Arquivo

Posts Tagged ‘artigos diversos’

Novos artigos de Lou de Olivier publicados. Confira!

Confira os recentes artigos (publicados) de Lou de Olivier :

Artigos em revistas impressas (ambas estão nas bancas):

Mitos na Dislexia, publicado pela Revista Psique edição 133 – Editora Escala

Entrevista de Lou de Olivier sobre Arteterapia publicada pela Revista Arte-Educa mês abril

Artigos disponíveis para leitura na Internet:

Biodança, a verdadeira dança da vida e o Psicodrama no Teatro Terapêutico publicado no Portal Terra. Leia, clicando aqui

Como se comunicar de forma simples e eficiente. Publicado pela Agência O Globo.  Leia, clicando aqui

Também publicado pelo The São Paulo Times. Leia, clicando aqui

Lou de Olivier doa troféus e relíquias ao Museu PróTV.  Publicado pelo The São Paulo Times. Leia, clicando aqui

Entrevista Artes no contexto Terapêutico e Educacional. Para ler,  clique aqui

Vampirinho vegano na zona Norte de São Paulo, publicado em diversos sites e portais:

Noticias da Lou, clique aqui  e aqui

Olhar animal, clique aqui

Mimi Veg, clique aqui

Eventos Veganos Veggi&Tal, clique aqui

Newsletter março 2017

16 de março de 2017 Deixe um comentário

Entrevista: Entrevista (em vídeo) exclusiva de Lou de Olivier concedida ao programa TV Embelezar abordando Multiterapia, técnica terapêutica desenvolvida por ela desde a década de 80 e aprimorada até hoje.

Saiba mais, clique aqui

Artigo Bullying (incluindo três vídeos): Liberado artigo antigo, mas ainda atual sobre bullying sofrido por pessoas com alguma deficiência física ou intelectual e como proceder nesses casos. O artigo original foi publicado pela Revista Sentidos – Edição 73. Leia-o, clicando aqui 

 

Curso Multiterapia: Vem ai uma nova e especial turma de Multiterapia, a novidade é que, agora o curso está reformulado e os dois primeiros módulos podem ser cursados por qualquer pessoa que queira se autoconhecer e viver em plenitude. O terceiro módulo é reservado aos profissionais de terapia que querem atender seus pacientes com a técnica de Lou de Olivier. Interessados, cliquem aqui e nos contatem  solicitando mais detalhes.

Artigo completo mitos sobre Dislexia (incluindo três vídeos). Vale a pena ler e ver (ou rever) estes vídeos.  Clique aqui

Saiba mais sobre Multiterapia: http://multiterapia.med.br/

Saiba mais sobre Dislexia Adquirida: http://dislexiaadquirida.com/

Bullying, nem o básico se sabe (artigo publicado pela Revista Sentidos)

3 de março de 2017 Deixe um comentário

Especialista dá dicas e informações que uma escola deve seguir e conhecer. Atenção aos cuidados que pais e educadores devem ter .

Por Lou de Olivier / Fotos: Shutterstock (ao final, são mostrados vídeos complementares)
bullying_sentidos
Bullying é um termo inglês derivado de bully, que significa algo como “valentão” e define todas as formas de agressões físicas ou psicológicas praticadas de forma contínua e intencional. Estas acontecem, aparentemente, sem motivação e, geralmente, são praticadas por um grupo de “valentões”. Também pode ser praticada por apenas um indivíduo, mas é menos comum. Esse ato de violência acaba por intimidar, além de, em alguns casos, machucar a vítima que geralmente está em situação de desigualdade, sem poder reagir.
No caso específico de deficiência física/intelectual na escola, temos basicamente duas formas de analisar. Primeiramente pelo tipo da instituição – se só recebe alunos com deficiência, esses casos de bullying se tornam mais raros, pois todos os alunos estão no mesmo nível de necessidade. Mesmo variando suas deficiências, estarão sempre em igualdade. O problema principal aparece quando a escola é mista, ou seja, quando uma escola aceita alguns alunos com deficiência em meio aos outros considerados “normais”.

Pessoas com deficiência e a educação pública*
Há 280 mil alunos com deficiência matriculados em escolas especiais de 1ª a 8ª séries.
Há outros 300 mil em classes regulares nessas mesmas séries.
Apenas 9 mil alunos conseguiram chegar ao ensino médio.
Há 18.200 escolas públicas para alunos portadores de necessidades especiais no país.
Somente 120 títulos didáticos têm versão em braile, segundo informações do MEC (Ministério da Educação e Cultura). Segundo o último resumo técnico do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em 2011, quase 80% do total de matrículas da Educação Especial estava nas escolas públicas, o restante, quase 20%, estava nas instituições particulares de ensino.
*Segundo o Instituto Ethos (2002)

bullying-sentidos02Vídeos lúdicos e informativos podem
ser exibidos a alunos e familiares
como educação para a prevenção

Neste segundo caso (ou havendo algum episódio de bullying, mesmo sendo uma escola especializada), há uma grande necessidade de a escola, os professores e os pais interagirem de várias formas. Cabe também aos pais, levando em conta suas posses, tipo de deficiência apresentada pelo filho (a), e outros detalhes, pesquisar bem várias escolas antes matricular seu filho (a). Após definida a escola, ao chegar para o primeiro dia de aula, deve-se ter uma atitude cordial com todos, apresentar-se com educação e de forma amistosa.
É preciso mostrar a todos os alunos as qualidades de cada um, de forma educada e incentivadora

Em se tratando de alunos com deficiência, caberá aos professores, coordenadores e outros responsáveis pela escola incentivar apresentações entre os alunos. Caso haja atritos, providências devem ser tomadas imediatamente. Ou com os causadores se desculpando ou, em caso de agressões, denunciando-os aos responsáveis e resolvendo tudo no início, pois, quanto mais o tempo passar, mais as agressões se tornarão frequentes e mais violentas ficarão, cada vez mais difíceis de controlar.

COMO IDENTIFICAR
Para saber se a criança sofre bullying na escola, os pais devem ficar atentos aos sinais da criança em relação a escola. Crianças que alegam dores ou qualquer motivo para justificar não ir à escola podem estar sendo vítimas de bullying. Da mesma forma, crianças que apareçam com alguma marca, arranhões, mordidas, enfim, qualquer sinal que possa sugerir agressões físicas devem ser investigados.

COMO AMENIZAR/EVITAR
Conversar abertamente sobre o assunto com os alunos e pais procurando integrar os alunos com deficiência aos outros; exibir vídeos sobre o assunto. Mostrar a todos os alunos as qualidades de cada um, de forma educada e incentivadora, para que todos entendam que têm qualidades e podem usá-las de forma produtiva e, assim, superando suas possíveis falhas e limitações. Também é aconselhável, ao conversar com os alunos, explicar que não podemos considerar alguém diferente ou “defeituoso” só por apresentar algum tipo de deficiência. Na verdade somos todos diferentes uns dos outros, isso compõe nossa característica particular e nos torna únicos. E se um ou vários coleguinhas apresentam deficiência, é uma ótima oportunidade de demonstrarmos nossa solidariedade, ajudando-o em suas dificuldades e nunca zombando ou tratando-o mal.
De acordo com o tipo de deficiência, deve-se proceder de forma a solucionar os pontos fracos, ou seja, alunos que apresentam problemas no aprendizado podem ser incentivados a ter aulas particulares ou de reforço, que pode ser na própria escola, além de um atendimento psicopedagógico. Casos de deficiência auditiva ou de fala também precisam de acompanhamento, neste caso, de um fonoaudiólogo. Um pouco mais raros, mas também possíveis, são os desvios de conduta, além de traumas e outras ocorrências que precisam ser atendidas por um psicólogo.

Deficiências intelectuais ou doenças mentais precisam do acompanhamento de um psiquiatra ou neurologista e outras deficiências físicas também necessitam de um acompanhamento medico de acordo com cada necessidade.
A escola ideal deve oferecer, no mínimo, os serviços de um Psicopedagogo para atender casos de problemas/distúrbios de aprendizagem, de um Psicólogo para os traumas, desvios de conduta etc. E de um Fonoaudiólogo para casos que envolvam fala/audição. Estes serviços podem ser executados na própria escola ou através de convênios firmados entre os profissionais e a escola. Aqui estamos citando escolas particulares que absorvem alunos com maior poder aquisitivo. No caso de alunos com menor poder aquisitivo cujos pais não têm condições de arcar com as despesas de uma escola particular poderão procurar os serviços públicos oferecidos por intermédio das secretarias municipais. O interessante é a escola pública estar preparada para sugerir os encaminhamentos e saber, de antemão, quais são os canais mais próximos de atendimento.
O bullying ocorre sempre quando não há nenhuma fiscalização de adultos ou responsáveis.

Outro detalhe importante, o bullying ocorre sempre quando não há nenhuma fiscalização de adultos ou responsáveis. Portanto, outro fator importante: deve haver mais fiscalização e profissionais especializados para conduzir os alunos durante os intervalos e mesmo durante as aulas. E é bom saber, também, que a escola pode ser enquadrada no Código de Defesa do Consumidor, pois presta serviço aos consumidores e é responsável por todos os acontecimentos dentro de suas dependências – isso inclui bullying. Mas deve-se lembrar que, ocorrendo fora dos portões da escola, torna-se difícil enquadrá-la, já que foge do local interno. Importante também saber que tanto agressores quanto agredidos necessitam de muito diálogo e acompanhamento terapêutico para solucionar seus traumas e conflitos.

Quanto aos deveres dos Governos
Atribuam a mais alta prioridade política e financeira ao aprimoramento de seus sistemas educacionais no sentido de se tornarem aptos a incluírem todas as crianças, independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais.
Adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma. Desenvolvam projetos de demonstração e encorajem intercâmbios em países que possuam experiências de escolarização inclusiva. Estabeleçam mecanismos participatórios e descentralizados para planejamento, revisão e avaliação de provisão educacional para crianças e adultos com necessidades educacionais especiais. Encorajem e facilitem a participação de pais, comunidades e organizações de pessoas portadoras de deficiências nos processos de planejamento e tomada de decisão concernentes à provisão de serviços para necessidades educacionais especiais. Invistam maiores esforços em estratégias de identificação e intervenção precoces, bem como nos aspectos vocacionais da educação inclusiva.
Garantam que, no contexto de uma mudança sistêmica, programas de treinamento de professores, tanto em serviço como durante a formação, incluam a provisão de educação especial dentro das escolas inclusivas.

 

Assista aos vídeos sobre bullying em entrevista concedida ao Programa Análise Direta em três partes.


SERVIÇO
Assista vídeos sobre bullying e assuntos terapêuticos em:
http://www.loudeolivier.com/videos-entrevistas.php
Leia dados publicados na íntegra em:
Atenção: Este link estava ativo na publicação deste artigo. Hoje, em 2017, na republicação está fora do ar: http://www.ethos.org.br/_uniethos/documents/ manual_pessoas_deficientes.pdf http://portal. mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf 
http://institutoparadigma.org.br 
Livros:
Lou de Olivier é psicóloga, psicopedagoga, psicoterapeuta, especialista em Medicina Comportamental e escreveu os livros “Distúrbios familiares” e “Distúrbios de aprendizagem e de comportamento”, ambos da Editora WAK, indicados como material complementar a este artigo.

Artigos de Lou de Olivier publicados em diversos sites portais e livros impressos

18 de junho de 2014 Deixe um comentário

Os artigos a seguir foram escritos e publicados entre 2008 e 2013 na coluna que mantive no portal Destaque SP. A referida coluna se intitulou Mulher, dentro da categoria Comportamento. Em determinado momento fui contatada pela jornalista responsável pelo site, solicitando que eu cedesse os direitos autorais de meus artigos, eles continuariam publicados mas eu seria citada apenas como “fonte” e não como autora. Diante de minha recusa e dos argumentos de meu editor sobre direitos autorais, a jornalista não só me xingou e ofendeu, como disse que eu fui a única a reclamar, todos os outros a agradeceram por manter suas colunas e serem citados como fontes. Infelizmente, no Brasil, o autor é tratado dessa forma e o que é pior, por alguém que se diz jornalista.  No Brasil não basta cedermos nossos conhecimentos, escrevermos de graça, temos também que ceder o direito de sermos reconhecidos autores. E ainda há quem agradeça por isso… Enfim, eu transferi alguns artigos que consegui recuperar antes de serem deletados do site para este blog para não perder o conteúdo. Alguns deles foram republicados em meus sites outros só se encontram aqui. Fiquem à vontade para ler e comentar. Lou de Olivier

 

Anoxia perinatal
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Segunda, 22 Abril 2013 05:57

  Anoxia perinatal: segundos que decidem uma vida…

Anoxia é a ausência ou diminuição da oxigenação no cérebro e
pode ocorrer por vários fatores: afogamento, enforcamento e, em graus
mais leves, até numa crise de rinite, bronquite ou qualquer fator que
provoque a ausência de respiração. No recém-nascido, ocorre por
fatores durante o parto e, por isso, leva o “sobrenome” perinatal.
Também conhecida como hipóxia ou anoxia neonatal, creio que o termo
mais correto seja mesmo “anoxia perinatal”, pois significa
ausência/diminuição da oxigenação cerebral durante o processo de
nascimento.
 Seja qual for a denominação escolhida, o importante é conhecer
suas possíveis causas e tentar evitá-la ao máximo. Em primeiro
lugar, como o nome já diz, a anoxia perinatal ocorre durante o parto,
isso significa que também conta-se com o fator sorte, pois qualquer
complicação neste momento, pode gerá-la. Mas, além disso, deve-se
verificar os fatores que podem complicar o processo de expulsão do
bebê, tornando o parto muito prolongado, por exemplo, ou impeçam a
respiração normal da mãe e do bebê. 
 Em vista disso, a futura mamãe deve cuidar-se desde as primeiras
semanas da gestação, abandonando vícios (cigarros, bebidas
alcoólicas, drogas em geral), buscando uma alimentação balanceada,
que deve incluir frutas variadas, peixes como salmão, sardinha e
verduras. 
 Mas aqui vale uma curiosidade: os peixes citados são considerados
gordurosos e devem ser consumidos com moderação e, quanto às
verduras, algumas são apontadas como desencadeantes de crises de
rinite alérgica, tais como chicória e escarola. Portanto, antes de
estipular sua “dieta de gestante”, consulte um nutricionista ou
outro profissional que possa orientá-la quanto a isso.
 Apesar de não ser minha opinião pessoal, devo dizer que o melhor
tipo de parto continua sendo o normal em diversas versões e
posições, de acordo com a paciente, ambiente etc. Para que seja bem
tranqüilo, pode-se fazer (durante toda a gravidez), técnicas de
relaxamento, dança, expressão corporal e até meditação. Estas
técnicas poderão ser passadas à gestante por um bom arteterapeuta.
Mulheres com diabetes, hipertensão, anemia ou obesidade precisam de
acompanhamento especial. E todas as gestantes, sem exceção, precisam
fazer pré-natal, com visitas periódicas ao médico
(ginecologista/obstetra), que acompanhará todo o processo de
gestação. 
 Seguindo todas as recomendações, certamente, o parto terá tudo
para ser bem sucedido e será muito mais tranquilo, se for feito pelo
mesmo médico que orientou o pré-natal.

 

Tudo por uma linda unha
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Segunda, 07 Fevereiro 2011 14:00
Quando criança eu tinha uma péssima mania: roer unhas. Eu era muito ativa, acelerada, queria estar em todos os lugares fazendo tudo ao mesmo tempo e, como não conseguia, me estressava e a primeira atitude que tinha era… Roer unhas. Mas, por volta dos oito anos, comecei a prestar atenção nas unhas da minha mãe. Ela as mantinha longas, sempre bem cuidadas e esmaltadas com cores entre o rosa e o lilás. Eram lindas! Um dia eu perguntei a ela se eu também poderia ter unhas tão lindas como as dela. Ela sorriu e disse: – Claro que pode mas tem que cuidar delas e não vai poder roê-las nunca mais… “Nunca mais” e “pra sempre” eram afirmações muito fortes para mim naquela época. Aliás até hoje ainda acho muito pesado jurar algo para não fazer nunca mais ou fazer para sempre, mesmo assim eu resolvi pagar para ver. Passei a ir com minha mãe todas as semanas na manicure. E fiquei mais empolgada ainda quando ela me disse que eu poderia usar até vermelho. Minha mãe dizia que eu, por ser morena, poderia ficar bem com mais cores do que ela que era muito clara e nunca ariscava cores como vermelho ou marrom. No inicio não havia unha para esmaltar, eu as roera tanto que o máximo que consegui nas primeiras semanas foi uma base fortificante para salvar o pouco que sobrara. Porém, após alguns meses, eu já exibia belas unhas. Mas ainda enfrentava um problema, minha mãe achava, as freiras do colégio achavam, todos achavam que eu era menina demais para manter as unhas longas, por isso, apesar de cuidadas e esmaltadas, elas se mantinham delicadamente polidas… Mas, aos dezesseis anos, depois de uma conturbada adolescência, declarei minha independência, ao menos em relação ao tamanho de minhas unhas. Passei a fazê-las somente com a índia, uma manicure “pra frente” que fazia todas as inovações que eu propunha e até me incentivava a manter minhas unhas bem longas. Já naquela época eu as pintava cada uma de uma cor muito antes disso se tornar moda. E também fazia aplicações de purpurina muitos anos antes de lançarem os esmaltes com “glitter”. Mas, como nada parece mesmo ser para sempre, um dia a índia me deu uma noticia que me deixou sem chão. Disse que iria se casar, o marido não queria que ela trabalhasse fora e sentia muito mas… Eu teria que encontrar outra manicure. Não acreditei no que ouvia e, após alguns segundos de um silencio tenso, com os olhos lacrimejantes, eu disse a ela algo que nunca dissera a ninguém. Nem mesmo ao Betão, o meu “ficante” naquela época… – Índia… Não me deixa… Que vai ser da minha vida sem você? – Ah, coitadinha! – ela respondeu comovida- não fica assim. Olha, vou te ensinar a fazer suas próprias unhas. Assim não vai ter que ficar implorando pra ninguém te ajudar. – Sério? Vai me ensinar? Iuuuupi!

Foi assim que, 16 aos anos, eu aprendi a fazer sozinha minhas unhas e nunca mais precisei ir à manicure. A partir daí, foi só alegria, eu as mantinha bem longas, com as cores mais loucas possíveis e experimentava todas as inovações, na verdade, acabei até lançando umas modas nos meus tempos de atriz… Alguns me chamavam de “bruxa”, “vampira”, “Zé do Caixão” mas a grande maioria das pessoas gostava e eu amava minhas lindas e longuissimas unhas e isso é o que importava e importa até hoje… Porém, como nem tudo é festa, há os inconvenientes. Atrapalham um pouco para teclar, para os afazeres domésticos e, de vez em quando elas quebram… E, por serem muito longas, quando quebram, é daquelas “quebradas” de doer. Ai, além da grande tristeza de ter uma unha quebrada (e dolorida), vem a “comorbidade”, ter que cortar as outras pra não ficar parecendo uma águia manca… Foi o que aconteceu esta semana, durante o banho eu esbarrei no box e quebrei uma unha, mas notei que não tinha quebrado totalmente, somente eu um dos cantos e pensei: – Será que não há nada que se possa fazer? Será que, com tantas inovações, ainda não inventaram uma cola ou algum produto para nos salvar nestas horas? Fui ao shopping, certamente haveria algum produto que eu pudesse colocar na minha unha e recuperá-la. Mas, depois de ir a varias lojas, e salões comecei a me decepcionar. Ninguém sabia do que eu estava falando e algumas pessoas até riam, enquanto outras quase gritavam: – Mas, como???? Estas unhas são mesmo suas??? – É claro que são minhas!!!! Uma pessoa até me perguntou: – Mas como você consegue andar com unhas tão longas? – Ah! Isso não é problema porque eu ando com os pés…. Não preciso dizer que foi uma explosão de gargalhadas mas eu já estava muito preocupada achando que teria que passar novamente pelo ritual de cortar todas as unhas. Até que uma senhora muito simpática me perguntou: – Me diga a verdade, essas unhas são mesmo suas? – São. Mas por que ninguém está acreditando? – Porque elas são tão lindas que parecem postiças… Opa! Ela falou a palavra mágica. “Postiça“… Por que não pensei nisso antes? Fui a um salão especializado em unhas de gel. Assim que cheguei já chamei atenção. Varias manicures e cabeleireiras vieram ver minhas unhas enquanto eu relatava meu drama. Uma delas disse: – Coitadinha! Que pena! Quando você quebrou a unha você chorou? – Não. Ainda não chorei mas estou prestes a isso. Não pude deixar de constatar: “Se nós, mulheres choramos por uma unha quebrada, o que não somos capazes de fazer por um coração partido?“ Todas ficaram comovidas e me trataram como uma princesa. Muito café, chá, balinhas e até me passaram na frente das clientes com hora marcada, afinal, era uma emergência. E começou a “operação”, com todas (clientes, manicures e cabeleireiras) acompanhando a sequência. Primeiro a manicure cortou a unha trincada, que pena ver aquela cena… Pedi a unha cortada para guardar de lembrança até que cresça novamente… Muitas riram mas eu não achei graça nenhuma… Depois ela escolheu entre muitos modelos e tamanhos, uma que se adaptou perfeitamente ao meu dedo. Lixou um pouco da minha unha, aplicou o gel colante e a unha. Cortou a unha no mesmo tamanho das outras. Depois disso veio o processo de polimento. Ai comecei a me assustar porque ela lixou muuuuuiiiito. Ate comentei se havia necessidade de lixar tanto e ela disse que precisa para ficar bem natural. E, enquanto ela lixava a junção da minha com a unha postiça eu pensava desesperada como ficaria quando eu fosse retirar esta unha. Mas resolvi relaxar e… aguardar quando isso tiver que acontecer. Naquele momento, o importante era salvar minha unha quebrada e isso, ela estava fazendo. Depois de muito polimento, ela aplicou o gel de construção que parece um esmalte incolor endurecido, tive que ficar com o dedo por uns minutos numa cabine catalisadora (aparelho que emite luz) depois polimento. Este processo foi repetido por três vezes. Depois foi só passar esmalte e o glitter por cima. Como não tinha a cor azul do glitter que usei nas outras unhas, eu disse à manicure para aplicar o lilás. Mas depois me arrependi, seria melhor ter deixado só o esmalte como base e eu aplicar o glitter que eu tenho em casa mas durante a aplicação eu achei que seria mais viável ela fazer também a aplicação do glitter que, por ser lilás, ficou diferente das outras unhas. Mas, exceto por este detalhe, nem parece que tive uma unha “implantada”. Na verdade, mesmo com glitter em cor diferente das outras, ninguém percebe que uma das unhas não é minha.Uma amiga ate comentou: – Lou, se você não falasse, a cada cinco minutos, que está usando uma unha postiça, ninguém perceberia a diferença! Acho que vou seguir o conselho desta amiga e não comentar mais com ninguém. Até porque, já contei a “novidade” neste artigo… Agora é tarde… Já contei pra todo mundo… rsrsrs OBS: Atenção fabricantes de esmaltes e afins! Vamos pensar no drama das mulheres de unhas quebradas e colocar no mercado uma cola ou algo assim para estas emergências? Confira também: Como aumentar os seios e a autoestima? Foto: banco de imagem

Dra. Lou de Olivier  loudeolivier@destaquesp.com www.loudeolivier.com.br

Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Quarta, 30 Julho 2008 19:37
Ter ou não ter (filhos)?

Sou procurada freqüentemente por mulheres que se questionam sobre ter ou não ter filhos. Perguntam “vale a pena?” E a única resposta que consigo dar, é: depende. Dúbia resposta, sei disso, porém mais dúbia é a questão. Afinal, não há uma receita, não há códigos nem regras. Há o acaso e a meta que cada uma quer seguir. Há casais que se entendem perfeitamente e, ao terem filhos, se desestruturam. Há outros que não se entendem e, quando nasce um filho, acabam se unindo mais. Há casos em que os casais se entendem maravilhosamente em meio a muitos filhos, outros que constroem seus mundos em torno de um único filho como tabua de salvação. Há os que vivem intensamente a vida toda (e a dois) sem sequer questionarem o fato de ter um filho. Há os que nunca se entenderam, continuam se desentendendo diante dos filhos e criando jovens desequilibrados por uma relação familiar totalmente desestruturada. Há até mulheres que querem tanto ser mães que dispensam o ato sexual com o marido ou homem conhecido e fazem uma produção independente, às vezes até com inseminação artificial heteróloga (quando o espermatozóide utilizado é de um doador desconhecido da mulher). Resumindo: somente a própria pessoa pode saber o que espera da vida e do filho. Aliás, esta deve ser a pergunta chave: “O que espero da vida e do filho que eu vier a ter?” Saliento que a resposta será diferente para cada mulher que se fizer esta pergunta. Dependerá de muitos fatores que, para cada uma, terá um peso diferente. E, em meio a esta reflexão, algumas questões devem ser frisadas: Um comentário que sempre faço, é: filho não faz companhia a ninguém. Não pode haver maior erro do que conceber um filho para “ter companhia” e, infelizmente, este parece ser um motivo forte para muitas mulheres. É preciso entender que o filho é um ser independente que viverá em simbiose com a mãe durante seus primeiros meses, passará para outras fases a partir de um ano e meio aproximadamente (cito aproximadamente porque cada criança tem sua própria fase de amadurecimento e a idade varia). Pois bem, é preciso ter consciência de que o filho irá amadurecer, afastando-se gradativamente e, em algum momento, irá buscar sua vida de forma individual, provavelmente trabalhando, tornando-se independente financeiramente, morando sozinho, alguns até mudando de cidade ou país ou casando-se e passando a dedicar-se mais à sua família (seus cônjuges e filhos).

Enfim, em algum momento, o filho (a) deixará de ser filho (a) em período integral para assumir-se como profissional, marido/esposa, mãe/pai… E a tão sonhada companhia do filho passará a ser apenas uma boa lembrança. Então, ter um filho apenas para se fazer companhia é um dos piores motivos e deve ser descartado. Isso me lembra uma mensagem que já recebi por duas vezes, relatando a história de um filho que, após 19 anos sem encontrar-se com a mãe, vai jantar com ela, justamente por insistência de sua esposa. E agendam um outro jantar para o ano seguinte, porém, na data agendada, a mãe já é falecida e o filho recebe uma carta escrita pela mãe agradecendo pelo jantar, relatando que foi o melhor momento que teve na vida e pedindo que jante com a esposa dele, pois já deixou o jantar pago para os dois. Se é verídica ou não, tanto faz. O que importa é que ilustra o que eu comentei. Para mim é inadmissível que um filho passe 19 anos sem encontrar-se com a mãe e só o faça por insistência da esposa. Aliás, essa esposa também demorou 19 anos para perceber que a mãe precisava do filho? Mas não cabe a mim analisar a história nem as atitudes dos envolvidos. O que eu quero frisar é que os filhos, muitas vezes, seguem caminhos que não incluem os pais e é uma grande bobagem querer ter um filho para ter companhia. Outras questões precisam ser respondidas pelas interessadas em ter filhos. Quem será o pai? É alguém que eu amo e que irá dividir as responsabilidades comigo? Ou é apenas alguém que irá me engravidar e deixar toda a responsabilidade comigo? Tenho o perfil ideal da mulher que faz produção independente? Saberei assumir minha decisão e lidar bem com ela para sempre? (Afinal, filho é decisão irreversível). Estarei sempre disposta a cuidar, amparar, orientar meu filho? Tenho condições financeiras e psicológicas de assumir meu filho sozinha caso o pai falte? Ou não o assuma desde o inicio? São muitas as questões e não poderia enumerar todas neste artigo. Mas o importante é que cada mulher reflita sozinha e analise seu caso isoladamente sem deixar-se influenciar por nada nem por ninguém. Afinal, cada mulher é única, tem uma vivência e um entendimento particular de tudo o que já viveu e sabe (ou deveria saber) o que espera da vida, no presente e no futuro que, incluindo ou não um filho, deve ser, preferencialmente, feliz.

Confira também: O outro lado da traição Fotos: banco de imagem  

Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br

O outro lado da traição
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Sexta, 21 Novembro 2008 08:53
Recentemente deparei-me com uma frase escrita num carro: “O amor é como capim. A gente planta, ele cresce, depois vem uma vaca e acaba com tudo”. Minha primeira reação foi rir, afinal é uma frase engraçada. Porém, em seguida, comecei a refletir… Qual a profundidade dessa afirmação? Qual o real sentido dessa frase? E, acima de tudo, quem é vaca em qual história ou situação? Será que cada uma de nós já não foi “vaca” em algum momento de nossa vida? Adolescentes disputando o mesmo “pretendente”, amigas íntimas “puxando o tapete” uma da outra na tentativa de conquistar algum “bad boy”… E quando seguimos divididas entre duas paixões ou quando conhecemos um homem que parece tudo de bom, os encontros se repetem e vão reafirmando que ele é, de fato, um príncipe encantado e, quando já estamos totalmente entregues, às vezes até sonhando com o “enlace matrimonial”, aí aparece a “esposa traída”, geralmente descabelada, rogando pragas, amaldiçoando a “destruidora de seu lar”… E nem questiona que também somos vitimas, afinal também fomos iludidas… E quem de nós não teve uma grande paixão, afastada por fatores externos, viagens, empecilhos, pais que não concordavam com nossa escolha ou qualquer outro motivo de afastamento? E se, de repente, esse “ex” ressurge casado? E se mergulhamos de cabeça e o casamento dele acaba? E tantas outras situações em que, provavelmente, somos taxadas de “vacas”… Estudos indicam que a atração, aquele estágio de euforia, envolvimento emocional e romance está associada a altos níveis de dopamina e norepinefrina e a baixos níveis de serotonina, enquanto a relação calma, segura e duradoura está associada à ocitocina e vasopressina e há também estudos que demonstram que a feniletilamina (semelhante à anfetamina) pode estar associada ao estado de paixão e sua produção no cérebro pode ser desencadeada por um simples aperto de mãos ou troca de olhares. Portanto, a paixão parece ser uma reação química e, sendo assim, como evitá-la quando surge? E, afinal, quem não a evita para cumprir padrões pré-estabelecidos precisa ser taxada de “vaca”? Está na hora das mulheres pararem de achar que toda rival é imprestável. Está na hora de perceber que, se o maridão “pulou a cerca” ou ele é um “galinha” ou é a esposa quem está falhando em algum ponto. Afinal, uma relação satisfatória para ambos não dá margens a traições. E, se há traição, a relação precisa ser reavaliada e repensada.         Fotos: banco de imagem Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br

Independência química
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Sexta, 01 Fevereiro 2013 13:29

“A Psiquiatria me considera um doente, um adicto, minha família me considera um problema,  a sociedade me considera um viciado,  a polícia me considera um marginal  e eu nem sei quem sou”… Confesso que, quando li esta frase, percebi que eu teria que ser muito boa pesquisadora e escritora para discorrer sobre este assunto pois este “usuário anônimo” em sua simplicidade de personalidade e na complexidade de seu vicio conseguiu condensar totalmente o assunto, o problema, a essência do uso de drogas em uma única frase. É isso. O conflito de classificações, a ausência de uma identidade bem definida, a falta de possibilidades de entendimento, o despreparo da família e, o que é pior e até criminoso, o despreparo de “profissionais” para lidar com este assunto. Tudo isso gera o que esta frase inicial acusa… E como lidar com isso? É o que eu tentarei, humildemente, apontar. Antes de discorrer sobre o assunto devo afirmar que não sou dona da verdade, ninguém é. Não posso afirmar que exista um método totalmente eficaz, porém, posso sim, afirmar com convicção que há métodos que funcionam muito bem enquanto outros apenas camuflam o problema e é por isso que mais uma vez estou iniciando uma grande batalha, desta vez, pela real Independência Química… Porque dependência química já foi muito discutida e até hoje não há consenso mas a independência química nem precisa de discussão, é algo palpável que pode ser implantada e vivida de forma concreta. Que pode, de fato, curar este vicio. Analisemos os termos: Adicto, o que vem a ser adicto? E por que se classifica um usuário de drogas como “adicto” em muitas clinicas e comunidades? Do latim addictus (entregue a alguém como escravo). Define-se como uma pessoa francamente propensa a uma determinada prática – uma crença, uma atividade, um trabalho – ou partidária de determinados princípios. Bem, por ai já se define que adicto pode ser um “escravo” de qualquer coisa (sexo, álcool, drogas, chicletes…) Ou seja, o termo adicto por si só não define esta necessidade viciada de uma droga. Então pode-se classificar como “drogadicção”. A partir daí admite-se a “impotência”, a escravidão diante do vicio. Errado! Este é o primeiro passo para o fracasso de um tratamento. Aliás, quanto aos passos de um tratamento, vamos discutir isso em breve. Onde pretendo chegar? Onde já deveríamos estar há tempos, o fator essencial que define o sucesso ou o fracasso de uma recuperação, a necessidade de tratamento. Provavelmente pelo fator comercial, proliferam-se clinicas e comunidades que se dizem “recuperadoras” mas que propõem terapias obsoletas, infundadas e sabe-se lá porque, ainda estão lotadas de desavisados que se submetem aos “tratamentos” sem sequer questionar em que são fundamentados. E quem os aplica. É preciso ter consciência de que terapia é algo muito sério, dependendo do caminho (rumo) que se toma numa terapia pode-se perceber somente o lado bom ou o lado ruim de uma situação, também pode-se perceber uma situação distorcida, irreal e, pior ainda, tomar decisões ilusórias que, a principio, parecem acertadas porém, a longo prazo, são frustrantes. Por isso qualquer técnica de terapia só pode ser ministrada por um profissional capacitado, especializado no assunto e nunca por leigos e curiosos por mais bem intencionados que sejam. Algumas comunidades citam a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) como técnica de tratamento porém o que os desavisados “terapeutas” não percebem é que TCC é um termo que abrange varias abordagens em se tratando de “cognitivo, comportamental e cognitivo-comportamental“ e, em meio a muitas definições complicadas, o resumo é que a o cognitivo se refere ao pensamento/crenças e o comportamental obviamente ao comportamento desencadeado pelo pensamento. TCC ou PCC parte do principio que a atividade cognitiva pode ser modificada e alterada; o comportamento desejado pode ser influenciado a partir da mudança cognitiva. Costuma ser uma terapia breve, caríssima quando aplicada por um profissional competente e nem sempre é indicada. Cada caso precisa ser analisado individualmente para decidir-se pela melhor técnica para cada um. A TCC pode ser útil em alguns casos, em outros pode ser uma das piores terapias para um viciado e já explico por que. Muitas linhas deste tratamento proposto focam-se no que o paciente pensa sobre si mesmo e/ou sobre a situação que vive (cognitivo) e como isso afeta suas atitudes (comportamental). Este processo acaba analisando basicamente a situação que está acontecendo no momento e evita buscar causas no passado. Ou seja, isenta-se totalmente o passado que provavelmente gerou o inicio do uso e busca-se somente o estilo de vida atual. Isso gera no paciente uma possível aversão ao momento em que está vivendo como se mudando o pensamento e o comportamento neste momento pudesse afastar o vicio. Se fosse tão simples assim, não haveria mais tantos viciados nem necessidade de tratamentos, Muito menos tantas recaídas, geralmente, no mesmo dia em que “recebem alta” (ou fogem) desses tratamentos. Bastaria mudar radicalmente o ambiente e o estilo de vida. A essência disso é que a terapia acaba sendo superficial porque desconsidera o que levou o dependente a iniciar o vicio, desconsidera o fator principal que é a própria dependência química que desencadeia a crise de abstinência e a necessidade de continuidade do uso. Desconsidera a ausência de auto-estima e de base de personalidade pois fixa unicamente no momento e não na construção da personalidade. Isola a família e ainda a classifica como “facilitadora”, impõe uma serie de regras e criam um mundo a parte ilusório e “autista”, onde o toxicômano resolve tudo sozinho e apenas comunica suas decisões aos familiares, amigos e até aos contatos comerciais. Não se importando com sentimentos dos envolvidos nem com prejuízos materiais que suas “decisões” possam causar aos que conviveram com ele até esta internação… É importante frisar que a família, mesmo sendo disfuncional, nem que todos os membros sejam viciados ou tenham graves desvios, JAMAIS deve ser definida como facilitadora ou como prejudicial. E JAMAIS EM TEMPO ALGUM, deve haver afastamento dos laços familiares nem mesmo em nome de uma “pseudo terapia” que se anuncia como “recuperadora“. A família é a base, a estrutura, o único motivo e a única solução para o sucesso de um tratamento. NOTAS IMPORTANTES: A Organização Mundial da Saúde (OMS) não classifica o usuário dependente como adicto uma vez que se considera que o abuso de drogas não pode ser definido apenas em função da quantidade e freqüência de uso. Referências no assunto como Dr. Ronaldo Laranjeira e Dra. Ana Cecilia Marques (ABP) defendem o tratamento fundamentado em carinho, complacência e respeito, sendo que o departamento de Dependência da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) recomenda que se dê atenção ao que a CIÊNCIA indica em relação aos diversos tratamentos reservando a internação apenas para casos gravíssimos que colocam a vida do paciente ou familiares em risco (homicidas, suicidas etc.). Desconhece o efeito terapêutico dos chamados “confrontos” além de outras recomendações que citarei numa próxima oportunidade. ATENÇÃO: Este artigo continuará na próxima publicação e aproveito para anunciar nossos cursos para a Independência Química. Um para profissionais de Terapia e outro para pais e usuários que queiram abandonar o vicio. Os profissionais alvo deste treinamento, são: Terapeutas (Psicólogos, Psicoterapeutas, Psicanalistas e outros profissionais interessados em atuar ou já atuantes em dependência química). E frisando bem que, no curso, aprende-se a tratar a família como um todo e sempre unida. Mais informações: equipe@loudeolivier.com.br  Confira também: Ter ou não ter (filhos)?

Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br

Namoro virtual
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Terça, 25 Junho 2013 04:30

Por trás da “telinha” É só acessarmos a Internet que, logo nos deparamos com muitos anúncios “Par perfeito”, “Namoro ideal” “Encontre sua cara metade” e por aí vai… Mesmo quando desativamos o “pop up” de nossos computadores, ainda assim aparecem os banners e outros tipos de anúncios. E, mesmo que não tenhamos intenção de clicar, ainda que estejamos comprometidos e felizes em nossas relações, ainda assim, acabamos entrando para “dar uma “espiadinha” e é ai que começam os pequenos deslizes e os grandes perigos. Antes de mais nada, precisamos entender que o principio de uma relação mais intima que, geralmente caminha para um namoro, é atração física e, em seguida, afinidades. Quando estamos em contato direto com a pessoa que nos interessa, isso é fácil de se estabelecer porque estamos vendo, admirando, sentindo o cheiro da pessoa, o hálito, o brilho no olhar e, ao olhar nos olhos do outro, dificilmente conseguimos mentir e, se mentimos, logo somos traídos pelas atitudes e gestos… Nada disso é possível em um encontro virtual, a maioria das pessoas coloca fotos de artistas ou de quando ainda estavam mais jovens ou quando foram fotografadas em seu melhor ângulo. Não é possível identificarmos o olhar, os sentimentos, as reações do outro. E, quanto ao que se escreve, bem o papel (e o computador) aceitam tudo e, por isso, é muito mais fácil contar uma “estorinha” que aumenta ou distorce os fatos e transforma qualquer um em excelente partido. Na seqüência, os e-mails são formatados com lindos temas e fotos e, se incluirmos nele uma linda musica de fundo, está formado o cenário ideal para estabelecer um romance digno de um grande conto de fadas. As mensagens enviadas invadem o cérebro e o coração dos mais românticos e criam um clima propicio a uma grande paixão ou grande decepção. É um jogo e vence quem tiver mais sorte? Errado, isso não é um jogo e o vencedor deve ser quem consegue manter os pés no chão e a cabeça pensando. Não é impossível acontecer um bom relacionamento pela internet, porém é preciso entender que a chance de identificação é muito mais remota do que em um encontro pessoalmente. E é essencial que, principalmente as mulheres, percebam que quase sempre os homens “enfeitam-se” e transmitem uma idéia de romantismo que, na verdade, não existe neles. A maioria dos homens é mais direta, objetiva, procura muito sexo e diversão. Os homens, ao se envolverem, dão preferência para as “gostosas”, as “extrovertidas” e não se importam muito com os coraçõezinhos, declarações e promessas do inicio. E, indo mais fundo, especialmente as adolescentes precisam perceber que há muitas armadilhas para mocinhas inexperientes e sonhadoras por trás de um e-mail ou “scrap”. Sem discriminação, homens e mulheres que procuram um novo amor devem pensar, em primeiro lugar, em sua segurança e, depois, em seu prazer e romantismo. Portanto, devem seguir algumas regras para não enfrentarem decepções e sofrimento depois: Antes de um envolvimento, pergunte a si mesma (o) e ao futuro parceiro: • Como sou e como penso? • Nós somos e pensamos de modo parecido? • O que espero de um relacionamento? • Moramos em cidades/estados diferentes e temos costumes diferentes? OBS: Nestes casos as adaptações são mais difíceis, pois envolvem despir-sede seus costumes e incorporar outros, já que um dos dois terá que mudar-se para onde o outro mora. E, nestas situações também é preciso analisar se os dois estão estabelecidos e estabilizados onde moram ou um dos dois está querendo “encostar” em outro que já tem casa própria e uma vida estabilizada. Outras perguntas a serem feitas são: • Estou, de fato, procurando um novo amor? • E a pessoa que me interessa, está mesmo disposta a envolver-se? • Sou comprometida (o) à procura de aventura? • E a pessoa com quem estou teclando é comprometida? • Ao sair com alguém comprometido estou pronta (o) para aceitar as conseqüências sejam quais forem? • – Sendo comprometida (o) estou ciente da magoa que posso causar em meu par, ato que pode até desencadear uma ruptura de uma relação que seguiria intacta sem este “deslize”? OBS: Se ambos são comprometidos e certos de querer viver uma aventura, nada os impede além de uma grande magoa para seus parceiros (assunto para outro artigo), desde que sejam honestos e não mintam para quem está do outro lado do computador… Além dessas e de outras perguntas que devem ser respondidas com muita honestidade pelos interessados, há outras regras básicas. Por exemplo: • Agendar um encontro em local aberto, de preferência, um parque movimentado, um shopping, um restaurante onde sempre há mais pessoas circulando; • Ir ao encontro acompanhada de uma amiga; • Olhar bem dentro dos olhos do pretendente e fazer as perguntas que lhe interessam, observando suas reações tais como desviar os olhos, gesticular de forma impaciente, olhar muito no relógio ou em qualquer objeto próximo. E, claro, demonstrar não gostar da presença da amiga e de outras pessoas no local do encontro. A partir daí, havendo identificações e vontade de prosseguir, deve-se iniciar um namoro, depois um noivado e, só ai, pensar em “juntar” as escovas de dentes. Pois da forma como a maioria das pessoas está agindo, “pulando” fases de conhecimento e já se unindo ao parceiro que mal conhece, é praticamente impossível estabelecer uma relação duradoura e grande parte dos romances iniciados pela Internet e que pulam estas fases, não ultrapassam dois anos de convivência, tendo em media, um período de seis meses de “felicidade” e muitos meses de “decepções” e “arrependimentos”. E isso tem sido alvo até de estudos e pesquisas que analisam os desequilíbrios de relações baseadas somente no virtual. Confira também: Ter ou não ter (filhos)?

Dra. Lou de Olivier  www.loudeolivier.com.br

Como aumentar os seios e a autoestima
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Quarta, 13 Março 2013 00:18
Em 2002 passei por uma cirurgia que deveria ser simples mas teve complicações e me fez perder oito quilos de massa muscular. Com isso notei que fiquei com um seio menor que o outro. É uma pequena diferença que nem os médicos que consultei dizem notar (ou importar) mas, para mim, passou a ser motivo de pesquisa (e uso) de todas as novidades anunciadas como eficientes no aumento dos seios.Foi assim que, depois de experimentar inúmeros recursos, resolvi escrever este artigo. Para anunciar os resultados mas também para relatar fatores muito relevantes que não levamos em conta quando estamos desesperadas em busca de uma melhor aparência. Iniciei o “tratamento” por via oral, já que é a forma mais acertada (e rápida) de se conseguir efeitos sobre o organismo. Foi quando verifiquei os fitoestrogenos. E percebi que a soja é uma boa fonte deles. Desandei a ingerir soja em leites e outros alimentos e também em comprimidos, mas depois de muitos meses sem nenhum resultado, comecei a questionar, se a soja realmente tivesse influência no aumento das mamas, as orientais (que as ingerem diariamente) seriam todas “peitudas” e a grande maioria das mulheres orientais tem seios pequenos… Além disso, pesquisando mais a fundo, descobri alguns inconvenientes da soja ingerida em grande quantidade. A soja contem fitoestrogénos (isoflavonas também chamadas isoflavonóides), que são estrutural e funcionalmente similares ao estradiol (MACKEY & ÉDEN, 1998). A variação estrutural química das isoflavonas é numerosa, e somente a soja contém 3 tipos de isoflavonas com 4 formas isoméricas, totalizando 12 diferentes tipos desse composto. As formas que têm recebido maior atenção nas pesquisas e que têm se mostrado mais ativas no corpo humano são a daidzeína, genisteína e gliciteína (DEWICK, 1994; KANAOKA, 1998; CHANG, 2002 ). Em pesquisas descobriu-se que os japoneses, que comem grandes quantidades de soja têm baixos índices de câncer de seio, útero, cólon e próstata. A partir daí anunciou-se que a soja é um alimento saudável e deve ser ingerido com freqüência. Porém um estudo de 2000 mostrou que um homem japonês típico ingere cerca de 8g (duas colheres de sopa) por dia, enquanto que os ocidentais que descobriram o valor da soja acabam consumindo em media 220 g (equivale a um pedaço de tofu e dois copos de leite de soja por dia). 

Disso tudo o que precisamos entender é que, segundo estudos, a genisteína e daidzeína contidas na soja estimulam e bloqueiam o hormônio estrógeno, tornando-o um desregulador endócrino natural, isso porque causa efeitos adversos sobre a saúde num organismo intacto. São anunciados outros “efeitos colaterais” no uso exagerado da soja e que não incluirei aqui para não estender demais o assunto, porém um eu preciso citar. Segundo pesquisa realizada no Japão em 1991 mostrou-se que 30g de soja por dia resultam num grande aumento de hormônio estimulante da tireóide. Fitoestrógenos na soja são potentes agentes antitireóides que causam hipotireoidismo/bócio/câncer da tireóide, entre outros. Diante dessas descobertas, achei que seria arriscar muito insistir na ingestão da soja, então eu descobri algo que anunciava uma grande eficiência para aumento o busto, os glúteos e ainda fortalecer e escurecer os cabelos. Isso parecia fantástico e merecia ser experimentado já que, apesar de conter os mesmos fitoestrogenos anunciados na soja, eles estavam em quantidades enormes e, realmente, provocavam rápido resultado. Imediatamente liguei para minha farmacêutica de confiança e pedi que me fizesse a fórmula mas ela nunca tinha ouvido falar desta tal “Pueraria mirifica”. Confesso que fiquei decepcionada e chateada com a desinformação dela. Como podia ser tão alienada? Como podia desconhecer um produto anunciado como sendo consumido há mais de 280 anos na Tailândia e já tendo sido aprovado em países como Japão, Austrália e Alemanha, entre outros? Fiz uma busca na internet e encontrei uma empresa que vendia essas pílulas milagrosas. Fiz o pedido e comecei a esperar a entrega. Ainda estou esperando, mas como só se passaram três anos do meu pedido, creio que ainda chegue um dia… Afinal, a Tailândia é um pouco longe do Brasil onde moro atualmente e demora mesmo… O site saiu do ar e eu não sei onde localizar os “fabricantes” do “comprimido milagroso”. Mas continuando minha busca por um seio maior, descobri um creme que aumentava os seios em até dois números. Mas que ótimo, creme seria o ideal, já que eu não queria aumentar os dois seios, eu só queria igualar o menor ao maior e viver feliz para sempre. Esse foi fácil de encontrar, já tinha até pronto e eu ganhei um desconto para o primeiro pedido (porque a moça da farmácia de manipulação disse que eu amaria o produto e ficaria freguesa). Esse chegou rapidamente, em dois dias eu já estava com o creme em mãos. Um cheiro delicioso, nossa, que perfume! Eu passava o creme três vezes por dia e amava o cheiro que ele exalava. A base dele? Commipheroline. A promessa? Aumentar os seios… Como já disse foi ótimo como perfume, mas como fator de aumento do seio… Também tomei uns comprimidos a base de ervas naturais que não aumentaram os seios mas aumentaram o meu mioma que estava quietinho (estacionado) e, depois do consumo das pílulas reiniciou processo de crescimento… Foi nesta época que eu mergulhei de cabeça num relacionamento. O cara não comentou nada sobre a diferença no tamanho dos meus seios e eu fiquei bem quietinha. Se ele não notou, não seria eu a apontar meu “defeito“. Passei a me alimentar melhor em horários regulares, a me sentir amada… Acabei até engordando uns quilos a mais do que o ideal. E sabem o que aconteceu? Meus seios começaram a parecer mais iguais em tamanho… Ta certo que fiquei meio barrigudinha, afinal, engordei o corpo todo mas ao menos, a diferença no tamanho dos seios parou de me incomodar… Dois anos depois, sozinha novamente, aqui estou eu na internet procurando outro “milagre” para igualar meus seios pois eles parecem (de novo) desiguais… E agora o problema parece pior pois estou com barriguinha saliente também… Mas isso não é problema já que, para a barriga saliente, já descobriram Caralluma Fimbriata e para os seios aumentarem consideravelmente já chegou ao Brasil a grande descoberta Voluform. Eu já estava quase fazendo o pedido quando um pensamento invadiu minha mente: Que raio de Psicoterapeuta sou eu? Como conserto rapidamente a vida de todas as mulheres que me procuram com seus traumas, distúrbios, problemas bem mais sérios e reais que os meus e não conserto minha vida? Não há nada de errado com meus seios, nem com meu abdômen, eu só preciso me aceitar e me amar mais. Assim como a maioria das mulheres só precisam ter mais amor e aceitação pelo seu corpo como um todo e não com uma parte que está maior ou menor em relação aos padrões que se estipulou como sendo “ideais”. Mas o que é ideal? Ser magra como as manequins que, ao desfilarem pelas passarelas, parecem que terão suas pernas quebradas a qualquer momento de tão finas e equilibradas em saltos imensos? Ter abdômen de tanquinho? Mas você usa o abdômen para lavar roupas? E o bumbum durinho, empinadinho e … Devemos, sim, nos preocupar com a boa aparência, isso nos ajuda a ter mais autoestima e até a produzirmos mais e melhor em todos os sentidos. Mas nunca transformar um padrão anunciado como “ideal” no nosso ideal de vida. É possível ser bela e muito amada tendo uns quilinhos a mais ou a menos, uns defeitinhos que, na maioria das vezes, só nós notamos. O que importa é sermos seguras, autoconfiantes e sabermos que somos um todo, um corpo integrado a uma mente, temos alma e coração. Somos mulheres por inteiro. E as pessoas vão nos amar (ou não) pelo que somos inteiras e não por uma ou outra parte de nosso corpo. Isso é ter autoestima. E ter autoestima não tem preço… Confira também: Ter ou não ter (filhos)? Foto: banco de imagem

Dra. Lou de Olivier  www.loudeolivier.com.br

A importância do exemplo para as crianças
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Terça, 24 Dezembro 2013 06:07
Sempre digo que devo ser privilegiada pois, diariamente, vivo cenas que me ensinam, aprimoram, grandes lições de vida e conduta. E hoje, como sempre, aprendi, ou melhor, constatei o que já sabia…Como sou muito atarefada e faço mil coisas ao mesmo tempo, natural que sofra alguns acidentes. Recentemente cortei meu dedo indicador e ainda estou andando com um curativo, por isso, sempre que lavo as mãos tomo o cuidado de não molhar o curativo – que é trocado apenas uma vez ao dia. Mas o que isso tem a ver com a grande lição de hoje? Calma que já vou explicar. Estava eu num banheiro público, de onde podia ouvir uma mãe falando com sua pequena filha (após usarem o banheiro, a mulher insistia para a criança lavar as mãos). Dizia ela:

– Filha, eu já disse, passa o sabonete e esfrega uma mão na outra. (A menina não reagia).  Filha, estou ficando sem paciência, você pode pegar sabonete e passar na sua mão? Sai do banheiro e notei que a mulher estava com a menininha no colo de forma a segurá-la no ar, inclinada diante da cuba e dirigi-me à outra cuba ao lado. A mulher insistia: – Minha filha, pega ali o sabonete e passa na mãããooo. A menina olhava para o porta-sabonete, olhava para a mãe, para suas mãozinhas mas não reagia… Pensei em falar algo, em outros tempos, eu desandaria a fazer um grande sermão com esta mãe. Mas ultimamente mais penso do que reajo e, em silencio, eu apenas peguei um pouco do sabonete líquido e comecei a lavar minhas mãos. Para não molhar o curativo, ergui o dedo indicador e passei sabonete nos outros quatro dedos e, desajeitadamente, espalhei o sabonete pela outra mão. Vendo esta cena, a pequena garota repetiu meu gesto. Sempre olhando para meu jeito de lavar as mãos, ela pegou um pouco de sabonete líquido, ergueu seu dedinho indicador e passou sabonete nos outros quatro dedos, exatamente como eu estava fazendo, depois enxaguou as mãos e pegou uma toalha de papel como eu tinha feito, enxugando as mãos. A sua mãe não percebeu (ou fingiu que não percebeu) e saiu puxando a garotinha que ainda me deu um sorriso como agradecimento pelo aprendizado. Mas a maior lição foi para mim. Sentindo uma emoção muito grande eu percebi o que já sabia porém nunca tinha constatado: as crianças, em alguns momentos, não entendem o que falamos, não entendem o que estamos pedindo (ou ordenando?) mas elas repetem nossos exemplos na prática. É preciso ter sensibilidade para entender as limitações de uma criança pequena e dar-lhe exemplos práticos e fáceis de seguir. Ela, certamente, responderá prontamente. Já presenciei muitas cenas de mães que dão uma ordem várias vezes e, quando a criança não cumpre, as mães gritam, xingam, algumas até batem e, com isso, só criam traumas e incompreensões. Quando, na maioria das vezes, bastaria apenas fazer um gesto que seria prontamente copiado… Eu poderia seguir escrevendo, citando vários outros exemplos que já presenciei mas acho que já está muito claro. Que os adultos tenham mais sensibilidade para entender as limitações das crianças e que as crianças tenham paciência para esperar que os adultos,um dia, as tratem como apenas crianças… Confira também: Ter ou não ter (filhos)?

Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br

Natal, tempo de reconciliações
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Segunda, 10 Dezembro 2012 07:22

É comum em famílias, sejam grandes ou pequenas, algumas desavenças. Algumas vezes, essas desavenças são logo solucionadas, com pedidos de desculpas e até algum presente ou lembrancinha, o que faz, ao menos, teoricamente, que os envolvidos esqueçam o incidente. Se essa reconciliação for mesmo verdadeira, ótimo, todos seguem como se nada tivesse ocorrido. Mas, o que acontece na maioria das vezes é que não pede-se as devidas desculpas, ou então, tenta-se desculpar com frases subjetivas ou presentes “fora de hora” que acabam não surtindo o efeito desejado, já que não dizem a que vieram. Também pode acontecer de duas ou mais pessoas desentenderem-se, chegarem a pedir desculpas, mas guardarem algum ressentimento ou então não verem seus próprios erros e imaginarem que o outro (ou outros) é que precisa desculpar-se. E mais uma série de atitudes que acabam por prejudicar muito as relações. É ai que entram datas comemorativas que, em alguns momentos, são usadas para “justificar” uma reconciliação. Aniversário, dia das mães, dos pais, e tantas outras datas que parecem a desculpa perfeita para um presente e um sorriso de paz. Dentre as datas comemorativas, sem dúvida, o Natal é a que mais nos impulsiona a isso.

O próprio clima parece propício; músicas natalinas, muitas luzes coloridas e piscantes, formando desenhos e paisagens por toda a cidade e, seja qual for o clima do país, parece que sempre combina com essa festividade. Ao aproximar-se a data, todas as pessoas parecem atingidas pelo espírito natalino, ficam mais alegres, sensíveis, compreensivas, desculpam-se com mais facilidade e, no auge, ou seja, no dia de Natal, todos abraçam-se, comovidos e unidos numa felicidade que parece eterna. Mas, logo vem janeiro com seus IPTUs, IPVAs e tantos “IP alguma coisa” que acabam tornando as pessoas novamente carrancudas, agressivas e lá se vai todo aquele clima natalino que parecia ter conquistado a todos em definitivo. Para solucionar isso de uma vez por todas, é preciso perceber o Natal, assim como qualquer data comemorativa, como uma grande oportunidade de reconciliação, desde que seja verdadeira e duradoura. Caso contrário, será apenas mais um dia feliz em meio a tantos, infelizes e improdutivos. E, para pessoas que têm conflitos mal resolvidos ou grandes atritos, o melhor a fazer será procurar uma boa terapia, resolver a fundo, as questões e deixar que o natal cumpra seu verdadeiro papel, que é o de comemorar o nascimento de Cristo (para quem segue os preceitos cristãos) e o de confraternizar a todos como irmãos – sejam eles pacíficos ou “brigões”. Insistir em “fazer as pazes” no Natal só tornará o atrito maior e a data menos significativa do que realmente é. Confira também: Que neste Natal seja comemorado o amor

Dra. Lou de Olivier  www.loudeolivier.com.br

Dia Internacional da Mulher
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Domingo, 04 Março 2012 10:08

Sexo forte Mais um ano se passou e, novamente, estamos comemorando o Dia Internacional da Mulher. E, como em varias datas comemorativas, nesses momentos, parece que tudo já foi dito (ou escrito) e faltam idéias ou comentários para o tão comemorado dia… Porém, refletindo mais profundamente, percebo que muito ainda há a dizer sobre este dia e, acima de tudo, sobre a mulher. Em cada dia, em cada momento, ser mulher é algo mágico, sublime, encantado. E, antes de discorrer sob este ângulo, preciso relatar algo que, além de histórico, é marcante em relação a esta data. Conta-se que, no ano de 1857, no dia 08 de março, as operárias de uma fábrica de tecidos de Nova York resolveram reivindicar melhores salários (equiparados aos salários masculinos), tratamento mais humano para as mulheres, redução de carga de trabalho e outras reivindicações. Por isso, reuniram-se na fabrica e iniciaram a manifestação. Em resposta ao manifesto, elas foram trancadas dentro da fábrica e esta foi incendiada. Calcula-se que aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas. Esta data começou a ser marcada em razão deste triste episódio. Somente no ano de 1910 foi decidido que o dia 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Esta decisão aconteceu durante uma conferência na Dinamarca. Porém, foi a partir de 1975, por intermédio de decreto que esta data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas. Portanto, historicamente, esta data não foi criada apenas para comemorar mais um dia festivo e sim para incentivar debates e conferências para lembrar estas heroínas e para discutir o papel da mulher na nossa sociedade atual numa luta que ainda continua para vencer preconceitos, desvantagens e até violências que a mulher sofre diariamente. Sabendo deste objetivo, fica mais fácil discorrer sobre o assunto e frisar que esta data é muito mais significativa do que pode parecer. Então fica mais forte homenagear a mulher em diversas áreas e posições. Mulher que é mãe e, por isso, tem o eterno amor e admiração dos filhos. E não importa se é boa ou má, se entende de psicologia ou de criar traumas, se é inteligente e culta ou se é “barraqueira”, não importa de que tipo, mãe é mãe e sempre será amada e querida por todos os filhos do mundo. Mulher que é filha e, por muitas vezes, critica a mãe e acaba tomando as mesmas atitudes, cometendo os mesmos deslizes e erros que tanto criticou e, só ai, entende as atitudes da própria mãe. E aí está o segredo, fazer da mãe um espelho e de suas próprias atitudes o aprendizado refletido. Mulher que é mulher sabe ser feminina – provocantemente sensual e conquistadora – e deixa sua marca, seja qual for, mas também sabe ser valente, enfrentar a vida de frente e vencer em todas as batalhas. Mulher que pode ser homem porque achou melhor posicionar-se assim e que encara suas opções com orgulho e sabe que pode escolher qualquer caminho que se dará bem porque mulher é mesmo bem resolvida em qualquer situação… Mulher que sabe bem o que quer, de onde veio para onde vai e que no dia de hoje pode ser homenageada sem precisar ser queimada ou ferida porque os tempos mudaram mas a luta continua. Ainda há muito a fazer, a reivindicar mas, sem duvida, os resultados são mais produtivos e menos violentos do que o oito de março que originou esta comemoração e este meu artigo… Feliz Dia Internacional da Mulher!

banco de imagem

Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br

Vícios transferidos
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Sábado, 12 Novembro 2011 07:57
Vícios transferidos – quando o que importa é se salvar (incluindo uma dica importantíssima para as mulheres)  Ao longo da minha carreira como Terapeuta e da minha vida como uma transeunte deste maravilhoso planeta, tenho sido contemplada com experiências riquíssimas que me proporcionam oportunidades de grandes reflexões e, em consequência, crescimento em todos os sentidos. E, como sou muito altruísta, sempre divido meus aprendizados com meus leitores.Hoje trago um grande aprendizado que obtive recentemente, observando dois casos de supostos ex-viciados. Digo supostos porque, do ponto de vista terapêutico, eles agiram apenas em transferências de vícios e continuam tão ou mais viciados, ainda que imaginem-se curados. Para ilustrar os casos, farei um resumo sem relatar idade, sexo, posição social, menos ainda, nome ou qualquer identificação. Apenas o caso em si. Caso 1 Pessoa que, por muitos anos foi alcoólatra, já tendo tentado algumas vezes o suicídio. Depois de passar por vários tratamentos psiquiátricos e de algumas internações para desintoxicação, tendo voltado ao vicio, ingressou em uma igreja, frequentando assiduamente os cultos e envolvendo-se cada vez mais com a rotina da igreja. Após alguns meses, diz-se totalmente curada, já se deu alta por conta própria do tratamento medicamentoso, entregou-se totalmente à pregação e segue renegando tudo o que viveu anteriormente, seguindo uma nova vida voltada somente ao que é divino, longe de qualquer pecado e imune ao vício do álcool. Caso 2  Pessoa que passou aproximadamente 70% de sua vida drogando-se, ou seja, iniciou-se no vício das drogas por volta dos 14 anos e passou 30 anos utilizando várias substancias tóxicas, especialmente cocaína, maconha e, nos últimos 20 anos, crack, tendo períodos de abstinência entre dois e três anos, sendo que nessas ocasiões, estava internada em comunidades ou em manutenção em grupos de apoio. E um detalhe importante: sempre envolvida amorosamente com alguém. Bastava a relação esfriar para a pessoa ter uma recaída nas drogas. Recentemente, após passar um período em uma comunidade terapêutica, retomou uma relação amorosa, mas esta já estava desgastada até mesmo por suas atitudes de pessoa viciada. Ao terminar esta relação, imediatamente, buscou outra pessoa, com padrões parecidos à antiga parceira e transferiu todos os sentimentos de vários anos da antiga relação para esta nova relação, ou seja, a pessoa que ela acabou de conhecer passou a ser seu grande amor e motivo para viver.

O que esses dois casos têm em comum? Simples, transferência de vícios. A primeira pessoa transferiu seu vício do álcool para o divino e a segunda transferiu do vício para o amor, do amor para o vício e assim por diante a vida toda. Agora quero frisar bem que não sou contra o viciado ter uma relação de amor ou procurar uma religião, ao contrário, eu incentivo essas atitudes. É muito positivo ter uma relação estável e apoiadora com uma pessoa que não tenha o mesmo vício e que sirva como porto seguro, da mesma forma que é extremamente aconselhável que se procure uma religião e busque nela a força e o apoio para vencer suas fraquezas. O que não se pode fazer é utilizar um amor ou uma religião como tábua de salvação, como algo que vicia tanto quanto uma droga. Porque o propósito da religião é promover uma religação do ser humano com o divino e, com isso, proporcionar paz e equilíbrio espiritual e não servir como alternativa para não voltar ao antigo vício. E em relação ao amor numa relação a dois, este deve ser um complemento para a vida e não o motivo principal de se viver. Outro fator que se prega tanto em nível religioso quanto em nível de tratamento (*especialmente em comunidades terapêuticas) é o direito de abandonar todo o passado de erros e seguir uma nova vida como se tudo o que a pessoa, suposta ex-viciada, fez anteriormente não tivesse tido nenhuma consequência para ela e para quem com ela conviveu. Isso não só enfraquece o que poderia ser uma cura como vende a ideia de que é possível aprontar tudo e mais um pouco e depois se internar ou se converter a uma religião – e todos viverão felizes para sempre como na novela das seis. Porém, na novela da vida, o patrocinador não é tão complacente e acreditar neste rompimento com o passado é algo até infantil e descabido. É preciso analisar tudo o que foi feito, os pontos que falharam, resolver as pendências, traumas, etc. e parar com essa ideia de que muitas clinicas e comunidades passam aos internos que podem abandonar, aos poucos, a antiga vida que não funcionava. Ora, o que não funcionava era o indivíduo diante da vida antiga e não a própria vida que não funcionava. A vida sempre funciona bem, algumas pessoas é que a entendem de forma tão distorcida e irreal que acabam sendo disfuncionais em situações que para qualquer outra pessoa é normal. “Culpar” a vida antiga e “tratar” uma pessoa de forma a abandonar a vida antiga só vai fazê-la dependente do suposto tratamento e, a qualquer deslize, voltará ao vício. Da mesma forma, entregar-se a uma religião, esquecendo-se de tudo o que é do mundo e ligando-se somente ao divino, é louvável e deve sim ser feito se a pessoa sentir que é esse o seu caminho, que quer se aperfeiçoar cada vez mais em busca do poder superior de Deus mas nunca usar isso como fuga de um vício ou, pior, transferência de vícios. Resumindo, entregue-se, sim, ao amor ou a uma religião mas que essa entrega seja em busca de realização plena e complemento de seus conceitos e não como fuga do passado ou de vícios ou de qualquer coisa tão horrível que foi feita e precisa ser escondida debaixo do tapete. Aproveito para dar dois recados importantes:  Primeiro, que este artigo sirva de alerta às mulheres que, desavisadas, imaginam que estão sendo muito amadas por homens que acabaram de conhecer. Geralmente, eles não estão nem enxergando o que estão fazendo, apenas procurando uma tábua de salvação e suas loucas declarações de amor podem transformar-se em grandes lamentos se a “musa” escolhida não tiver sensibilidade para detectar esse desequilíbrio. Lembram daquele antigo comercial: “Se um homem de repente te oferecer flores…” é possível uma paixão à primeira vista, mas o mais provável é que a resposta seja… “Cuidado, isso é fuga”… E seja lá do que ele esteja fugindo, é melhor que você não sirva de esconderijo… Segundo e muito importante, estou lançando uma técnica de real mudança de vida em todos os sentidos, intitulada “Terapia do Equilíbrio Total/Universal”, é possível conhecê-la como tratamento (qualquer pessoa pode fazer) ou como treinamento (para profissionais de Saúde), inclusive já tenho duas turmas agendadas para outubro. Vale a pena conhecer este novo e revolucionário método de mudança total (e para melhor) de vida. Saiba mais em www.multiterapia.med.br Confira também: Independência química Foto: banco de imagem

Dra. Lou de Olivier  www.loudeolivier.com.br

Paixões obsessivas e crimes passionais
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Quinta, 12 Agosto 2010 11:12

Muitas pessoas me escrevem perguntando minha opinião sobre casos recentes de homicídios envolvendo paixões e obsessões. Então resolvi escrever este artigo de forma generalizada e, ao final deste artigo, comentarei os casos que estão na mídia como o do goleiro Bruno e da advogada Mércia Nakashima. Inicialmente, é preciso frisar que quem sente amor (ou mesmo paixão) de verdade, não mata o objeto de sua paixão/amor. O que impulsiona o ato de matar é outro tipo de sentimento que pode ser de posse, ciúme doentio, desprezo, vingança, incapacidade de lidar com frustrações, em alguns casos,  arrependimento pelo envolvimento e tantos outros fatores que podem (não deveriam, mas podem) desencadear um crime passional. Também é preciso frisar que, a princípio, qualquer ser humano pode descontrolar-se e cometer um crime, o que difere uma pessoa de outra é o seu autocontrole, educação recebida na família, raciocínio equilibrado, e muitos outros fatores inclusive, sua fé em si mesma e sua vivência religiosa, ou seja, até mesmo os valores adquiridos na sua espiritualidade a tornam mais comedida e sensata.  Portanto, quem comete um crime seja qual for,  já está falho nesses conceitos que citei. Amor, paixão e ódio Há ainda um fator pouco explorado e que parece ser a chave para entender a confusão que algumas pessoas fazem com os sentimentos de amor, paixão e ódio. Esta chave está no amor próprio transferido para o amor a dois e, em casos de triangulo amoroso, no amor a três. Tentarei explicar em poucas palavras o que isso significa: Quando crianças, aprendemos (ou deveríamos aprender) a ter amor próprio.  Isso nos torna aptos a nos amar, cuidando de nós mesmos com carinho e dedicação. Ao crescermos, aprendemos a dividir este amor próprio com alguém que nos desperte romanticamente. Então, começamos a construir um amor a dois, com respeito pela individualidade (nossa e do nosso parceiro). Quando esta relação se torna falha, ou tentamos consertá-la ou, alguns mais impacientes, procuram uma terceira pessoa. A descrição acima é a ideal e, na teoria, funciona perfeitamente  porém, na pratica as coisas não são tão simples: A começar pelo amor próprio que quase ninguém desenvolve de forma correta e satisfatória, ou vem em excesso causando narcisismo, tornando o individuo extremamente seguro, voltado a si mesmo ou vem em ausência parcial ou total de auto estima o que torna o individuo inseguro e voltado a agradar aos outros. Tanto em excesso quanto em ausência de auto-estima o individuo se mostra desequilibrado. E é este desequilíbrio que, se não for bem trabalhado, pode levar o individuo a atos descabidos e até aos crimes que estão diariamente nos noticiários. Quanto aos motivos que desencadeiam esses crimes, muitas vezes, bárbaros e com requintes de crueldade,  são muitos, o mais provável seja uma forma de “revidar” o sofrimento causado pela separação. O abandonado, não aceitando que o seu par não o queira mais e estando em estado de profundo sofrimento, ao invés de lidar com a situação e tentar sair dela, mergulha profundamente nesta dor e quer causar a mesma dor no amante que o abandonou.  Isso, na mente doentia do abandonado, justifica cometer um crime cruel que não só tira a vida do ex-amante – mas o faz sofrer muito antes de morrer. Triângulo amoroso Um dos motivos que parecem justificar um crime passional é o triangulo amoroso. Esta não deveria ser justificativa mas acaba sendo em muitos casos. Este tipo de paixão, aos olhos do “traído” parece ser o motivo desencadeante para que dê escândalos, passe a perseguir o “traidor” e até cometa um crime tirando a vida do seu ex. Em alguns casos, nem é preciso existir uma traição consumada. Para o “traído”, basta perceber que o seu abandonador está se divertindo numa festa ou saindo com amigos ou qualquer ato que demonstre estar bem enquanto o abandonado “sofre tanto”. É esta alegria, este bem estar que o agressor quer matar, ele quer que o ex sofra tanto ou mais do que ele com a separação e, em seu desequilíbrio, pensa que matando o ex, matará a alegria dele. Bem, faz sentido, matando o ex, certamente morrerá sua alegria e bem estar mas o que o agressor não percebe é que está tirando uma vida e que ele (agressor) sofrerá mais ainda pela perda anterior da relação e agora pelo crime cometido, pelo remorso que passará a sentir e por todas as punições que sofrerá em decorrência de seu ato criminoso. Apesar desse assunto ser bastante complexo, creio que consegui explicar de forma simples e sucinta o que leva indivíduos a cometerem crimes passionais como este mais recente envolvendo Misael Bispo e sua vítima, Mércia Nakashima.

Além de um crime passional Quanto ao crime que repercute a mídia envolvendo o goleiro Bruno e sua vítima, Eliza Samudio, vai além de um crime passional, parece ser um crime para livrar-se de uma pessoa que poderia ameaçar sua carreira ou reputação. Fatores citados pela delegada Alessandra Wilke como a passagem do goleiro por um motel de Minas Gerais, juntamente com Eliza, o bebê e outras pessoas, pagando a conta com seu cartão de debito (Bruno), ou seja, deixando rastros. E outros fatores amplamente comentados em jornais escritos e falados,  mostram que este crime tem detalhes que fogem totalmente das analises convencionais e não pode ser considerado apenas um crime passional. Não tenho contato direto com os envolvidos e, repito, escrevo este artigo apenas para esclarecer muitas dúvidas que estão me enviando mas, pelo que leio e assisto em noticiários e jornais, o que mais motivou este crime foi a necessidade de calar alguém que estava “atrapalhando” a carreira e a reputação do jogador. Pela quantidade de pessoas envolvidas, os detalhes e motivos não param por aí e cabe à policia investigar a fundo. O que posso comentar neste caso é que sirva como alerta, pois há outros meios para se buscar o reconhecimento de paternidade e, não querendo justificar o crime, apenas deixo como alerta a qualquer mulher que tenha esta necessidade, que procure os órgãos competentes, procure um bom advogado (existem até serviços gratuitos para quem não pode pagar um advogado) e, certamente, mesmo que morosamente, conseguirá ter seu filho reconhecido. Até porque, se um pai se nega a reconhecer seu filho, dá para prever que não será numa conversa amigável que irá mudar de idéia. Forçar conversas e atitudes pessoalmente poderá desencadear atitudes violentas como foi neste caso e em tantos outros que, de tempos em tempos, preenchem os noticiários. A pergunta que fica no ar é: Como pode alguém praticar um crime tão cruel, envolvendo tantos cúmplices e ninguém, em nenhum momento, refletir melhor e perceber que, cedo ou tarde, isso viria à tona? Esse, sim, é um assunto que renderá outro profundo artigo que escreverei em breve. Aguarde! Saiba mais sobre paixões obsessivas, casamento, divórcio, traições, drogas e muitos outros assuntos envolvendo família e relações no meu livro: “Distúrbios Familiares”, autoria: Lou de Olivier, Editora WAK – Rio de Janeiro – RJ. Confira também: O outro lado da traição Fotos: reprodução

Dra. Lou de Olivier  www.loudeolivier.com.br

Bolsa de mulher
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Sábado, 22 Agosto 2009 07:25
  A bolsa de uma mulher   Antes de escrever especificamente sobre a “bolsa de mulher”, preciso relatar o fato e cenas que me levaram a escrever sobre isso… Recentemente fui assaltada, roubada mesmo, à mão armada, por dois indivíduos que levaram meu carro e tudo o que havia dentro dele, (minha bolsa com cópias da chave do carro, da minha casa, meus celulares, roupas que eu mantenho no banco de trás, todos os meus cartões de crédito, débito, múltiplos) e, entre muitos outros objetos, levaram até as compras que eu tinha feito no supermercado… Passado o susto e o desespero inicial, pedi ajuda ao meu irmão e, em seguida, liguei pra policia que logo chegou ao local e, após a ocorrência inicial, aconselharam-me a ir a uma delegacia fazer um B.O. (Boletim de Ocorrência) e foi o que fiz. Meu irmão, gentilmente, me acompanhou, inclusive me levou no carro dele, já que eu não tinha mais carro. Durante o trajeto, ele aproveitou pra dar aquela bronca básica que todos os homens acham que as mulheres merecem quando “cometem algum erro”…. – Tinha que dar nisso, afinal não é hora de estar transitando, na verdade, ao invés de sair pra jantar com uma amiga, porque não marcaram um almoço? Tinha que sair tão tarde? E o supermercado, precisava fazer uma hora dessas, depois do jantar?… Por que não faz supermercado durante o dia que é mais seguro? E olha como você está vestida? Parece que vai pra uma festa de gala, precisa tudo isso pra ir a um jantar com uma amiga e, depois fazer supermercado??? E blá, blá, blá…. Finalmente chegamos na delegacia e saltei do carro pra parar de ouvir a ladainha mas, assim que meu irmão encontrou uma policial, já foi dizendo… – A senhora que é uma policial preparada e deve saber bem os perigos da cidade, pode dizer a esta figura aqui que eu só estou tentando ajudá-la? – Claro – respondeu a simpática policial – o que precisa que eu esclareça? – Imagine a senhora que minha irmã acaba de ter seu carro e todos os seus pertences roubados e estou dizendo a ela que não deveria andar com tantos cartões e objetos na bolsa, por exemplo… – Mas eu também ando com todos os meus cartões e objetos na bolsa – respondeu a policial. – É mesmo? – disse meu irmão meio decepcionado. – Bem, tá certo que a senhora ande com a bolsa repleta de documentos e cartões, mas e os cartões de lojas que não funcionam neste horário? Ao menos esses, a senhora deixa em casa, né? – Levo tudo, afinal, não dá pra ficar trocando de carteira a toda hora. – Bem… – já pigarreando e totalmente desconcertado, meu irmão continuou – deixando os documentos e cartões de lado, me responda, a senhora acha que tem cabimento, se produzir toda pra ir jantar com uma amiga ou ir ao supermercado? Se fosse um encontro romântico, entenderia, mas precisa essa produção toda pra jantar com uma amiga? Está tão arrumada que parece pedir pra ser assaltada… – Eu passo maquiagem até pra ir à feira ou comprar pão na padaria da esquina. Nunca se sabe quando alguém especial vai surgir e acho mesmo que mulher tem que andar bem arrumada, sim… Nem preciso relatar que, depois desses comentários, meu irmão calou-se até encontrar um policial que lhe deu razão, claro… No dia seguinte, fui procurar um computador pra comprar com urgência… (sim, meu laptop também estava no carro roubado) e, comentando com o vendedor a cena da delegacia, ele me contou que a esposa dele já foi assaltada duas vezes, levaram todos os documentos e cartões dela, foi uma maratona conseguir tudo novamente e, no entanto, ela continua andando com a bolsa cheia de cartões e documentos, leva todos na bolsa mesmo que seja pra comprar um simples jornal ou pães na esquina de casa… Diante desses comentários e relatos só posso pensar que, nós mulheres, temos mesmo em comum a mania (ou seria praticidade?) de carregar tudo na bolsa. Se, por um lado, isso atrapalha, torna a bolsa mais pesada e vira uma tragédia em caso de assalto, por outro lado, facilita a vida. Podemos comprar aquele sapato maravilhoso ou aquele casaco incrível que parece “sorrir” pra nós naquela vitrine ou qualquer objeto que precisamos comprar, afinal, todos os nossos cartões estão na bolsa, basta “sacá-los”. E, se por acaso, surgir um concurso inesperado com um prêmio imperdível e pra se inscrever é preciso ter o numero do seu titulo de eleitor, fácil, basta pegar em sua bolsa que tem todos os seus documentos… E qual mulher nunca socorreu alguém (geralmente um homem) com uma terrível dor de cabeça ou azia, simplesmente abrindo sua bolsa e tirando dela um santo remedinho? E outras situações que seriam um transtorno se estivéssemos com uma simples carteirinha masculina no bolso e só conseguimos solucionar as situações por estarmos com tudo e mais um pouco dentro da bolsa… E, quanto a nós (que nos produzimos até para comprar pães), não importa se nos arrumamos pra encontrar alguém especial ou não. Acho que nos maquiamos e nos vestimos bem pra encontrarmos a nós mesmas, afinal, é indescritível a sensação de passar por um espelho e ver nossa linda imagem refletida nele… Qual mulher não para diante de um espelho só pra se admirar? Eu paro em todos… E você? Portanto, homens, é bom que vocês redobrem os sistemas de segurança da cidade porque nós, mulheres, vamos continuar nos produzindo todas e andando com bolsas super-equipadas, por mais riscos que isso nos faça correr…       Fotos: banco de imagem Dra. Lou de Olivier  www.loudeolivier.com.br

Ser mulher…
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Domingo, 08 Março 2009 05:46
    Um ser chamado mulher   Ser mulher é muito difícil, mas não é impossível. Se fosse, não existiriam tantas mulheres maravilhosas transitando e mudando o mundo para melhor. Claro que existem aquelas incompetentes, interesseiras, ignorantes, insignificantes e tantos outros defeitos comecem ou não com a letra “i”, mas essas “i” qualquer coisa, a gente ignora com todos os “iii”. Vamos falar de mulheres que sabem ser mulher, e isso inclui ser bela e faceira, por uma vida inteira, vivendo cada fase, adaptando-se ao tempo que, fatalmente, a deixará com rugas, que ela verá como sinais de experiência, com os seios meio caídos que, para ela será a recompensa por tantas vezes ter dado o peito em alimento a um filho ou como abrigo a um amigo que chorava, então, se com o tempo, seus seios ficarem meio flácidos, não será um motivo de tristeza, mas sim de alegria, por tanto amparo que causaram. O tempo também e, certamente, a deixará com a barriguinha saliente, que ela verá que, acima de uma barriga, ela é um ventre que gera vida, que recebe o sêmen, que já é a semente mas, se caísse em qualquer outro lugar, morreria sem nada gerar e, se gera, é por que um ventre o recebe, une a um óvulo e ainda serve de moradia a esse ser que começa a crescer… Mas ser mulher é muito mais do que isso – é saber cozinhar, mesmo queimando o dedo, é saber guardar segredo e enfrentar tudo sem medo. Ser nobre de alma, saber perdoar sempre, sem medo de ser chamada de boba, na verdade bobo é quem acha que uma mulher tem que ser dura com os errantes, pisotear os amantes e posar de “top”. Tem que ser guerreira sim, mas no dia-a-dia, criar poesia, lutar por um mundo mais justo, aprender a levar susto sem surtar. Assumir que não é bonita 24 horas por dia, tem fases em que incha, outras em que pechincha, tem a cara de noite mal dormida, a cara de mal agradecida, cara de oferecida e, além de muitas outras, ainda tem a cara de noite bem vivida… Ser mulher é vestir-se de forma ousada ou recatada, depende de onde é esperada. É ser forte e resistente, driblar qualquer dor, do parto, da rejeição no quarto, de ser trocada pela “melhor amiga”, de menstruar todos os meses, mas ainda quando esse sangue desce cedo demais, ali pelos oito anos de idade em que a vontade é correr alegremente, mas a dor no ventre é tanta que desiste-se da brincadeira sem saber direito por que, entre tantas meninas no mundo, tinha logo que ser com ela. Mesmo assim, não tem choradeira, por que sabe que a dor é passageira, logo cessará e a brincadeira irá reiniciar-se, até que no próximo mês em que irá menstruar e… Ser mulher é ser mãe, pode ser de filhos legítimos ou adotivos, ou até daqueles que vão se chegando, com cara de carente, vão ficando e, quando se percebe, na nossa casa já estão morando. Mas também é ser mãe de gatos, cachorros e tantos outros animais sejam adquiridos em caros pet shops sejam recolhidos das “pet ruas” que é onde mais se acham esses seres que tantas alegrias nos dão. Ser mulher é ser feia e bonita, é ver-se pelo avesso, olhar-se no espelho da alma, saber perder a calma e encontrá-la em seguida, é pedir desculpas, é saber errar e se perdoar… É saber que a Ciência já comprovou que a mulher foi o primeiro ser, neste planeta, a ter vida biológica, o que, aliás, tem lógica, já que a mulher gera o ser em seu ventre. Contrariando os princípios de tantas crenças e religiões que pregam a superioridade masculina e seu surgimento antes da mulher, mas neste ponto resta uma dúvida, se a mulher foi o primeiro ser, quem a fecundou?… Mas, antes de sugerirmos mais um dilema, já há tantos no Universo, termino essa prosa em verso, dizendo que ser mulher é tudo isso e muito mais. Ser mulher é partir desse meu texto e se completar. Ser mulher é, acima de tudo, saber ser um grande ser…   Fotos: banco de imagem Dra. Lou de Olivier  www.loudeolivier.com.br

Marido ou amante?… Fique com os dois!
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Segunda, 22 Junho 2009 01:30
 Frequentemente recebo mensagens descontraídas analisando as relações ou sugerindo como lidar com o cotidiano e acho até divertidas, porém… Desculpem-me as amigas que enviam este tipo de mensagem, mas hoje eu preciso analisar este tema. Já recebi algumas vezes uma mensagem que diz algo assim: “Foi provado, após acompanhamento de vários casos, que todas as mulheres precisam de dois homens: um em casa e outro fora de casa… O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da esposa e da casa. O outro cuida de ti na cama. O marido fala dos problemas, das contas a pagar, das dificuldades do dia. O outro fala da saudade que sentiu de ti durante a tua ausência… O marido telefona para perguntar o que tem que comprar no supermercado… O outro telefona só para dizer que sente saudades… O marido dorme com um pijama velho, de cuecas e, às vezes até de meias. O outro dorme completamente nu, abraçadinho a ti… Bem, vais perguntar: – Por que não trocar o marido pelo amante? Pelo simples fato de que o amante, se for viver contigo, passará para o papel de marido e logo, logo, terás de encontrar outro”… A mensagem ainda segue com muitas comparações e dizendo que se você for “egoísta” e não passar isso a, ao menos, cinco amigas em dez minutos, ficará sozinha… Em primeiro lugar, gostaria de saber quem acompanhou, quais casos e qual a fundamentação para estas afirmações. Indo mais a fundo, chego a sentir pena das mulheres que se deixam levar por estes pensamentos e “condições”. Antigamente era o marido que sustentava a casa, cuidava da parte financeira e a mulher não esperava que fosse bom amante, bastava ser bom provedor. Os tempos mudaram, as mulheres emanciparam-se, passaram a ter sua própria renda e ficaram mais exigentes, passaram a querer um homem bom de cama, romântico, atencioso, entre outras qualidades. Então, na maioria dos casos, os dois trabalham, os dois contribuem com as despesas da casa, os dois têm a hora de reclamar da vida, do trabalho, do transito e os dois têm momentos românticos, sensuais, enfim, a relação segue equilibrada entre a realidade do cotidiano e a descontração e felicidade dos momentos a dois… Neste tipo de relação, que eu entendo como ideal, não há marido/esposa ou amante, há duas pessoas que se amam, vivem juntas, se apóiam, se entendem, conversam, transam, enfim, relacionam-se por completo. Se há outros tipos de relacionamentos, em que um só sustenta a casa (hoje em dia muitas mulheres saem para trabalhar e deixam o homem em casa cuidando do lar e dos filhos) e se os dois se entendem bem assim, tudo bem também. O importante é encontrar o melhor tipo de relação para cada casal. O que não da para aceitar é que, nos dias de hoje, uma mulher ainda pense tão pequeno imaginando que o marido deve “sustentá-la” e também sustentar a casa, os filhos etc. e o amante seja somente para lhe dar prazer. Aliás, querida internauta, pense bem, se um homem aproxima-se de uma mulher somente para dizer que sentiu saudade, só cuida dela na cama, não se envolve com seus problemas, não participa do seu orçamento doméstico e só tem prazer a oferecer, está “usando” a mulher, não acha? Está na hora de deixarmos de ser tão sonhadoras, de imaginar que um homem seja somente marido ou somente amante ou somente amigo. E procurarmos o homem real que nos ajuda a pagar as contas domésticas, que reclama do trânsito e do trabalho mas também faz amor de tirar o fôlego e, se dormir de pijama velho e de meias, ainda assim é capaz de nos fazer delirar porque o que importa não é a embalagem é o conteúdo. E, para finalizar, já que, ao invés de passar a mensagem que recebi a apenas cinco amigas num prazo de dez minutos, eu estou passando a inúmeras leitoras por tempo indeterminado, vou querer a sorte de ter para sempre ao meu lado este maravilhoso homem normal que tem defeitos e tem qualidades e que, acima de ser meu provedor ou meu amante, é meu homem… Inteiro e real…   Fotos: banco de imagem Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br

O que os homens querem, afinal?
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Segunda, 06 Outubro 2008 09:01
   Depois que a Internet fortaleceu-se como um grande meio de comunicação, tornou-se comum para todos os usuários manterem contato diário com pessoas que não os conhecem pessoalmente. Também tornou-se comum amigos comunicarem-se com freqüência via net e passarem meses sem um encontro real. E, quando esse encontro finalmente acontece, às vezes, provoca situações bem estranhas. Foi o que aconteceu comigo, recentemente: Precisei contatar dois amigos que eu não via desde a Bienal de 2002. Mas, por integrarem minha lista VIP, receberem minhas mensagens e comunicados freqüentemente e, ao telefonar a esses amigos, enfrentei uma situação bem estranha. Um deles foi bem amável, adorou meu telefonema e até agendamos um almoço para que eu conhecesse a sua nova namorada. Detalhe importante: esse meu amigo já me apresentou a umas “duzentas e nove” novas namoradas, mas pela nossa velha amizade eu ainda finjo surpresa a cada apresentação. A reação do segundo amigo foi totalmente contrária – me atendeu rispidamente e chegou a dizer que só me atendeu por não saber que era eu quem telefonava e que “iria despedir sua secretária” por não ter passado minha identificação correta a ele… Nessas alturas ele já estava gritando e eu – pasma – tentando entender a reação dele. A princípio, pensei que estivesse enganado, talvez me confundindo com outra pessoa. Em seguida pensei em dizer a ele uns desaforos e desligar. Mas a psicologia falou mais alto e calmamente disse a esse meu amigo: – Puxa, não nos vemos há quase dois anos, liguei por que preciso mesmo de um favor seu e acho que, depois de tantos favores que te fiz, não custa nada me ajudar… Mas diante de tanta revolta de sua parte, só me resta perguntar – ‘Fiz algo que te ofendeu ou magoou? E esse algo que fiz não tem mais conserto?’… Ele ficou em silêncio por alguns segundos, depois confessou que toda a sua ira devia-se a divulgação da publicação na internet de meu conto: “Dona Aninha e seus vários maridos”. Não tive outra reação a não ser cair na gargalhada, o que o irritou mais ainda e o fez desligar o telefone antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. Pensei em ligar novamente, mas apenas preferi pensar no episódio. E, pela primeira vez, decidi não analisar o fato me fundamentando em nenhuma base, nem Psicologia, nem Multiterapia, nenhuma “regra” nem opinião fundamentada. Apenas comecei a pensar como mulher que sou e, como tal, com todo o direito de questionar uma atitude totalmente tresloucada. Primeiro porque esse conto, apesar de ter, recentemente, estreado na net, já havia sido publicado na minha obra: “Mística, perversa, sensual”, sinal de que esse amigo não leu minha publicação anterior. Segundo por que sua ira não se justificava, já que nunca namoramos, nem sequer cogitamos um contato mais íntimo e, portanto, o ciúme não caberia naquela explosão. E, mesmo que tivéssemos algum envolvimento, não havia motivo para tanto, afinal, eu registro em alguns de meus escritos a realidade, em outros, pura fantasia e, quase sempre, mesclo realidade e fantasia, como creio que todos os escritores o façam. Então, levando-se em conta que, quase sempre é o fictício que fala mais alto, não dá para entender essa reação. Bem, então o que poderia ter ofendido tanto esse meu amigo? Será por que a dona Aninha tomava várias iniciativas e isso parece ser direito somente dos homens, ao menos, para alguns homens? Ou será por que ela resolveu fazer um concurso para escolher quem ficaria com ela? Ou qual outro motivo justificaria a atitude desse moço? Isso me fez questionar: O que querem os homens, afinal? Está certo que, no mundo, existem pessoas de todos os tipos e gostos, o que para uns parece maravilhoso para outros é inaceitável, mas em geral, o que será que os homens querem de nós, maravilhosas mulheres? Ora, somos cultas, inteligentes, amáveis, lutadoras, seguras, sensuais e tantos outros predicados, mas parece que sempre falta algo, aquela falha trágica que sempre deu vida às tragédias gregas, parece nos acompanhar como uma maldição. OBS: Claro que nem todas as mulheres encaixam-se nesta minha descrição, mas falo das que se identificam com o que descrevo. E, obviamente, nem todos os homens tomam atitudes como a desse meu amigo. Que fique claro que estou falando de um tipo de homem e quem não se encaixa na descrição, por favor, não se ofenda. Estava perdida nos meus devaneios quando o telefone tocou. Era o “amigo” que acabara de desligar meu telefonema. Todo desconsertado ele pediu desculpas, disse que estava num mau dia, tudo dando errado, que liguei na “hora errada” e ele “descontou” seu mau humor em mim. Disse que sou a mulher mais incrível que ele conhece… (Nossa! Imagine se eu não fosse a mais incrível!), disse que não há nada errado com meu texto, no fundo, até achou divertido, mas foi a única coisa que lhe veio à cabeça para justificar sua agressividade comigo. Desculpou-se novamente e convidou-me para “jantar”, “conversar” e “desfazer o mal entendido”. Eu respondi que ando ocupada com minha nova pesquisa e não estou quase saindo. Claro que menti, afinal, nenhuma pesquisa toma vinte e quatro horas por dia e um jantar com um amigo seria bem agradável, não fosse esse episódio da “explosão aleatória”. Até porque janta-se todos os dias com ou sem a companhia de amigos e, não fosse esse incidente, seria mesmo natural um convite. Desse acontecimento, tirei uma lição: Não basta sermos mulheres maravilhosas em todos os sentidos, temos também que “ligar na hora certa”. Caso contrário, nossos predicados são renegados e corremos o risco de expulsão sumária sem nenhuma causa aparente… Depois dizem que as mulheres é que sofrem de TPM…     Fotos: banco de imagem Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br

Situações sem controle (e como controlá-las)
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Terça, 02 Setembro 2008 12:14
      Quem nunca pensou que vivia um determinado problema por ter agido desta e não daquela maneira? Quem nunca ficou com sentimento de culpa, tentando achar onde, em que ponto errou para acabar vivendo uma situação aparentemente sem solução? Isso é muito freqüente em relacionamentos amorosos, de amizade e até profissionais. Fatores simples, não se sabe bem por que, acabam transformando-se em barreiras quase intransponíveis e criando situações constrangedoras, descabidas e às vezes fora de controle. Quando vivemos uma estória que parece escrita por um autor totalmente insensível diante de nossas necessidades e, por isso mesmo, desencadeando reações e situações insustentáveis, nossa primeira reação é culpar o destino, o karma, os pais que não nos orientaram a lidar com situações incontroláveis e, depois de culparmos tudo e todos, terminamos por nos culpar. Ai vem a fase mais difícil: a de encontrar em nós mesmos os motivos para tamanha complicação. E, com isso, só conseguimos nos estressar e arrastar o problema indefinidamente. Na verdade, tudo isso pode e deve ser evitado se tomarmos algumas precauções: – A primeira é analisar friamente a situação que estamos vivendo. Como e por que chegamos a ela, qual foi o ponto de partida. – Depois devemos analisar qual caminho percorremos, reconstruir as cenas e rever cada momento, erros e acertos até chegarmos à situação atual – e isso vale para nós e para todas as pessoas envolvidas na situação. É preciso analisar as atitudes de cada um sob nosso ponto de vista e, o mais difícil, sob o ponto de vista dos outros envolvidos. Neste ponto, precisamos, de fato, nos colocar no lugar do(s) outro(s)… Após essas análises, se chegarmos à conclusão de que a culpa foi mesmo nossa, simples, basta nos desculparmos com a pessoa ou pessoas envolvidas no problema. Se entendermos que o erro foi nosso, mas também de outras pessoas envolvidas, um pedido de desculpas e uma proposta de diálogo franco, provavelmente resolverá. Se verificarmos que não tivemos culpa alguma, se constatarmos que o problema está em outra pessoa, teremos duas atitudes possíveis; tendo intimidade com a pessoa, poderemos procurá-la e falar francamente, talvez ela até nos agradeça por estarmos alertando-a ou não sendo um amigo íntimo, poderemos dar alguma sugestão ou induzir essa pessoa a pensar a respeito e, certamente, ela própria acabará por entender seu erro e irá se desculpar. O importante é tentarmos entender e solucionar o problema por maior que ele pareça. Só assim, conseguiremos, de fato, solucioná-lo, seguindo a vida sem nenhum martírio. Por que não importa qual o caminho escolhido, o que vale é agirmos, encarando os fatos de frente e solucionando-os da melhor forma possível, por mais difícil que possa parecer sua solução. Existe uma outra maneira de evitarmos uma situação insustentável (ou incontrolável). É analisar tudo friamente antes de tomar qualquer atitude, pesar ‘prós’ e ‘contras’ e somente depois de muita análise tomarmos ou não uma iniciativa, darmos ou não início a uma situação. Mas, francamente, não recomendo essa segunda opção. Primeiro porque, se analisarmos tudo com frieza antes de tomarmos alguma atitude, provavelmente, nunca iniciaremos nada. Segundo porque, se eu levasse ao pé da letra essa minha sugestão, jamais escreveria esta matéria, ninguém a leria e jamais (em tempo algum) alguém conheceria esta versão do assunto…   Fotos: banco de imagem Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br

Ter ou não ter (filhos)?
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Quarta, 30 Julho 2008 19:37

Sou procurada freqüentemente por mulheres que se questionam sobre ter ou não ter filhos. Perguntam “vale a pena?” E a única resposta que consigo dar, é: depende. Dúbia resposta, sei disso, porém mais dúbia é a questão. Afinal, não há uma receita, não há códigos nem regras. Há o acaso e a meta que cada uma quer seguir. Há casais que se entendem perfeitamente e, ao terem filhos, se desestruturam. Há outros que não se entendem e, quando nasce um filho, acabam se unindo mais. Há casos em que os casais se entendem maravilhosamente em meio a muitos filhos, outros que constroem seus mundos em torno de um único filho como tabua de salvação. Há os que vivem intensamente a vida toda (e a dois) sem sequer questionarem o fato de ter um filho. Há os que nunca se entenderam, continuam se desentendendo diante dos filhos e criando jovens desequilibrados por uma relação familiar totalmente desestruturada. Há até mulheres que querem tanto ser mães que dispensam o ato sexual com o marido ou homem conhecido e fazem uma produção independente, às vezes até com inseminação artificial heteróloga (quando o espermatozóide utilizado é de um doador desconhecido da mulher). Resumindo: somente a própria pessoa pode saber o que espera da vida e do filho. Aliás, esta deve ser a pergunta chave: “O que espero da vida e do filho que eu vier a ter?” Saliento que a resposta será diferente para cada mulher que se fizer esta pergunta. Dependerá de muitos fatores que, para cada uma, terá um peso diferente. E, em meio a esta reflexão, algumas questões devem ser frisadas: Um comentário que sempre faço, é: filho não faz companhia a ninguém. Não pode haver maior erro do que conceber um filho para “ter companhia” e, infelizmente, este parece ser um motivo forte para muitas mulheres. É preciso entender que o filho é um ser independente que viverá em simbiose com a mãe durante seus primeiros meses, passará para outras fases a partir de um ano e meio aproximadamente (cito aproximadamente porque cada criança tem sua própria fase de amadurecimento e a idade varia). Pois bem, é preciso ter consciência de que o filho irá amadurecer, afastando-se gradativamente e, em algum momento, irá buscar sua vida de forma individual, provavelmente trabalhando, tornando-se independente financeiramente, morando sozinho, alguns até mudando de cidade ou país ou casando-se e passando a dedicar-se mais à sua família (seus cônjuges e filhos).

Enfim, em algum momento, o filho (a) deixará de ser filho (a) em período integral para assumir-se como profissional, marido/esposa, mãe/pai… E a tão sonhada companhia do filho passará a ser apenas uma boa lembrança. Então, ter um filho apenas para se fazer companhia é um dos piores motivos e deve ser descartado. Isso me lembra uma mensagem que já recebi por duas vezes, relatando a história de um filho que, após 19 anos sem encontrar-se com a mãe, vai jantar com ela, justamente por insistência de sua esposa. E agendam um outro jantar para o ano seguinte, porém, na data agendada, a mãe já é falecida e o filho recebe uma carta escrita pela mãe agradecendo pelo jantar, relatando que foi o melhor momento que teve na vida e pedindo que jante com a esposa dele, pois já deixou o jantar pago para os dois. Se é verídica ou não, tanto faz. O que importa é que ilustra o que eu comentei. Para mim é inadmissível que um filho passe 19 anos sem encontrar-se com a mãe e só o faça por insistência da esposa. Aliás, essa esposa também demorou 19 anos para perceber que a mãe precisava do filho? Mas não cabe a mim analisar a história nem as atitudes dos envolvidos. O que eu quero frisar é que os filhos, muitas vezes, seguem caminhos que não incluem os pais e é uma grande bobagem querer ter um filho para ter companhia. Outras questões precisam ser respondidas pelas interessadas em ter filhos. Quem será o pai? É alguém que eu amo e que irá dividir as responsabilidades comigo? Ou é apenas alguém que irá me engravidar e deixar toda a responsabilidade comigo? Tenho o perfil ideal da mulher que faz produção independente? Saberei assumir minha decisão e lidar bem com ela para sempre? (Afinal, filho é decisão irreversível). Estarei sempre disposta a cuidar, amparar, orientar meu filho? Tenho condições financeiras e psicológicas de assumir meu filho sozinha caso o pai falte? Ou não o assuma desde o inicio? São muitas as questões e não poderia enumerar todas neste artigo. Mas o importante é que cada mulher reflita sozinha e analise seu caso isoladamente sem deixar-se influenciar por nada nem por ninguém. Afinal, cada mulher é única, tem uma vivência e um entendimento particular de tudo o que já viveu e sabe (ou deveria saber) o que espera da vida, no presente e no futuro que, incluindo ou não um filho, deve ser, preferencialmente, feliz. Confira também: O outro lado da traição Fotos: banco de imagem  

Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br

Seja mais você
Comportamento | Mulher
Escrito por Dra. Lou de Olivier on Quarta, 30 Julho 2008 12:15
    Freqüentemente recebo mensagens de mulheres que intitulam-se “mãe do fulano”. Os e-mails quase sempre iniciam-se com um “sou mãe do Fulano(a) e estou preocupada com…”, seguem relatando o caso e terminam, na maioria dos casos, sem uma assinatura. Também é comum mulheres identificarem-se como mãe, esposa ou irmã de alguém, principalmente ao telefone, quando comumente se ouve: 1 – “Aqui é a irmã do Fulano”… 2 – “Aqui é a mulher do Beltrano”… São muitas as razões que levam determinadas mulheres a essa negação ou anulação de suas identidades. A mais forte ou destacada é a fase simbiótica mal resolvida que pode ser pelo fator psicológico simplesmente ou em uma complexa combinação psicológica + física + material, tendo outras variações. Resumindo, essa negação ou anulação pode estar ligada a uma dependência psicológica ou englobando várias dependências incluindo a física e/ou material. E isso resume-se em “necessidade de proteção”. Mulheres acostumadas à proteção familiar em qualquer nível parecem mais predispostas a transferirem essa situação para o casamento e/ou para a maternidade. Mulheres com personalidade mais forte que, desde cedo, impõem presença, trabalham para pagar suas contas, enfim, emancipam-se cedo, geralmente, posicionam-se de forma mais segura diante dessa situação. Mas isso não é regra fixa, pode haver variações, é claro. Caso você se identifique com o que estou relatando, pare e pense: Quem é você? O que quer da vida, do mundo, de si mesma? E, acima de tudo, quem era você antes de tornar-se apenas mulher do Beltrano ou mãe do Fulano? Certamente você teve vida própria antes de conhecer seu marido e/ou ter seu filho, tinha idéias, ideais e talvez uma carreira, um emprego ou, se não tinha nada disso, ao menos tinha um nome pelo qual atendia, não é? No caso de irmãos, o assunto torna-se mais complexo pois podem ser gêmeos e um ter personalidade muito forte, dominando o outro, no caso, a irmã. Ou essa irmã pode ser mais nova, acostumada desde seu nascimento a obedecer ordens do irmão mais velho. Se você se enquadra nesse caso, pense nas questões que levantei anteriormente. Responda a si mesma: quem é você, qual seu nome, o que você quer de você mesma e do mundo… Certamente encontrará muitas respostas. Assim, encontrando-se, conhecendo-se melhor e encontrando dentro de você sua própria identidade, certamente, na próxima vez que alguém lhe perguntar com quem está falando, será bem mais fácil identificar-se como: – Aqui é a Fulana, mãe/irmã do Fulano e/ou esposa do Beltrano, porém, acima de tudo, Fulana… Poderosíssima!     Fotos: banco de imagem Dra. Lou de Olivier   www.loudeolivier.com.br
%d blogueiros gostam disto: