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Posts Tagged ‘direito dos animais’

Perguntem aos gatos!

11 de junho de 2017 Deixe um comentário

Diante da polêmica que se instalou em relação aos gatos abandonados em parques públicos, não só estou me empenhando (junto ao DEPAVE e Secretaria)  em ajudar a solucionar como estou escrevendo alguns artigos no sentido de educar a população para eliminar o abandono de animais domésticos. Esta semana publiquei: Por que adotar um animal? (para ler, clique aqui) E estou divulgando meu artigo com bases em muitos anos de estudos comprovando que os gatos são os melhores companheiros para crianças autistas. (para ler, clique aqui). Também escrevi um resumo do que foi a região (onde hoje está um desses parques com gatos abandonados) desde a chegada de meus pais (fundadores da região) em 1951 e o que é hoje. (para ler, clique aqui).

Quanto a polêmica em si, de um lado pessoas reclamam do mau cheiro e sujeira que os gatos contribuem para causar, das doenças que podem transmitir e de afastarem animais silvestres que habitavam o local, de outro lado administradores e responsáveis preocupados, buscam diversas soluções sem, no entanto, conseguirem conciliar opiniões e ações. E de outro lado, protetores e simpatizantes se desesperam ao saber da possibilidade dos gatos serem encaminhados para tratamentos e adoção, alegam inclusive que alguns são ferais, por isso, seria impossível coloca-los em “gaiolas” ou “domestica-los”.

Porém como estudiosa da mente humana e animal, entendo que eles não são ferais, eles ESTÃO ferais justamente pelas condições de privação em que vivem. Lembrando que gatos costumam dormir muito, cerca de dezesseis horas por dia. Num parque, precisam estar em estado de alerta, tem seu sono interrompido. Esta pode ser uma das causas de alguns parecerem “ferais”. Outros fatores que contribuem para a agressividade de alguns deles podem ser  maus-tratos (cães que avançam neles, pessoas que jogam-lhes pedras, etc.), escassez de comida, de água, disputa por território, entre outros.  Penso que o termo ideal para classifica-los seja que “estão ferozes/agressivos”, já que feral se refere a fúnebre e, em linguagem popular, ao animal que originariamente era selvagem, foi domesticado e voltou à vida selvagem. Não é o caso dos gatos que foram domesticados há quase dez mil anos no Oriente Médio e atualmente são animais domésticos e adaptam-se ao ambiente de acordo com seus recursos.  E foram abandonados nos parques, por imposição humana e não por opção. 

É um círculo vicioso, já que permanecendo nos parques estão mais sujeitos a maus-tratos e privações, além de condenados a solidão. Pois famintos e descuidados, raramente recebem carinho, o mais comum é serem enxotados. E isso os torna mais agressivos. E, por fome, acabam perseguindo os pássaros que ou são devorados ou fogem assustados desencadeando também situação de estresse a eles (pássaros).

Estive no parque Nabuco (situado na região fundada por meus pais, na zona sul de São Paulo – SP – Brasil) e verifiquei que muitos dos gatos se aproximam miando muito e pedindo ajuda. Percebe-se em seus olhos e atitudes que não pedem apenas comida e água, eles pedem atenção, carinho, alívio de suas privações… Alguns, simplesmente param de miar e entregam-se ao carinho… Acariciei e me comuniquei com alguns deles, são dóceis, estão assustados e buscam proteção e atenção, cuidados que uma família poderia dar. Se, em meio a eles há alguns mais agressivos, são casos a resolver em separado, mas não se pode generalizar como se todos fossem feras que não merecem sequer a chance de tentar uma adoção.

As noites tem sido muito frias aqui em São Paulo – SP – Brasil, em média seis graus. Fico pensando nestes inúmeros gatos abandonados em diversos parques. Eles tem pelos, mas não são suficientes para conter este frio intenso. Como devem sofrer a noite, quando não há ninguém nos parques, só frio e escuridão…

Cada gato tem características próprias, mas de forma geral, eles se alimentam três vezes ao dia, alguns comem em pequenas quantidades diversas vezes ao dia. Isso quando estão cuidados por uma família. Nos parques, acabam se alimentando apenas uma vez ao dia, às vezes nem isso, dependendo das pessoas que levam comida/ração a eles. Tudo isso deve ser analisado antes das pessoas julgarem, ainda mais as que estão de longe,  julgando pelo que acham e não pelo que é na realidade. 

É preciso pensar no que é melhor para os gatos e para todos os animais que habitam o local. E que seja bom para a população que o frequenta, também, ou seja, é um assunto delicado que necessita muita reflexão para uma decisão acertada.

Mas para resolver de vez esta polêmica, tenho uma sugestão. Antes de decidir o que é melhor para eles, perguntem aos gatos. Se eles querem continuar nos parques, sujeitos a tantos contratempos ou se querem dormir numa caminha quentinha, bem alimentados e ao lado de uma família carinhosa e acolhedora…E isso não é uma piada. Eles se comunicam pelo olhar, pelos gestos e será fácil entender a preferência deles. Até porque, quem tem amor no coração, consegue se comunicar até com as árvores e vegetais… Ainda mais com os gatos que são seres tão comunicativos!

By Lou de Olivier

Lou de Olivier – Multiterapeuta, Psicopedagoga, Psicoterapeuta, Especialista em Medicina Comportamental, Bacharel em Artes Cênicas e Artes Visuais. Detectora do Distúrbio da Dislexia Adquirida/ Acquired Dyslexia, Precursora da Multiterapia e Criadora do Método Terapia do Equilíbrio Total/Universal. É também Pioneira da TV brasileira e da Música mundial. Dramaturga e Escritora (vários gêneros), autora de dez livros didáticos, dois contendo romances, uma trilogia, vinte e-books, mais de 700 poesias publicadas e tendo duas de suas dezoito peças teatrais já encenadas em todo o Brasil e em Portugal.

Lou de Olivier é vegana (defende TODOS os animais), ajuda a manter com recursos próprios 17 (dezessete) gatos acolhidos das ruas, diversos projetos de ajuda a humanos e animais. Há muitos anos estuda o comportamento dos gatos, desenvolveu a Terapia Integrativa Humanos e Animais e o Projeto dançando com animais.  Lou é Pacifista socio-ambiental/animal e segue a filantropia anônima e desvinculada de política ou religião implantada por seus pais há quase oitenta anos.

Conheça o Portal Lou de Olivier (Saúde, Educação, Artes, Pacifismo): http://www.loudeolivier.com

LOU DE OLIVIER PROFERE PALESTRA MEMORÁVEL SOBRE VEGANISMO

23 de março de 2017 2 comentários

Cães trabalhadores – by Lou de Olivier

1 de março de 2017 Deixe um comentário

Cães trabalhadores – by Lou de Olivier

Ao receber um release sobre o constrangimento de uma turista cega que foi impedida de transitar na praia com seu cão-guia, resolvi pesquisar melhor sobre isso. A princípio tratou-se de um mal-entendido que, depois de muita confusão e constrangimento, acabou sendo esclarecido pelo comandante da PM e a turista gaúcha Olga Souza, pode enfim, passear com seu cão-guia, Darwin, em Balneário Camboriú.

Enquanto muitos se dividem discutindo se o cão tem ou não direito de andar pela praia, se a dona dele tem ou não direito de ser guiada por ele em horas de lazer (ou seja, fora de seu trabalho) e até há quem afirme que é preciso uma reeducação da população para “aceitar” o trabalho do cachorro, eu pergunto:

E o direito do cão-guia? E que trabalho é esse sem remuneração, sem direito algum?

Pesquisando melhor, verifiquei as condições dos treinamentos e da vida toda desses pobres cães.

Segundo artigos de Yuri Vasconcelos (Mundo Estranho 18 abr 2011, 18h48 – Atualizado em 19 ago 2016, 17h3) e Jennifer Ann Thomas (Planeta Sustentável – 09/2014) – Ambos com o mesmo título “ Como são treinados os cães-guia para cegos?” e ambos publicados pela Editora Abril, esses animais começam a ser “adestrados” ainda filhotes. Após o nascimento, por volta dos três meses de idade, o cãozinho é adotado inicialmente por uma “família de acolhimento”, que lhe dá um treinamento básico de obediência e de socialização. Ele é ensinado a sentar, deitar, ficar parado, agir em lugares públicos (metrôs, carros, restaurantes, etc.) O cão permanece com esta família voluntária até completar um ano de idade.

Então ele volta ao canil para passar por treinamento específico, em média, durante seis meses, quatro vezes por semana, duas vezes ao dia”, “Durante o treinamento, o animal precisa demonstrar certas características (ser paciente, não ser agressivo nem assustar-se com facilidade) para não ser descartado. Como assim, descartado???

As raças mais usadas (ou seria, abusadas?) para a condução de cegos são o labrador, o golden retriever, o pastor alemão, o boxer e o collie de pelo longo ou curto. Por terem características adequadas à função, segundo a advogada Monica Grimaldi, da Associação Cão-Guia de Cegos, de São Paulo.Mais importante do que a raça, no entanto, é o próprio cão. Ele precisa ser um animal muito especial, com temperamento dócil e dotado de extrema paciência e determinação”, diz ela. Machos ou fêmeas podem ser usados para a função.

Voltando ao canil, para continuidade de treinamento, ele passa a usar a guia, espécie de “colete” com uma alça rígida com função de comunicação com o humano. O cão aprende que , enquanto está usando o acessório, está “trabalhando”, quando o libertam do “acessório” ele está “livre” para agir como um cãozinho comum, ou seja, pode brincar e se comportar como um cachorro que é o que ele é o tempo todo mesmo que lhe neguem este direito. O treinamento segue por cinco a oito meses e é bem completo, inclui desde aprender a não sair da rota até “desobedecer” a voz do dono quando, por exemplo, há um buraco e o dono cego insiste em caminhar por ele. É o cão que deve, nestes momentos, decidir o melhor caminho para ele e para o dono…

Depois de habilitado, o cão começa a ser treinado com o futuro dono, se um dos dois não se adaptar, termina ai, se houver adaptação, o cão vai começar a aprender onde fica a casa, trabalho e outras referências pessoais. E, entre os comentários do treinamento, uma afirmação, no mínimo, polêmica: “quando o treinador (e depois o dono) do cão-guia se acomoda em algum lugar, o bicho deve sempre ficar sentado ou deitado ao seu lado no chão, mas nunca no colo ou no banco”.

O cão trabalhador, que não tem direito sequer a sentar-se no colo do dono quando está “a trabalho”, é avaliado uma vez ao ano até os nove anos, quando começa a ser avaliado a cada seis ou quatro meses para saber quando está na hora da “aposentadoria”. Há casos de cães que trabalharam até os doze anos. Ao se aposentar, o cão pode continuar com o dono ou, se este não tiver condições de cuidar dele, volta ao canil e entra para adoção. Sem dúvida, é caso para se pensar e mudar não só por serem usadas determinadas raças criadas exclusivamente para este fim, mas também porque estes cães são privados de direitos básicos como ter carinho sem hora marcada e ter uma família definitiva que os ame, já que passam por diversos lares e canis durante sua existência que acaba no abandono, já que dificilmente alguém adotará um cão com nove a doze anos e depois de ter trabalhado tanto…

O investimento neste treinamento desses cães não fica muito claro, enquanto o artigo de Yuri Vasconcelos cita “no canil Sambucan, o treinamento completo custa cerca de 6 mil reais”, artigo de Jennifer Ann Thomas cita “há centros de treinamento especializados no serviço, financiados por ONGs ou pelo governo, e eles arcam com todo ou quase todo o custo (de R$ 35 mil a R$ 45 mil)” mas o que proponho é que comecem a estudar uma forma de investir esta verba em treinamento de pessoas. Há tantas pessoas desempregadas não só no Brasil mas no mundo atualmente, poderiam ser treinadas com mais rapidez e eficiência para acompanhar pessoas cegas. Empregaria os desempregados, daria uma vida mais digna a quem hoje luta para conseguir um emprego e livraria esses cães deste fardo. Porque ninguém merece nascer, viver para trabalhar sem sequer ter uma casa e uma família em definitivo e terminar os dias abandonado num canil (ou asilo? Já que isso ocorre com muitos humanos também). A vida tem que ser bem mais do que isso, para animais e para humanos também.

Numa próxima oportunidade, pretendo abordar outros tipos de “trabalho” impostos aos cães. E convido a todos assistirem aos vídeos educativos do vampirinho vegano tanto em animação quanto em esquetes teatrais ensinando veganismo de forma lúdica e teatralizada. As animações podem ser assistidas no site oficial onde também estão disponíveis todos os vídeos da Mega-apresentação teatral Vegana que aconteceu entre 03 e 10 de fevereiro de 2017. Acesse: http://soluavampirinhovegano.com

Saiba mais sobre acolhimento de animais abandonados. Acesse: https://animangels.wordpress.com

Saiba mais sobre os treinamentos dos cães-guia nos links:

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/como-sao-treinados-os-caes-guia-para-cegos-802194.shtml

http://mundoestranho.abril.com.br/mundo-animal/como-sao-treinados-os-caes-guias-de-cegos/


Mais uma mega produção de (Ana) Lou de Olivier

27 de dezembro de 2016 Deixe um comentário

louvampSe depender de Lou de Olivier, o ano 2017 começará e seguirá levando o veganismo a todos os cantos do Brasil (e quem sabe do mundo). O Projeto Solua, o vampirinho vegano, que se iniciou em 2010 e até hoje só cresce, está agora em fase de seleção de elencos para uma mega-apresentação teatral, que deverá ocorrer já no início do próximo ano.  solua-plantando

Não é necessário ter nenhuma experiência anterior, mas é preciso ter amor por todos os tipos de vida. É este o principal ensinamento que o vampirinho vegano tem levado a todos que leem suas aventuras em e-books/cartilhas, assistem aos vídeos no youtube ou os textos em teatro, seja com elenco seja em forma de contação de história. Enfim, de diversas formas, o vampirinho tem sempre boas informações sobre alimentação saudável, respeito à natureza e amor a todos os tipos de vida do planeta. Trazendo a Paz verdadeira entre TODOS os seres.

Já há diversos grupos e duplas participando e uma curiosidade, muitos dos participantes ainda não são veganos, são, em sua maioria, artistas que já atuam com Lou de Olivier em suas outras produções e se interessaram em participar também desta produção e conhecer mais de perto o veganismo. Alguns já entraram no clima e já estão estudando e pesquisando o veganismo e arriscando uns dias por semana sem ingerir nada de origem animal. Por um lado isso é muito animador, pois demonstra a boa vontade e dinamismo das equipes que atuam com Lou de Olivier. Por outro lado, surge uma pergunta: E os artistas vegetarianos e veganos? Será que se manifestarão e se unirão a Lou de Olivier nesta mega-apresentação do bem?      louvampirinhogincana

Em breve, Lou de Olivier anunciará os representantes em todo o território nacional e a intenção é abranger, além do território nacional, se possível, os países de idioma Português. Todos são bem-vindos independente dos locais onde residem e, como já foi dito, mesmo sem nenhuma experiência anterior. Até porque há diversas formas de participar, desde encenar as esquetes até apenas empenhar-se na divulgação.

As inscrições se encerrarão em 05/01/2017. Portanto, corra e se inscreva para fazer parte de mais esta iniciativa pioneira de Lou de Olivier que, certamente, plantará uma nova consciência e uma forma diferente de ensinar veganismo a esta e às próximas gerações. Um novo ensino, uma nova percepção, plantando hoje a realidade de amanhã, como em tudo que Lou de Olivier tem feito em diversas áreas. Você é importante, todos são importantes para esta ação socioambiental e animal!

Acesse o site http://soluavampirinhovegano.com.br/ e conheça todo o projeto, tudo que já foi feito e tudo que está acontecendo simultaneamente em prol do veganismo.

Quem já conhece o projeto ou tem pressa em saber mais sobre a mega-apresentação, pode acessar este link direto: http://vampirinhovegano.comunidades.net/detalhes-de-participacao-mega-evento-vampirovegano

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