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Archive for the ‘entrevistas em TV’ Category

Canais YouTube coligados ao Facebook, mais uma novidade de Lou de Olivier

3 de outubro de 2017 1 comentário

Ainda em fase de testes, Lou de Olivier está coligando seus canais do YouTube às suas fan pages do Facebook. A ideia é unir as redes e facilitar a visualização dos videos que podem ser assistidos diretamente no YouTube ou nas paginas das fan pages.

A fan page Lou de Olivier está agora coligada ao canal Lou de Olivier e a fan page Multiterapia Legítima está agora coligada ao canal Multiterapia Legítima. Vale lembrar que o nome Multiterapia Legítima foi criado depois que o termo Multiterapia espalhou-se e começou a ser divulgado de forma deturpada. O termo foi criado por Lou de Olivier  há muitos anos para identificar a técnica de Terapia que ela desenvolveu. Porém, pelo fato de Lou de Olivier ser muito visada e copiada, o termo que ela criou acabou sendo banalizado.  Por isso, a necessidade de se re-intitular “Multiterapia Legítima”.

Mas voltando ao que interessa, os canais exibirão simultaneamente os vídeos, da seguinte forma:

Fan page Lou de Olivier Multiterapeuta, Escritora, Dramaturga, Vegana e canal Lou de Olivier contém vídeos sobre política, Educação, Artes, desenhos animados do Vampirinho Vegano, relíquias do início da TV no Brasil e antigas entrevistas concedidas a alguns canais de TV como ABCTV, Just TV, RITTV e Record.

Fan page Multiterapia Legítima e canal Multiterapia Legítima contém vídeos gravados pela própria Lou de Olivier com temas terapêuticos em geral, em breve também estarão neste canal as melhores entrevistas concedidas a programas de TV.

Como já anunciamos, este é um período de testes e convidamos a todos que acessarem os links que comentem como foi a experiência e de que forma poderemos melhorar as postagens e vídeos.

Anote: Quem já tem página no youtube, pode acessar diretamente os canais:

Canal Lou de Olivier: https://www.youtube.com/user/loudeolivier

Canal Multiterapia Legítima: https://www.youtube.com/channel/UCBSHeFgnxzm4uz9z-ozs2mA

Quem preferir acessar pelo Facebook, pode entrar nos seguintes links:

Fan Page Lou de Olivier: https://www.facebook.com/TeatroDeLouDeOlivier/app/349313058487732/

Fan Page Multiterapia Legítima: https://www.facebook.com/multiterapialegitima/

https://www.facebook.com/TeatroDeLouDeOlivier/app/349313058487732/

 

E então, gostou da novidade? Contate-nos e opine, clicando aqui

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O lado oculto dos contos de fadas

29 de abril de 2017 Deixe um comentário

Os contos de fadas são muito antigos, mas continuam sendo lidos e assistidos por inúmeras crianças no mundo todo. Além disso, os estúdios Disney deram uma nova roupagem o que tornou os contos de fadas mais atraentes e preferidos pela maioria das crianças, especialmente as meninas. O que quase ninguém questiona é a mensagem oculta que eles passam. Cada conto traz uma série de mensagens ocultas que quase sempre são maus exemplos para as crianças ou, não sendo mau exemplo,  são uma precocidade da sexualidade que poucos pais percebem.

Esta série de vídeos mostra uma entrevista de Lou de Olivier concedida ao programa Análise Direta comandado por Denise Luque (RitTV) em que são analisados os vários ângulos dos contos de fadas. Lou também aborda mensagem subliminar, analisa os aspectos psicológicos de diversas cenas e outros detalhes muito interessantes. Assista aos três vídeos (cada um tem aproximadamente 15 minutos de duração)  a seguir.

Parte I

Parte II

Parte III

 

Lou de Olivier doa troféus e relíquias ao Museu PróTV

19 de abril de 2017 Deixe um comentário

Em seu altruísmo e sempre pensando no coletivo, Lou de Olivier doou ao Museu da TV (PróTV) um lote de seus troféus, fotos e revistas (reportagens) raras, além de um exemplar único de seu primeiro vinil gravado com apenas dois anos e nove meses. Tudo isso agora é acervo público do Museu Pró TV. Confira!

Lou de Olivier, em sua trajetória artística, cultural, terapêutica e filantrópica, acumulou mais de cinquenta troféus e diplomas de honra ao mérito, nacionais e quatro internacionais. Além de importantes citações em livros oficiais como: Enciclopédia de Literatura Brasileira – Volume I, Livro Brasil de todos os povos/São Paulo, sua Historia, seus monumentos – Destaques e Personalidades, Dicionário de Mulheres entre outros. Apesar de não divulgar, Lou também recebeu importantes títulos honorários por seus serviços sociais, ambientais e pela causa animal.

Em meio a todas essas premiações e honrarias, Lou de Olivier leva uma vida muito simples, investe o pouco orçamento que tem em benefício de todos, seja pesquisando e publicando inovações terapêuticas, seja auxiliando pessoas deficientes e animais abandonados, realizando palestras e eventos beneficentes. Embora o agradecimento nem sempre venha das pessoas beneficiadas, todos os troféus e diplomas de honra ao mérito demonstram seu valor à Sociedade. Justo por viver de forma simples, Lou não dispõe de um lugar específico para guardar troféus e relíquias e pensa ser melhor doar ao Museu, onde as peças, fotos e outros objetos de valor histórico inestimável estarão bem mais seguros e também poderão ser vistos pelos visitantes do Pró TV.

Foram doados, onze dos troféus, além de medalha, diversas fotos com pioneiros da TV como Durval de Souza, Neide Alexandre, Titio Molina, Canarinho, entre outros grandes nomes em revista como Paulo Autran, Francisco Cuoco, Helio Souto, a saudosa Vida Alves que foi fundadora do Museu Pró TV e, claro, Lou de Olivier que, na época, assinava seu verdadeiro nome “Ana Lourdes de Oliveira”. Sim, assinava! Quando lançou seu primeiro vinil, com apenas três anos de idade, já sabia escrever seu nome e autografou todos os discos vendidos.

Vale lembrar que este disco ficou marcado na história da música mundial e brasileira. Mundial porque Lou foi a primeira criança no mundo a gravar um vinil profissional com apenas dois anos e nove meses e lançá-lo ao completar três anos de idade. Naquela época, Rita Pavoni havia gravado aos cinco anos de idade e detinha o recorde mundial que foi batido por Lou de Olivier e até o momento não se tem notícia de nenhuma criança no mundo que tenha gravado um disco profissionalmente com idade inferior a dois anos e nove meses.

E, mesmo que em algum momento surja uma criança que consiga bater este recorde, este disco de Lou de Olivier detém outro recorde imbatível. Foi a primeira música censurada pela Ditadura Militar, que hoje sabemos que não foi apenas Militar, mas este é tema para outra notícia. Por ora nos basta citar que uma das faixas do compacto simples mostrava o samba-canção “Sonho de criança” de autoria de Irineu Gonzaga que, na voz doce e inocente da pequenina Ana Lourdes entoava a liberdade dos pássaros e das crianças. E que foi lançada em pleno “Golpe Militar”. Esta música, lançada e censurada em 1964 foi precursora de outras tantas “músicas de protesto” que vieram na sequência e colocaram artistas como ativistas em busca dos direitos e da liberdade de expressão. Na sequência, Lou gravou outro vinil (compacto com as músicas “Casca de banana”, uma marchinha de carnaval e “Saci-pererê”, estilo bossa nova) e uma trilha de novela, ambos não foram divulgados. Em outro artigo abordaremos estas passagens.

Poucos sabem, mas o pioneirismo de Lou de Olivier não parou por ai. Nos anos 80, de volta à TV, ela foi precursora das unhas pintadas uma de cada cor (que hoje ainda fazem sucesso entre as adolescentes e jovem descoladas), também foi precursora dos desfiles de moda com modelos gordinhas e baixinhas e hoje é comum encontrarmos as modelos plus size. Lou também foi precursora do registro profissional, conquistando o direito ao DRT para ela e todos da sua extinta faculdade de Artes Marcelo Tupinambá. Este registro só era concedido aos alunos da ECA/EAD (USP) e graças ao esforço e insistência de Lou de Olivier, passou a ser direito de todos os alunos de Artes Cênicas da Marcelo tupinambá e abriu brecha para outras faculdades e cursos particulares de Artes Cênicas reivindicarem DRT aos seus formandos. Como Acadêmica, Lou de Olivier também é pioneira em diversas teorias, sendo as mais destacadas, a Dislexia Adquirida por trauma e/ou ausência de oxigenação no cérebro e a criação do método de Multiterapia. Ambos os temas são reconhecidos internacionalmente graças as pesquisas pioneiras, desde a década de oitenta, publicações e palestras proferidas por Lou a partir da década de noventa até os dias de hoje.

São tantos os feitos pioneiros de Lou de Olivier que fica impossível citar a todos. Convidamos o leitor a assistir estes dois vídeos e, quem puder vir a São Paulo, visite o Museu PróTV onde encontrará (ao vivo) estas relíquias doadas por Lou de Olivier.

 

 

Lou de Olivier no Museu da TV (Museu PróTV),  a biografia de Lou de Olivier está em fase de atualização no Museu PróTV, mas você pode ler a biografia antiga (publicada em 2012) clique aqui

 

Newsletter março 2017

16 de março de 2017 Deixe um comentário

Entrevista: Entrevista (em vídeo) exclusiva de Lou de Olivier concedida ao programa TV Embelezar abordando Multiterapia, técnica terapêutica desenvolvida por ela desde a década de 80 e aprimorada até hoje.

Saiba mais, clique aqui

Artigo Bullying (incluindo três vídeos): Liberado artigo antigo, mas ainda atual sobre bullying sofrido por pessoas com alguma deficiência física ou intelectual e como proceder nesses casos. O artigo original foi publicado pela Revista Sentidos – Edição 73. Leia-o, clicando aqui 

 

Curso Multiterapia: Vem ai uma nova e especial turma de Multiterapia, a novidade é que, agora o curso está reformulado e os dois primeiros módulos podem ser cursados por qualquer pessoa que queira se autoconhecer e viver em plenitude. O terceiro módulo é reservado aos profissionais de terapia que querem atender seus pacientes com a técnica de Lou de Olivier. Interessados, cliquem aqui e nos contatem  solicitando mais detalhes.

Artigo completo mitos sobre Dislexia (incluindo três vídeos). Vale a pena ler e ver (ou rever) estes vídeos.  Clique aqui

Saiba mais sobre Multiterapia: http://multiterapia.med.br/

Saiba mais sobre Dislexia Adquirida: http://dislexiaadquirida.com/

Lou de Olivier em entrevista exclusiva TV Embelezar

15 de março de 2017 Deixe um comentário
Entrevista de Lou de Olivier para TV Embelezar abordando Multiterapia em
tratamentos de Distúrbios de Aprendizagem e/ou comportamento, diferença
entre Multiterapia e Multidisciplinar e outros temas correlatos.
Confira! Dúvidas ou comentários, contate-nos, clique aqui

TV Embelezar – 2017-03-15 – Lou de Olivier from TV Embelezar on Vimeo.

A média na mídia!

11 de março de 2017 Deixe um comentário
Lou de Olivier, aos 4 anos, recebendo o 1º troféu TV Excelsior. Revista São Paulo na TV

Lou de Olivier, aos 4 anos, recebendo o 1º troféu TV Excelsior. Revista São Paulo na TV

Apesar de ser pioneira da TV brasileira, ser a primeira criança no mundo a gravar um vinil com dois anos e nove meses e lançá-lo aos três anos de idade e, na fase adulta ter me tornado muito conhecida como Multiterapeuta e Dramaturga, ainda assim, enfrento diariamente uma grande luta para conseguir divulgar um release ou alguma nota, geralmente de utilidade pública em emissoras de TV, rádio e/ou jornais/revistas. Principalmente quando o tema vai de encontro a uma série de mentiras que são plantadas com “jabás”.

Para quem não sabe, jabá é uma abreviação de jabaculê. Iniciou-se na indústria da música denominando uma espécie de suborno que as gravadoras pagavam aos programas de rádio para executarem determinadas músicas. Há muitos anos passou a designar uma “exposição na mídia em troca de dinheiro” ou até mesmo uma definição de “suborno”. E, pasmem os leitores, isso não ocorre somente no meio artístico, isso ocorre em diversas áreas até mesmo em publicações científicas.

Por isso, é tão raro ver algo meu publicado e, quando isso ocorre, podem ter certeza de que foi publicado gratuitamente e contém verdades que não se compram nem se vendem. Porque não aceito pagar para publicar o que quer que seja.

E me espanto com a rapidez com que a Internet consegue “plantar” mentiras e equívocos que, antes demoravam um bom tempo para virem à tona, já que tudo deveria passar por um “processo de publicação”. Hoje qualquer pessoa pode criar uma conta grátis de e-mail, criar um site ou blog também grátis e sair atirando a todos os lados e publicando o que lhe vem à cabeça sem censura e sem medida do que está fazendo. Especialmente aqui no Brasil isso é cada vez mais comum. Nem tanto na Europa que não tem nada grátis, apesar de Bruxelas já estar prometendo Wi-Fi grátis a partir de 2020 e existirem “chips” pré pagos que mantém viajantes conectados em toda a Europa, a grande maioria dos usuários paga muito alto para estar conectado, por isso, há um filtro natural. Afinal, ninguém vai pagar uma pequena fortuna para plantar mentiras ou disseminar boatos, embora haja gente assim, são mais raras quando precisam pagar caro por isso… Já no Brasil…

No mercado dos livros então, desde que surgiram os e-books, qualquer pessoa pode escrever, formatar e sair vendendo seu próprio livro, independente da quantidade de abobrinhas que tenha a dizer (ou escrever). E isso ocorre em nível mundial, já que publicar e-books grátis está ao alcance de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo.

Neste ponto sou obrigada a assumir minha responsabilidade não só por ter sido pioneira da Internet no Brasil, mas por ter, em parceria com meu irmão, inventado o “livro virtual”, ainda na década de oitenta/noventa. Nós tivemos a brilhante ideia de gravar histórias, artigos e até mesmo um livro (de nossa autoria, fique bem frisado) em disquetes e vender os disquetes como “livros virtuais”. Imediatamente fizemos um magnífico release e saímos divulgando aos quatro cantos do mundo. O símbolo da campanha era uma barata roendo um livro de papel e nossos argumentos eram fortes, afinal, um livro virtual nunca seria “roído”, era o futuro da Literatura…

Mal sabíamos nós que seríamos literalmente roubados em nossas ideias, e que estávamos iniciando uma verdadeira febre de escrita que passou a ser publicada em apenas alguns cliques. Como nunca registramos nossas ideias, ficamos sempre só com a lembrança de ter feito algo com ótima intenção e que, quase sempre, acaba sendo usado de forma errada ou até mesmo malintencionada por pessoas que não tem outro objetivo que não seja ganhar dinheiro ou fama (ou os dois, porque não?).

Free Picture: Red CarpetID: 7065204 © Dmitry Sunagatov | Dreamstime Stock Photos

Free Picture: Red CarpetID: 7065204 © Dmitry Sunagatov | Dreamstime Stock Photos

Ainda sobre a Internet, não demorou para surgirem os vídeos, clipes, os “vídeos-clips” e uma grande quantidade de gravações e filmagens “extraoficiais” que “fabricam” , diariamente, novos “astros” , “estrelas”, “celebridades”. Isso me lembra um acontecimento quando resolvi usar meu canal do YouTube (que antes era usado só para armazenar minhas entrevistas e participações em TV) para gravar vídeos independentes. Assisti a alguns vídeos do tipo, “como trazer público para seu canal” e, ao comentar um vídeo que gostei, recebi a resposta “Que bom que gostou, fico muito feliz em ter sido assistido por uma apresentadora de verdade”… Ué, pensei eu, os vídeos do YouTube são criados por “apresentadores de mentira?”… 

Em meio a tudo isso, diariamente surgem “celebridades” que se misturam aos “BBB” da vida e ninguém mais sabe quem é quem. Estou afastada dos eventos artísticos, mas quando raramente vou a um, noto a grande quantidade de “ninguéns” sendo tratados como celebridades porque apareceram em algum vídeo viral ou algo assim… Aliás, o próprio termo “celebridade” já é questionável, afinal, a definição é “uma pessoa amplamente reconhecida pela sociedade. A palavra deriva-se do latim celebritas, sendo também um adjetivo para célebre, que quer dizer famoso, celebrado“. Ai vem a questão, celebrado por quê? Encontrou a suposta cura do câncer? Mudou o rumo da humanidade com suas descobertas? Fez um vídeo viral sobre o desprezo que sua avó me deu? Ou será que pagou um grande jabá para “plantar” uma série de “feitos” que não fez de verdade? Ou para martelar uma sofrida música ou uma interpretação irrisória (ou qualquer ato sem relevância) até todos começarem a julgá-la o máximo?

Isso tem ocorrido no veganismo, por exemplo, inúmeras “celebridades” se apresentando como “veganas” quando sabemos que não o são. Apenas perceberam o grande “ibope” que conseguem ao se declararem “veganas”. Aqui entram também pessoas comerciantes que perceberam, no veganismo, uma ótima fonte de renda e passaram a vender alimentos e produtos veganos, sem sequer serem veganos. Recentemente, li um depoimento de um rapaz que dizia ter trabalhado em restaurantes veganos cujos donos são carnistas,… Mas como assim? Confesso que me espantei com esta informação. Isso tem sido comum dentro do veganismo. Posicionar-se como vegano apenas em busca de fama ou dinheiro. (ou os dois, porque não?). A repetição deste questionamento foi proposital.

Aliás, o veganismo está tão enraizado no ego (ísmo) que nem dá para continuar pregando a paz entre todos os seres em meio a isso. Há alguns dias eu já declarei que estou modificando minha forma de me posicionar e, como sempre digo que sou “vegana ao cubo” nem posso mesmo me considerar vegana, já que não uso nem me alimento com praticamente nada do que se ingere no veganismo. Hoje posso me definir como uma herbívora naturalista que também é pacifista e busca a paz entre todos os seres. E lamento, profundamente, a competição que se instalou no veganismo. Na ânsia em ser o primeiro, todos empatam em último lugar…

Da mesma forma como o veganismo tem sido mostrado e assimilado de forma equivocada, há os que repassam fotos da China como se fossem de algum mosteiro italiano, crianças deformadas necessitando de donativos, mas verificando bem, percebe-se que essas crianças nem existem ou já faleceram. Animais abandonados necessitando de cuidados ou donativos e que também não existem ou já foram adotados ou já morreram. E muitas outras mensagens e posts e artigos de algum “guru” ou pensamentos e reflexões atribuídas a grandes pensadores, mas que não o são…

Dificilmente isso mudará para melhor, a tendência, é aparecer mais gente cada vez mais deturpando as notícias até que algum “magnata” resolva desligar tudo e recolher a “bola” do jogo. E até que isso ocorra, só posso usar a frase famosa “me inclua fora disso”. Se não me falha a memória, essa frase foi criada pelos locutores do “Balancê”, um programa da Rádio Excelsior, criado pelo Osmar Santos na década de 80 para falar de esportes e que acabou sendo um humorístico onde atuou Fausto Silva (hoje conhecido como Faustão). Participei com meu irmão algumas vezes deste hilário programa, falando sobre nossa produtora a Manhattam Masana. Nosso slogan na nossa produtora era “Gente séria fazendo arte”… Bons tempos em que a criatividade era mais importante do que um alto cachê…

Consultarei meu departamento de assuntos aleatórios para confirmar se foi mesmo no Balancê que surgiu esta frase e confirmarei (ou não) aqui. O que precisa ser frisado é que esta frase não iniciou em nenhuma novela da Rede Bobo… Aliás, quase nada se iniciou em programas da Rede Bobo… Se insistem em afirmar isso, se deve a “dobradinha” povo com graves falhas de memória + muito jabá na mídia… Dá nisso!

Bullying, nem o básico se sabe (artigo publicado pela Revista Sentidos)

3 de março de 2017 Deixe um comentário

Especialista dá dicas e informações que uma escola deve seguir e conhecer. Atenção aos cuidados que pais e educadores devem ter .

Por Lou de Olivier / Fotos: Shutterstock (ao final, são mostrados vídeos complementares)
bullying_sentidos
Bullying é um termo inglês derivado de bully, que significa algo como “valentão” e define todas as formas de agressões físicas ou psicológicas praticadas de forma contínua e intencional. Estas acontecem, aparentemente, sem motivação e, geralmente, são praticadas por um grupo de “valentões”. Também pode ser praticada por apenas um indivíduo, mas é menos comum. Esse ato de violência acaba por intimidar, além de, em alguns casos, machucar a vítima que geralmente está em situação de desigualdade, sem poder reagir.
No caso específico de deficiência física/intelectual na escola, temos basicamente duas formas de analisar. Primeiramente pelo tipo da instituição – se só recebe alunos com deficiência, esses casos de bullying se tornam mais raros, pois todos os alunos estão no mesmo nível de necessidade. Mesmo variando suas deficiências, estarão sempre em igualdade. O problema principal aparece quando a escola é mista, ou seja, quando uma escola aceita alguns alunos com deficiência em meio aos outros considerados “normais”.

Pessoas com deficiência e a educação pública*
Há 280 mil alunos com deficiência matriculados em escolas especiais de 1ª a 8ª séries.
Há outros 300 mil em classes regulares nessas mesmas séries.
Apenas 9 mil alunos conseguiram chegar ao ensino médio.
Há 18.200 escolas públicas para alunos portadores de necessidades especiais no país.
Somente 120 títulos didáticos têm versão em braile, segundo informações do MEC (Ministério da Educação e Cultura). Segundo o último resumo técnico do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2011, quase 80% do total de matrículas da Educação Especial estava nas escolas públicas, o restante, quase 20%, estava nas instituições particulares de ensino.
*Segundo o Instituto Ethos (2002)

bullying-sentidos02Vídeos lúdicos e informativos podem
ser exibidos a alunos e familiares
como educação para a prevenção

Neste segundo caso (ou havendo algum episódio de bullying, mesmo sendo uma escola especializada), há uma grande necessidade de a escola, os professores e os pais interagirem de várias formas. Cabe também aos pais, levando em conta suas posses, tipo de deficiência apresentada pelo filho (a), e outros detalhes, pesquisar bem várias escolas antes matricular seu filho (a). Após definida a escola, ao chegar para o primeiro dia de aula, deve-se ter uma atitude cordial com todos, apresentar-se com educação e de forma amistosa.
É preciso mostrar a todos os alunos as qualidades de cada um, de forma educada e incentivadora

Em se tratando de alunos com deficiência, caberá aos professores, coordenadores e outros responsáveis pela escola incentivar apresentações entre os alunos. Caso haja atritos, providências devem ser tomadas imediatamente. Ou com os causadores se desculpando ou, em caso de agressões, denunciando-os aos responsáveis e resolvendo tudo no início, pois, quanto mais o tempo passar, mais as agressões se tornarão frequentes e mais violentas ficarão, cada vez mais difíceis de controlar.

COMO IDENTIFICAR
Para saber se a criança sofre bullying na escola, os pais devem ficar atentos aos sinais da criança em relação a escola. Crianças que alegam dores ou qualquer motivo para justificar não ir à escola podem estar sendo vítimas de bullying. Da mesma forma, crianças que apareçam com alguma marca, arranhões, mordidas, enfim, qualquer sinal que possa sugerir agressões físicas devem ser investigados.

COMO AMENIZAR/EVITAR
Conversar abertamente sobre o assunto com os alunos e pais procurando integrar os alunos com deficiência aos outros; exibir vídeos sobre o assunto. Mostrar a todos os alunos as qualidades de cada um, de forma educada e incentivadora, para que todos entendam que têm qualidades e podem usá-las de forma produtiva e, assim, superando suas possíveis falhas e limitações. Também é aconselhável, ao conversar com os alunos, explicar que não podemos considerar alguém diferente ou “defeituoso” só por apresentar algum tipo de deficiência. Na verdade somos todos diferentes uns dos outros, isso compõe nossa característica particular e nos torna únicos. E se um ou vários coleguinhas apresentam deficiência, é uma ótima oportunidade de demonstrarmos nossa solidariedade, ajudando-o em suas dificuldades e nunca zombando ou tratando-o mal.
De acordo com o tipo de deficiência, deve-se proceder de forma a solucionar os pontos fracos, ou seja, alunos que apresentam problemas no aprendizado podem ser incentivados a ter aulas particulares ou de reforço, que pode ser na própria escola, além de um atendimento psicopedagógico. Casos de deficiência auditiva ou de fala também precisam de acompanhamento, neste caso, de um fonoaudiólogo. Um pouco mais raros, mas também possíveis, são os desvios de conduta, além de traumas e outras ocorrências que precisam ser atendidas por um psicólogo.

Deficiências intelectuais ou doenças mentais precisam do acompanhamento de um psiquiatra ou neurologista e outras deficiências físicas também necessitam de um acompanhamento medico de acordo com cada necessidade.
A escola ideal deve oferecer, no mínimo, os serviços de um Psicopedagogo para atender casos de problemas/distúrbios de aprendizagem, de um Psicólogo para os traumas, desvios de conduta etc. E de um Fonoaudiólogo para casos que envolvam fala/audição. Estes serviços podem ser executados na própria escola ou através de convênios firmados entre os profissionais e a escola. Aqui estamos citando escolas particulares que absorvem alunos com maior poder aquisitivo. No caso de alunos com menor poder aquisitivo cujos pais não têm condições de arcar com as despesas de uma escola particular poderão procurar os serviços públicos oferecidos por intermédio das secretarias municipais. O interessante é a escola pública estar preparada para sugerir os encaminhamentos e saber, de antemão, quais são os canais mais próximos de atendimento.
O bullying ocorre sempre quando não há nenhuma fiscalização de adultos ou responsáveis.

Outro detalhe importante, o bullying ocorre sempre quando não há nenhuma fiscalização de adultos ou responsáveis. Portanto, outro fator importante: deve haver mais fiscalização e profissionais especializados para conduzir os alunos durante os intervalos e mesmo durante as aulas. E é bom saber, também, que a escola pode ser enquadrada no Código de Defesa do Consumidor, pois presta serviço aos consumidores e é responsável por todos os acontecimentos dentro de suas dependências – isso inclui bullying. Mas deve-se lembrar que, ocorrendo fora dos portões da escola, torna-se difícil enquadrá-la, já que foge do local interno. Importante também saber que tanto agressores quanto agredidos necessitam de muito diálogo e acompanhamento terapêutico para solucionar seus traumas e conflitos.

Quanto aos deveres dos Governos
Atribuam a mais alta prioridade política e financeira ao aprimoramento de seus sistemas educacionais no sentido de se tornarem aptos a incluírem todas as crianças, independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais.
Adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma. Desenvolvam projetos de demonstração e encorajem intercâmbios em países que possuam experiências de escolarização inclusiva. Estabeleçam mecanismos participatórios e descentralizados para planejamento, revisão e avaliação de provisão educacional para crianças e adultos com necessidades educacionais especiais. Encorajem e facilitem a participação de pais, comunidades e organizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisão concernentes à provisão de serviços para necessidades educacionais especiais. Invistam maiores esforços em estratégias de identificação e intervenção precoces, bem como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva.
Garantam que, no contexto de uma mudança sistêmica, programas de treinamento de professores, tanto em serviço como durante a formação, incluam a provisão de educação especial dentro das escolas inclusivas.

 

Assista aos vídeos sobre bullying em entrevista concedida ao Programa Análise Direta em três partes.


SERVIÇO
Assista vídeos sobre bullying e assuntos terapêuticos em:
http://www.loudeolivier.com/videos-entrevistas.php
Leia dados publicados na íntegra em:
Atenção: Este link estava ativo na publicação deste artigo. Hoje, em 2017, na republicação está fora do ar: http://www.ethos.org.br/_uniethos/documents/ manual_pessoas_deficientes.pdf http://portal. mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf 
http://institutoparadigma.org.br 
Livros:
Lou de Olivier é psicóloga, psicopedagoga, psicoterapeuta, especialista em Medicina Comportamental e escreveu os livros “Distúrbios familiares” e “Distúrbios de aprendizagem e de comportamento”, ambos da Editora WAK, indicados como material complementar a este artigo.
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