstime

Em meio a tudo isso, em março deste ano (2017), o site WikiLeaks anunciou que “espiões americanos conseguiram interceptar mensagens de celular e até TVs conectadas à internet no mundo inteiro”. Segundo artigo G1, Edição do dia 07/03/2017, citando reportagem do Jornal Nacional, havia cerca de sete mil páginas, mostrando, em sua maioria, códigos de computador que, caso fossem verídicos, esses documentos revelariam a forma como os espiões americanos agem na internet. A reportagem citava, inclusive, uma triste “descoberta”, não só a CIA teria um departamento especializado na criação de vírus (mais de 500 projetos para infectar dispositivos eletrônicos no mundo todo), mas o principal é que as mensagens enviadas por aplicativos no celular podem ser interceptadas. Antes desta reportagem mostrada pelo WikiLeaks, acreditava-se que a mensagem sairia criptografada e só se tornaria legível ao chegar no celular do destinatário. A notícia decepcionante é que os documentos revelavam que já havia um vírus desenvolvido pelos americanos para interceptar a mensagem antes de ser codificada.

 

Mas, sejamos conscientes, isso nós já sabíamos desde o início da Internet. Ao menos eu e este amigo poeta dos Estados Unidos, apesar de sermos desacreditados, já tínhamos percebido. O que a grande maioria não percebeu e alguns não perceberão nunca, é que nunca houve segurança alguma. Especialmente em serviços “grátis”, tudo é espionado sim. Se você utiliza serviços como gmail, hotmail (outlook.com) e outros sistemas gratuitos de e-mails, facebook e outras redes sociais grátis, todos os seus dados, postagens, mensagens e atividades estão sendo monitorados. E isso não é (ou não deveria ser) novidade para ninguém.

 

Não quero tornar este artigo longo. Impossível citar todos os detalhes, Apenas quero citar que decidi escrever este pequeno artigo por dois motivos. Primeiro, recentemente recebi um vídeo muito singelo do Facebook. Periodicamente, enviam vídeos com uma música alegre, anunciando quantas curtidas eu cliquei e quantos amigos novos eu fiz… Detalhes que eu mesma não me lembrava. Acho esta atitude tão “meiga”, alguém cuidar com tanto “carinho” de todos os meus passos. Na sequência, pedi uma cópia de meus arquivos e notei que não só o Facebook mantém todos os meus dados pessoais e os grupos dos quais eu participo, mas também mensagens (inbox), inclusive aquelas em que a pessoa só me contatou uma única vez pedindo informações sobre algum de meus livros ou algum distúrbio ou mesmo alguma “cantada” de desconhecido que eu nem respondi… E existem até mensagens de pessoas que eu nem tenho certeza se me contataram…

 

Imagino a grande (Ir) responsabilidade que deve ser armazenar e manter todos esses dados de todos os participantes do Face. E friso que estou citando o Facebook porque foi onde ocorreu o fato, mas todas as redes sociais funcionam da mesma forma. Se, por um lado, servem até para prender bandidos, por outro interferem na privacidade de seus usuários sem piedade.

 

E agora vem o segundo motivo que me levou a escrever este artigo. Diante de todo este monitoramento fica até fácil entender porque minhas notícias sofrem tantos “boicotes”. Meus vídeos no YouTube raramente chegam a cinco mil visualizações, quando chegam, misteriosamente, caem para duas mil e “estacionam”, meus posts recebem pouquíssimas visualizações, mesmo os impulsionados acabam tendo muitas curtidas e comentários, mas são raras as reais visitas aos sites ou vídeos. A impressão que tenho é que, ao pagar um impulsionamento, o que recebo são curtidas “fake” que consomem a verba investida mas, na prática, não dão retorno algum.

 

Meu lema sempre tem sido “Publicando hoje a notícia de amanhã”, trago muito antes as informações em diversas e importantes áreas e isso incomoda o sistema lento, que estipula que as descobertas devem ser rápidas, mas a informação deve ser o mais lenta possível. Afinal, informação significa poder, quem detém informação detém o poder (isso se aprende na faculdade, inclusive). Portanto, quem descobre algo deve guardar para si o quanto for possível e, só em último caso, revelar… Eu faço o contrário, eu descubro e já repasso (ao menos repassava até escrever este artigo, vou repensar se devo continuar trazendo informações antecipadas), isso interfere no sistema que se coloca como poderoso e absoluto, só ele pode “revelar” quando ele julga conveniente…

 

É por isso que um aniversário de uma adolescente desconhecida atrai milhares de pessoas e as minhas notícias* com informações de interesse mundial ficam restritas a alguns poucos contatos.  

Este assunto é complexo e extenso, não abordei nem 1/10 do que gostaria. Sendo assim, te convido a ler meu lançamento em romance “Armagedon Har Meggido (Ana e o Apocalipse). Parece religioso, mas só tem base teológica, no mais aborda teletransporte, espionagem, teorias de conspiração, Física Quântica e muitos temas polêmicos em forma de romance. Sei que, com tanto boicote aos meus artigos e anúncios, não será Best Seller, mas os poucos que conseguirem ler, perceberão que vale a pena ler!

Se você é cliente Amazon, acesse a página direta, clicando aqui. Se você nunca comprou no site Amazon ou quer saber mais, clique aqui. Ou Assista ao vídeo a seguir:

* Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) é Multiterapeuta, Psicopedagoga, Psicoterapeuta, Especialista em Medicina Comportamental, Bacharel em Artes Cênicas e Artes Visuais. Detectora do Distúrbio da Dislexia Adquirida/ Acquired Dyslexia, Precursora da Multiterapia, desenvolvedora e introdutora da Brinquedoteca aliada à aprendizagem no Brasil e Europa e Criadora do Método Terapia do Equilíbrio Total/Universal. É também Pioneira da TV brasileira e da Música mundial. Dramaturga e Escritora (vários gêneros), autora de dez livros didáticos, diversos romances, uma trilogia, vinte e-books, mais de 700 poesias publicadas. Como Acadêmica tem diversos artigos publicados e aceitos pela comunidade científica internacional, especialmente na Europa e tendo duas de suas dezoito peças teatrais já encenadas em todo o Brasil e em Portugal. Sua biografia consta em livros oficiais como “Dicionário de mulheres”, “Enciclopédia de Literatura Brasileira” entre outros. Anna Lou Olivier é vegana, Pacifista socio-ambiental/animal e segue a filantropia anônima e desvinculada de política ou religião implantada por seus pais há quase oitenta anos.

Conheça o Portal Lou de Olivier (Saúde, Educação, Artes, Pacifismo): http://www.loudeolivier.com

Site pessoal (produção Acadêmica, Literária e Artística): https://acliar7.wordpress.com

Veganismo: Anna Lou Olivier responde perguntas sobre…

3 de novembro de 2017 2 comentários

Assista em vídeo ou leia o texto na sequência

 

Olá! Eu sou Anna Lou Olivier (Lou de Olivier) e hoje responderei a 13 perguntas feitas pelo ativista Animadruga. Na verdade é uma entrevista que ele fez, com perguntas bem complexas, que estou respondendo neste post. Quem quiser comentar as perguntas dele e/ou minhas respostas, fique à vontade. Vamos lá responder?

Oi. Se importaria de gravar um vídeo respondendo 13 perguntas sobre direito dos animais e se deveríamos ser éticos? Se puder por favor me avise. São essas:

1- Se podemos matar a fome sem comer os animais, e ainda sermos saudáveis, então por que comer os animais?

R – A desinformação causa este tipo de situação. A maioria das pessoas desconhece que pode se alimentar sem comer nada de origem animal. São poucas as pessoas que se dedicam a explicar sobre veganismo de forma objetiva, há muitas informações desencontradas. Muitos artigos comprovam necessidade de ingerir produtos animais e os artigos que defendem o vegetarianismo/veganismo são escassos e sem grandes fundamentações. Eu, por exemplo, tornei-me vegana estudando Medicina Comportamental, numa aula de Neurologia. Na época eu era ovo-lacto, mas comia carne e peixe esporadicamente. Depois dessa aula, parei de ingerir carne em definitivo e passei a pesquisar mais a fundo. Ao viajar, passava muita fome, pois ninguém sabia o que é veganismo. Em 2010 idealizei o vampirinho vegano que ensina veganismo baseado em Medicina e Nutrição, além dos direitos dos animais. Hoje, este projeto está consolidado em três e-books em Português, um em Inglês, cartilha, camisetas, quatro desenhos animados que fiz sozinha por falta de verba e apoio. Já aconteceu também a Mega-apresentação teatral vegana que reuniu seis elencos teatrais em seis (cidades) estados brasileiros. Em consideração ao meu prestígio como Dramaturga, eles se apresentaram gratuita e simultaneamente, todos coordenados por mim. A maioria dos elencos se interessou pelo veganismo a partir dos ensaios da minha peça. Isso reforça a ideia de que, se houvesse mais informação bem fundamentada, muitas pessoas se interessariam mais pelo veganismo. E um detalhe importante, nesta Mega-apresentação, só nas apresentações presenciais foram duas mil crianças e mais de duzentos adultos que assistiram. Depois disso, foi postado no site oficial e até hoje está sendo assistido. 

2- Qual critério os veganos adotam para definir quem deva ter direito (a vida e a liberdade)? E por que os veganos consideram esse critério relevante?

R – Esta pergunta é complexa, na medida em que existem até listas de critérios adotados pelos veganos e justificativas para o veganismo. Sendo assim, seria improdutivo enumerar todos estes critérios. Então, respondendo por mim, na minha opinião, o que precisa acontecer é uma mudança de consciência. As pessoas precisam entender que os animais são seres sencientes que merecem respeito e direito à vida, mas elas também precisam entender que, alimentando-se sem nada de origem animal, estão fazendo bem para a própria saúde delas e para o meio-ambiente. Na minha opinião, isso resume todos os critérios e justificativas para o veganismo.

3- Qual critério os não-veganos adotam para definir quem deva ter direito (a vida e a liberdade)? E por que os não-veganos consideram esse critério relevante?

R – Esta é uma pergunta que deveria ser feita aos não veganos e até mesmo geraria um debate entre os veganos e não-veganos. Mas, da mesma forma que veganos tem lista de critérios e justificativas, os não veganos também tem. Eu acho improdutivo ficar discutindo quem tem razão. Para mim, o mais produtivo é plantar uma nova consciência que é o que faço com palestras e com o projeto Vampirinho Vegano. Todas as pessoas que assistiram minhas palestras e/ou viram apresentações do vampirinho vegano se conscientizaram da necessidade de mudança na sua alimentação e na forma de entender a natureza e os animais. Acho que isso é bem mais produtivo do que ficar discutindo indefinidamente quem tem ou não razão. Até porque cada um tem seus argumentos e sempre acha que tem razão. Tem até um velho ditado que cita: “você quer ser feliz ou quer ter razão?” Vamos refletir sobre isso?

4- É ético tratar alguém de outra espécie como uma propriedade? Vc se classifica como dona ou como tutora de um animal que cria?

R – Não é ético tratar ninguém como propriedade nem de outra e nem da mesma espécie. Como Multiterapeuta, preciso admitir que não é nada saudável se relacionar com outro ser humano ou animal em nível de posses. No meu caso, não me considero nem dona nem tutora. Para mim, ele é um ser que convive comigo, eu o trato da melhor forma possível e ele escolheu estar comigo. Foi ele que veio a mim, eu não fui buscá-lo. Acho que, se um ser chega à sua porta e pede ajuda, você deve acolher. Foi o que fiz. Só isso. Ninguém é dono de ninguém. Em nenhum nível.

5- Vc concorda que os animais são seres pertencentes a categoria de vulneráveis? Vc concorda que todo uso que se faça de um vulnerável, que não pode consentir, é abuso?

R – Sim, os animais são vulneráveis. E concordo que ninguém em situação de vulnerabilidade deva ser usado ou sofrer bullying ou ser judiado ou morto. Isso inclui crianças, idosos e todos os seres fragilizados. Friso que defendo todos os seres indefesos. E os animais fazem parte da minha defesa.

6- Por que as leis de bem-estar animal vigentes consideram que os animais são bem tratados nos rodeios, abatedouros e laboratórios? Os animais estão tendo os seus interesses respeitados?

R – Não, os animais não estão tendo seus interesses/direitos respeitados. Mas, quanto a Leis, implicaria em explicar algo extremamente complexo que é a política. Como são feitas as Leis, como são defendidas e votadas. Eu levaria horas para explicar tudo. Então, apenas vou resumir que as Leis não são feitas para atender minorias. Elas atendem interesses da maioria considerada dominante e nem sempre são justas. Se tiver interesse em saber mais sobre política, assista este vídeo em que falo resumidamente de minhas pesquisas e de política. https://youtu.be/tSyM018vup0 OBS: É um resumo de diversos debates televisivos em que eu participei, portanto há outros temas terapêuticos e artísticos também. Mas é um vídeo curto, pouco mais de 17 minutos com muita informação, que inclui como funciona o sistema político. Vale a pena assistir.

7- Respeitar os animais deve ser algo moralmente opcional ou moralmente obrigatório? Vc imporia o respeito aos animais ou permitiria o abuso de animais?

R- Eu busco o equilíbrio em tudo. Penso que o equilíbrio é a base para a verdadeira paz. Então penso que nem deve ser opcional e nem obrigatório. Deve ser, como sempre friso, uma mudança de consciência. Se as pessoas são bem informadas e elevam sua consciência, elas mudam moralmente, elas mudam seus costumes. Se elas não se conscientizarem, nada mudará.

8- Uma pessoa que faz sexo com um animal sem o consentimento do animal deveria ser presa?

R – Aqui eu preciso abrir uma reflexão. Antes de se pensar em prisão, punição, é preciso analisar o que levou este indivíduo a se relacionar com um animal. Como Multiterapeuta, já assisti alguns casos de pessoas que se envolveram com animais, se apaixonaram por animais. Não vem ao caso entrar em detalhes, mas há casos em que a pessoa tem um desvio, uma disfunção e precisa de tratamento. Obvio que há casos em que a pessoa age apenas por depravação. Então, é preciso analisar cada caso e entender se a pessoa se relaciona com o animal por ter um desvio/disfunção ou apenas por prazer/devasso. Só depois dessa avaliação, pode-se pensar em punição. Questiono também a prisão que não reabilita ninguém. Ao contrário, em muitas ocasiões, pessoas submetidas ao sistema prisional, acabam mais desajustadas. E ainda há a questão do proibido, então, muitas vezes, a prisão faz o indivíduo se motivar a fazer o proibido justamente pelo risco de ser preso.

Tudo isso deve ser pensado antes de se questionar prender ou não alguém. Não sei se estou me fazendo entender, mas esses são os principais pontos que devem ser analisados antes de se sugerir que alguém seja preso. Até porque, quem conhece o sistema prisional, especialmente no Brasil, sabe bem que prisão quase nunca significa solução… A questão é muito complexa, não dá para explicar em detalhes, mas espero ter elucidado de forma simples esta questão.

9- Uma pessoa que come o corpo de alguém de outra espécie, sem o consentimento desse alguém, deveria ser presa?

R – Levando em conta que já expliquei a questão da prisão, só posso acrescentar que comer produtos de origem animal já é uma prisão, já faz muito mal ao organismo humano e isso só não é mais divulgado por esbarrar em interesses comerciais. Então, quem come carne e outros produtos de origem animal já está escravizado. Acho que, quem deveria ser preso, é o profissional que, sabendo dos bastidores da alimentação, divulga conselhos para as pessoas comerem carne e outros produtos animais. São vários os profissionais considerados renomados que defendem este tipo de alimentação. E ai, como rebatê-los?

Eu não fui a única que assistiu aquela aula de Neurologia, mas fui a única que saiu divulgando o veganismo…Onde estão os outros profissionais que estudaram comigo? E os “renomados” que lançam seus vídeos e, em minutos, viralizam porque tem “audiência garantida” e propagam mitos sobre alimentação com produtos de animais… Porque meus vídeos têm vinte ou trinta visualizações enquanto os deles têm milhões? Tudo isso deve ser questionado antes de imaginar que alguém deva ser preso porque comeu o corpo de um animal. Concorda?

10- Numa sociedade civilizada, as pessoas deveriam ter direito de exercer sua religião sacrificando gatos, galinhas, fazer abate halal e etc.. para os seus deuses? Ou deveriam ser proibidas? Se deve proibir a prática de uma fé quando essa fé visa matar alguém que não quer morrer?

R – A questão religiosa envolve vários pontos. Antes de falar sobre isso, friso que passei por muitas religiões ocidentais e orientais, há muitos anos estudo arqueologia, história e teologia, inclusive estudo as Escrituras em Hebraico. Por isso, penso estar apta a responder esta questão.

Em primeiro lugar, é preciso saber, como já disse no vídeo “Veganismo é religião?”, há diversos segmentos religiosos adeptos do vegetarianismo e veganismo. Há comunidades judaicas, cristãs, espíritas, entre outras que são vegetarianas/veganas, há também adventismo e budismo que pregam vegetarianismo/veganismo dentro de suas crenças, há até segmentos de candomblé/umbanda que seguem o veganismo. Portanto, é perfeitamente possível seguir uma crença religiosa e ser vegetariano/vegano.

Porém, a questão religiosa vai além. Religião significa religação. Houve uma ruptura e há necessidade de religação. É nesta religação que ocorrem rituais e deve-se entender que quem precisa de ritual é o ser humano, não os deuses ou o universo. Entendo que somos regidos por uma força superior, inclusive superior a esta matrix em que vivemos. Esta força superior é pura Luz, se é Luz não precisa de velas, de sangue, comidas, ou seja lá o que for que o ser humano imagina ser necessário. Isso e ritual, quem precisa disso é o ser humano que busca se conectar. Portanto, religação busca conexão e não necessita de nenhum ritual. Em resumo, qualquer ritual é desnecessário, pior ainda se envolver a morte de algum ser. Esta questão é bem complexa. Espero ter explicado de forma resumida. Quem tem interesse em se aprofundar, pode acessar o meu site http://luzdoeterno.eco.br que encontrará muitos temas explicados de forma aprofundada.

11- Culturas tradicionais como touradas, rinhas, circos com animais, farra do boi, vaquejadas, rodeios, charretes, foie gras (figado de ganso), andam sendo proibidas por lei em vários lugares. Impor o fim de tais praticas é um avanço ou regresso? Criar leis para proteger os interesses dos animais melhora ou piora as culturas?

R – Tudo depende da cultura e de cada um, então há culturas (e pessoas) que podem respeitar as Leis, há culturas (e pessoas) que podem desrespeitar justamente pelo prazer de fazer algo proibido. De uma forma geral, como já frisei, há necessidade de elevar a consciência das pessoas. Elevando a consciência, nem há necessidade de Leis, as pessoas passam a ter atitudes mais altruístas e conscientes porque elevaram o nível de pensamento e não porque alguém proibiu por lei.

12- Vc já chegou a preparar/comer versões veganas de feijoada, sushi, moqueca, estrogonofe, vatapá, hamburguer, nugget, salsicha, linguiça, coxinha, lasanha, yakisoba, sopa, risoto, pizza, queijo, bolo, torta, brigadeiro? Se já comeu, as versões veganas são mais gostosas ou menos saborosas que as versões feitas de corpos mortos de animais/secreções de animais?

R – De todas estas comidas que você citou, as que eu comia antes de me tornar vegana, ou seja, sushi, lasanha, bolo e pizza costumam ser mais saborosas na versão vegana. Pratos como estrogonofe, yakisoba e risoto eu comia raramente e parei de ingerir ao me tornar vegana. Comi só uma vez moqueca e não gostei. Nunca comi vatapá nem uma feijoada completa. Estes pratos nunca fizeram parte da minha alimentação. Coxinha eu comia quando era criança, não comi mais na fase adulta. Enfim, para mim, veganismo é mesmo uma nova consciência, inclusive alterando os pratos consumidos.

13- Qual é o melhor argumento contra o veganismo/direito dos animais?

R – Esta também é uma pergunta que envolve o pensar dos não veganos. Mas eu penso que, quando há um bom argumento, o contra-argumento não existe. No meu caso, como já relatei, todas as pessoas que assistiram minhas palestras e/ou viram apresentações do vampirinho vegano se conscientizaram da necessidade de mudança na sua alimentação e na forma de entender a natureza e os animais. Porque eu explico de uma forma tão obvia e bem fundamentada em Medicina, Nutrição , ecologia entre outras áreas que é impossível alguém questionar. Até hoje, só algumas pessoas questionaram a necessidade divulgada pela Ortomolecular que cita o sangue tipo O necessitado de carne para obter saúde, mas eu tenho argumentos convincentes para isso também. Então, o questionamento para quando a explicação é completa e bem fundamentada. Penso que falta esta abordagem ampla para que mais pessoas entendam o veganismo e se tornem veganas conscientes.

Bem, espero ter respondido bem suas questões, animadruga. Fique à vontade para comentar. Quem tem dúvidas, comentários ou perguntas pode escrever aqui, clique aquiQuem quer saber mais pode acessar:

http://soluavampirinhovegano.com.br

http://anavegana.loudeolivier.com

http://loudeolivier.com

Assista esta entrevista em vídeo

 

ou neste link: https://youtu.be/HRabZN6uTao

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