Atentado Manchester Arena (vítimas e ídolos)

24 de maio de 2017 Deixe um comentário

O recente atentado ocorrido no pavilhão Manchester Arena (Reino Unido), logo após o show de uma cantora Ariana Grande, levanta diversas questões. Desde a segurança em locais públicos até os bastidores de atentados terroristas. Entre choros, lamentos de familiares, notícias sensacionalistas, declarações que chegam ao relato de que um dos muitos envolvidos estaria sendo investigado pelo Serviço de Inteligência Britânica em contraponto a outra declaração de que foi apenas um ataque suicida de um único indivíduo que, por motivos óbvios, morreu na explosão.

Seja qual for o número de envolvidos, seja um ataque terrorista ou suicida, a realidade é que, até o momento, se tem notícia de vinte e duas vítimas fatais e quase sessenta feridos. O resultado é parcial, pode aumentar o número de vítimas. E, enquanto todos se voltam ao ataque em si, eu relembro um polêmico artigo que escrevi por volta de 1999 (publicado em portais europeus) e que reformulei em 2012 para publicação impressa exclusiva pela Revista Psique (Brasil) que analisa o que leva as pessoas a criarem ídolos. O que move uma pessoa numa admiração tão profunda (por alguém que canta ou dança ou interpreta, mas não faz parte de sua realidade) ao ponto de declarar (no twitter) “Tão entusiasmada por te ir ver amanhã”. E ser identificada como primeira vítima fatal no dia seguinte?

Destino? Fatalidade? Ou algo que analisei neste artigo e que te convido a ler. E friso que não estou criticando o ocorrido. Nem culpando a artista pela fatalidade. O que quero é apenas mostrar a necessidade de um novo entendimento do mundo, especialmente dos adolescentes pelos pais e vice-versa. E que, além deste terrível atentado, é preciso refletir sobre:

 

A razão de se criar ÍDOLOS – Por Lou de Olivier – utilidade pública (especial para Revista Psique Ciência e Vida) – reproduzido exatamente como na versão impressa:

 

A fuga da realidade mostra como nos esquivamos do enfrentamento de frustrações, um comportamento cada vez mais frequente, que faz o sucesso das telenovelas e dos consultórios.

O ator de TV ou cinema entra em cena e, sem que nada diga, é calorosamente aplaudido. Se sorrir ou acenar ou ainda jogar beijos, pode levar a plateia à loucura. O cantor que, às vezes nem canta tão bem, começa a dançar e as garotas já se excitam. Se ele fizer passos sensuais e/ou rebolar um pouco, lá estão elas gritando histéricas. Em meio a essa parafernália, quem vai perceber se o sujeito canta bem?

Pessoas até comuns, que têm seus 15 minutos de fama, e despem-se para fotos em revistas especializadas, bastam para que as edições esgotem-se rapidamente.

E o que dizer dos fãs que se emocionam e chegam aos prantos em aeroportos à espera de seus “ídolos”? Deixam, às vezes, de comprar algo que realmente necessitam para adquirir o recente lançamento ou o ingresso para um show, ocasião em que serão espremidos, destratados, acotovelados, inclusive correndo risco de vida em meio a uma multidão em transe. Mesmo assim, os fãs continuam espalhando aos quatro cantos que “amam” artistas com os quais não têm nenhuma intimidade, muito menos motivos para amar. Mas de onde vêm esses sentimentos desenfreados?

Talvez se falássemos sobre a histeria coletiva, amplamente estudada, tanto por Freud quanto por Jung, podemos transcorrer sobre algumas respostas a esta questão, mas o debate acerca deste tema é complexo, e precisaremos de um novo artigo para isso.

O palco é projetado de tal forma que impõe distância. Seja qual for seu formato (italiano, grego, etc.), sempre é colocado com certa distância, num plano geralmente mais alto (ou ao menos destacado) que as cadeiras da plateia. Aí vêm os sons e luzes que emitem mensagens e, de certa forma, despertam fantasias.

O cinema também, com sua tela gigante colocada a distância, transforma os atores em seres totalmente intocáveis. Tanto que, quando a tela se apaga e as luzes acendem-se, muitos se frustram ao terem de volta a realidade de forma tão rápida. No teatro essa frustração geralmente é substituída por excessivos aplausos, de forma prolongada, o que obriga os atores a voltar à cena. É uma forma inconsciente de prolongar o momento, forçando os atores a continuarem visíveis, ao menos para agradecer os insistentes aplausos.

A TV, então, dispensa comentários, com sua fábrica de novelas e comerciais martelando o cérebro do público. E o bombardeio é tão poderoso que acaba fixando a ideia de que tudo o que aparece na telinha é perfeito, amável, desejável, soberano e deve ser imediatamente consumido.

Mas, além disso, existe outro fator: a necessidade inconsciente de que o ser humano tem de criar e sustentar ídolos. Até mesmo para melhor viver ou, ao menos, sobreviver. Quando criança, a necessidade de liberdade e autonomia faz com que sonhemos com o dia em que estaremos livres das imposições de nossos pais e sociedade, e transferimos nossos desejos a algum super-herói do momento, ou talvez, numa transferência mais masoquista, a algum mártir desses sofríveis contos de fadas que atravessam os tempos. Lembrando que, neste período, a criança passa pelas fases simbióticas em que ela se imagina um mesmo ser com a mãe e, na sequência, percebe sua mãe como um ser independente dela, dando início ao objeto transicional e edipiano ao genitor do sexo oposto, fazendo dele uma espécie de ídolo, pelo menos por este período da vida.

 

A TV, ENTÃO, DISPENSA COMENTÁRIOS, COM SUA FÁBRICA DE SONHOS MARTELANDO O CÉREBRO DO PÚBLICO. E O BOMBARDEIO É TÃO PODEROSO QUE ACABA FIXANDO A IDEIA DE QUE TUDO O QUE APARECE NA TELINHA É PERFEITO

 

No início da adolescência, isso muda completamente de figura. Ainda sonhamos com a liberdade, mas, também brigando com o corpo/mente em transformação, sonhamos com ídolos de carne e osso, mas que, protegidos pelo escudo da fama, nos sejam intocáveis e, portanto, não nos causem mal. Já que, nesta fase, estamos frágeis e qualquer mágoa pode nos desestruturar. Dessa forma, podemos amar de forma plena, com uma entrega total, sem corrermos o risco do abandono. Afinal, em nossa imaginação, nosso ídolo age e reage da forma como estipulamos e jamais nos trairá ou abandonará, já que nós estamos no comando da relação.

Na passagem da adolescência para a juventude, o normal é que comecemos a construir uma relação mais verdadeira, então passamos a flertar, “ficar”, namorar, e aí vêm as primeiras decepções com a realidade. Então, seguimos nossas vidas, consumindo revistas de fofocas televisivas ou fotos sensuais, vivendo as cenas de um filme como se fizessem parte de nossa vida. E a vida real? Esta pode esperar ou até acontecer em paralelo, desde que não atrapalhe a novela…

Podemos entender a fuga da realidade como uma tentativa de amenizar a frustração, ou seja, diante de algo que não gostamos, ou não nos satisfaz, procuramos algo que, apesar de ilusório, nos agrada. Nos deparamos então com a velha batalha entre o princípio da realidade e o princípio do prazer. Freud demonstrou que tanto os sonhos quanto as fantasias são processos visando avaliar a angústia.

A grande realidade é que tanto público quanto artistas seguem inconscientes desse jogo estabelecido em função da fama. A relação intocável firmada entre os dois parece ultrapassar o tempo; mudam os ídolos e o público, mas a relação continua a mesma. Provavelmente nunca mude. É o círculo da mente humana que se adapta à fantasia da época e segue sua fuga desenfreada das frustrações reais!

 

Lou de Olivier é psicopedagoga, psicoterapeuta, especialista em Medicina Comportamental. Precursora da multiterapia e criadora do método terapia do equilíbrio total/universal, ministra workshop Corpo Mente Movimento. É autora de 14 textos teatrais e 8 livros didáticos. Site www.loudeolivier.com

 

Fonte – Revista Psique Ciência e Vida – Ano VI – Novembro 2012 –  Edição 83 – paginas 22 e 23

 

Solua, o vampirinho vegano liberado para montagens teatrais gratuitas.

24 de maio de 2017 4 comentários

Solua ensina, de forma lúdica, veganismo fundamentado em Medicina e Nutrição e mostra, de forma educativa e muito divertida, a necessidade de respeito à natureza e a todo tipo de vida, além da importância de uma boa e saudável alimentação. O vampirinho vegano trata a todos com carinho, respeito e muito amor.

É um pacifista que ensina o amor como arma para a melhoria de vida para todos e a conquista da verdadeira paz entre todos os seres!

 

Desde 2010 quando foi idealizado até hoje já são dois contos, duas peças teatrais, quatro desenhos animados, cartilhas, e-books, bloquinhos, camisetas, gincanas e até a mega-apresentação teatral que reuniu seis grupos teatrais e foi levada à mais de duas mil crianças em seis cidades brasileiras. Tudo isso (incluindo os brindes) tem sido oferecido gratuitamente em eventos presenciais. E está disponível para visualizações na Internet em diversos vídeos de elencos e também nos desenhos animados.

 

Agora, Lou de Olivier inova mais uma vez. Ela decidiu liberar o texto dos esquetes para que possam ser encenados em eventos e/ou escolas, desde que sejam respeitadas algumas regras. O texto deve ser ensaiado e apresentado na íntegra, sem cortes e sem acréscimos, as apresentações devem ser gratuitas e sem nenhum interesse comercial, apenas levar o veganismo a todos e a autoria de Lou de Olivier deve ser citada em toda a divulgação impressa e/ou digital (flyers, banners, etc.).

 

O texto está resumido de forma dinâmica para apenas dois atores, então é possível encená-lo em duplas. Em caso de grupos que tenham estrutura para ensaios e apresentações de todas as personagens, há possibilidade de montagem de uma das peças teatrais na íntegra. Interessados devem escrever para equipe@loudeolivier.com solicitando a senha para download do esquete e/ou informações sobre as peças teatrais na íntegra.

 

Os ensaios e apresentações que forem comunicados à equipe com antecedência (enviando fotos, vídeos, etc.), serão incluídos no site oficial e amplamente divulgados, sendo assim, uma ótima forma de promover as duplas, grupos e eventos participantes e o principal, levar o veganismo bem fundamentado e pacifista ao máximo possível de crianças (e adultos também).

 

Esta é mais uma iniciativa pioneira de Lou de Olivier, sem patrocínios, sem vínculo político ou religioso, apenas a intenção de melhorar o mundo para que todos vivam em paz. Conheça todo o projeto, todas as apresentações, vídeos de elencos, desenhos e muito mais no site oficial: http://soluavampirinhovegano.com.br/

 

Conheça também a loja virtual solidária, diversos e-books a preços populares e toda a renda doada aos animais abandonados e a projetos filantrópicos. Acesse: http://loudeolivier.com.br/

Baleia Azul, artigo de Lou de Olivier publicado em 30 portais. Confira!

17 de maio de 2017 Deixe um comentário

O artigo de Lou de Olivier  “A Baleia Azul, empoderamento da ignorância e desestrutura familiar” foi publicado resumido em 30 portais, como Agência O Globo e The São Paulo Times. E, na íntegra no site oficial da Multiterapia Legítima. A seguir, links: 

Agência O Globo, clique aqui

 

 

 

The São Paulo Times, clique aqui

 

Leia este artigo na íntegra, no site Multiterapia.med.br, clique aqui

Multiterapia Artigos e curso em mais de trinta portais. Confira!

15 de maio de 2017 Deixe um comentário

A Multiterapia de Lou de Olivier está cada vez mais reconhecida nacional e internacionalmente. Os dois artigos recentes sobre o tema estão publicados (cada um)  em mais de trinta Portais e Agências de Notícias. Confira os artigos e também o curso que,em breve, Lou de Olivier ministrará em parceria com o Cipen Cursos! Leia os artigos e saiba mais sobre o curso logo abaixo

 

A Multiterapia como fator de autoconhecimento, autoajuda e atendimento clínico:,publicado em 32 Portais e Agências, entre os quais:

 

Publicado pela Agência O Globo, clique aqui

 

 

Publicado pela Agência O Estado, clique aqui

 

 

Publicado por The São Paulo Times, clique aqui

 

Você sabe o que é Multiterapia Legítima? – Publicado em 31 Portais e Agências, incluindo:

 

 

Publicado pela Agência O Estado, clique aqui

 

 

Publicado por The São Paulo Times, clique aqui

Loja virtual solidária em 39 portais

15 de maio de 2017 Deixe um comentário

Notícia boa é assim, se espalha rapidamente. Tão logo lançamos, a divulgação já foi publicada por 39 portais e agências de notícias entre as quais:

 

Agência O Globo, clique aqui,

 

 

Agência Estado (AEMídia), clique aqui,

 

 

The São Paulo Times, clique aqui

 

E mais 36 portais. Confira mais esta iniciativa de Lou de Olivier!

Pessoas desaparecidas – Como proceder

13 de maio de 2017 Deixe um comentário

Conheça uma loja virtual (e-commerce) diferente!

11 de maio de 2017 Deixe um comentário

Conheça uma loja virtual (e-commerce) diferente! Imagine uma loja em que tudo é vendido a preços populares e a renda é toda doada aos animais abandonados e a projetos filantrópicos!

Esta loja existe e já está em funcionamento há anos, porém só agora, está sendo divulgada. Ela faz parte de todo um projeto de vida de Lou de Olivier e sua família.

Uma família (Nardino Francisco de Oliveira e Lourdes Ressuto de Oliveira) começou há décadas várias atividades de ajuda ao próximo, sem interesse político ou econômico. São mais de setenta anos salvando vidas humanas e animais com atividades que vão desde atendimento/acolhimento, aulas e treinamentos gratuitos para população carente até acolhimento de animais abandonados, passando também por diversas ações de conscientização socioambiental e animal. com requintes de caridade. Lou de Olivier, filha do casal, em continuidade a grande obra implantada, faz diversas publicações científicas de importância mundial, mantém diversas atividades filantrópicas e abre mão dos seus direitos autorais de todos os e-books da loja, por isso, os preços podem ser bem acessíveis (a partir de R$ 3,00 já se pode adquirir um dos e-books). Em paralelo, Erasmo, o outro filho do casal, cuida das palestras sobre adoção consciente de animais e acolhe dezesseis gatos.

Contrariando a onda de violência e de egoísmo que vem tomando nosso pobre Planeta, em que nunca se sabe se os recursos doados serão realmente revertidos para ajudar a quem precisa, esta loja virtual é séria, os projetos sociais existem de verdade e cada centavo arrecadado se soma a tudo que esta família consegue através de trabalho duro, sempre encontrando tempo e recursos para estender a mão a quem muitas vezes chega até nós machucado e sem recurso algum. Em paralelo, também são executados projetos de educação ambiental, veganismo, respeito aos animais. Tudo sem apoio algum, sem campanhas de marketing e sem pirotecnia, apenas dezenas de boquinhas felizes com a ração de boa qualidade que recebem, além de carinho e conforto. E inúmeras pessoas beneficiadas com todas as publicações e ações de Lou de Olivier.

E o projeto está avançando, a ideia agora é, além de manter todas as ações já realizadas, reconstruir o teatro escola que a família manteve nas décadas de 80 e 90, com cursos e apresentações de Artes diversas, numa real inclusão social.

Acesse a loja, conheça esta nova forma de comércio e saiba que, ao adquirir qualquer dos e-books ou camisetas, estará colaborando com a continuidade de todas estas boas ações, além de ter contato com conteúdo de muito qualidade e informações preciosas em Educação, Saúde, romances, contos e poesias.

http://www.loudeolivier.com.br

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