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Consciência negra com Morgan Freeman, autoria de Lou de Olivier

21 de novembro de 2017 3 comentários

Há muito tempo, não me lembro exatamente quando foi, mas penso ter sido por volta de 2003, quando se comemorou o primeiro dia da consciência negra no Brasil, em um grupo de discussão de poetas na Internet, surgiu a questão desta comemoração. Logo estávamos numa acirrada disputa. Uns concordavam com a necessidade de haver um dia para registrar a causa, outros achavam uma grande bobagem. Eu, sempre filosofando, escrevi algo assim:

“Amigos, no dia em que invés de se preocuparem com a consciência negra, branca ou amarela, buscarem a consciência humana, não haverá necessidade de comemorar o dia da consciência negra” Eu me referi ao fato de termos que nos aceitar como todos sendo iguais.

Enquanto a discussão se aquecia mais ainda com minha afirmação, eu tive ideia de escrever um pensamento reflexivo. Escrevi “Não precisamos de um único dia de consciência negra, branca, amarela ou índia, precisamos de trezentos e sessenta e cinco dias de consciência humana”. By Lou de Olivier… E enviei por e-mail aos amigos. Todos gostaram muito e até repassaram aos seus contatos. Entre 2004 e 2005, não lembro bem a data, eu entrei para a rede social do Orkut e, nesta rede, passei a compartilhar minhas mensagens reflexivas. Foi ai que, chegando a data da Consciência negra eu compartilhei, com meus amigos, as minhas duas frases criadas durante o fórum dos poetas. Estes amigos compartilharam com os amigos deles. E os amigos deles compartilharam também… Eu fiquei muito feliz, afinal, minhas frases tinham atingido quase duzentos amigos e amigos de amigos… Nem parei para pensar que, diante de mais de seis bilhões de pessoas que habitavam o planeta naquela época, esta divulgação era irrisória. E, praticamente, ninguém saberia da minha autoria.

A partir dai, por vários anos enviei estas mensagens, com pequenas alterações, sempre que o dia da consciência negra se aproximava. Mas eu pareço ter sido a única a assinar meu nome na mensagem e, como sou sozinha para divulgar, outras mensagens se multiplicaram pela Internet. E, como sempre, quem conta um conto aumenta um ponto. Em algum momento, alguém retirou meu nome das mensagens e os compartilhamentos continuaram… Enquanto isso, nos recentes anos eu parei de enviar mensagens neste dia e confesso que já nem me lembrava desta minha mensagem reflexiva.

Hoje, porém, dia 20 de novembro de 2017, fui surpreendida por uma nota que dizia que a Jornalista Glória Maria teria postado uma frase do ator americano Morgan Freeman sobre Consciência negra e teria causado grande polêmica. Curiosa, fui conferir e percebi, pasma, que é nada menos do que minha velha frase, justo a frase que criei durante a discussão do fórum de poetas…

Não sei explicar como me senti e ainda me sinto. Triste, talvez, revoltada. Primeiro porque alguém usou algo que criei e divulgou como sendo de outra pessoa, segundo porque, na verdade, já encontrei, (ou melhor, me informaram) esta frase atribuída a outros “famosos”, tem mensagens assinadas até pela Bruna Lombardi. E terceiro porque esta frase que eu citei com a intenção de mostrar que todos somos iguais, independente de nossa cor ou raça ou qualquer característica que possa nos separar, está sendo colocada com um outro contexto, como se o ator Morgan Freeman estivesse descaracterizando a luta dos negros com esta frase que, por sinal, é minha…

Procurei o único lugar fixo (além dos meus sites) onde eu postei, há anos, esta minha frase, o site Pensador. Imaginei que, encontrando meu pensamento registrado neste site, eu poderia comprovar que a criação é minha, já que o Orkut, há anos não existe mais… Mas a pessoa que fez esta “troca de autoria” fez um serviço completo. Não há mais nada do que postei neste site. Nem meu nome consta mais lá… Tem é a frase atribuída ao Freeman…

Este episódio só reforça uma decisão que já tenho tomada, afastar-me da Internet. Não o farei de repente e nem em definitivo, mas, das redes sociais, estou já me preparando para um afastamento. E me provou também algo que eu já sabia, mas agora tenho provas concretas: a chamada grande mídia é, de fato, alienada. Uma Jornalista considerada inteligente e culta posta uma mensagem baseada em um banner que deve ter recebido de alguém ou encontrado pela Internet, sem sequer verificar se a frase é mesmo do Freeman. Aliás, mesmo que a frase fosse dele, estaria se referindo ao que o negro vivencia nos EUA e não no Brasil. E não caberia uma postagem da Jornalista referindo-se ao dia da consciência negra pois, afinal, não tem comparação a condição do negro nos EUA e no Brasil…

Não bastava a *TV Globo ter me barrado por seis anos para não divulgar verdades sobre Dislexia, não bastava a alienação dos principais canais de divulgação em relação aos fatos (seríssimos) recentes ocorridos no Brasil, agora esta postagem da Jornalista completa o que já se sabe.

* TV Globo, não confundir com Agência O Globo, que, por sinal, já publicou diversos releases meus.

Até o momento em que publico este artigo, não há nenhuma prova de que o Freeman tenha dito algo, ao menos, parecido com a minha frase reflexiva. Porém, como o sistema consegue plantar o que bem entende e, inclusive, “afundar” um navio vinte e seis anos antes dele ser metralhado por contrabando, pode ser que surja, a partir da minha postagem, alguma prova plantada.  Hollywood já o colocou como “Deus” e os desavisados o estão colocando como grande pensador.  Só resta o sistema eterniza-lo como pacificador… No entanto, friso que a verdade está acima de qualquer manobra deste sistema falido.

Conheça algumas das minhas inúmeras mensagens reflexivas, clicando aqui  e também aqui. Leia, Lou de Olivier doa seus troféus relíquias ao Museu da TV, clique aqui. Leia também sobre as notícias que escondem de você, clique aqui. E conheça os e-books que valem ração e amor, clique aqui.

Assista ao vídeo complementar Lou de Olivier X Morgan Freeman

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Brinquedoteca aliada à aprendizagem plagiado!!!

11 de agosto de 2017 Deixe um comentário

A história deste e-book começou em 1997 quando eu conheci a brinquedoteca do Hospital das Clínicas e pensei que poderia adaptar uma brinquedoteca auxiliando a Aprendizagem. E comecei a pesquisar isso. Também neste ano (1997) escrevi o artigo “O normal, o problemático e o distúrbio em crianças de zero a seis anos” publicado no jornal impresso Socorro News e na Internet. Este artigo foi integrado ao texto do meu livro “Problemas de Aprendizagem na pré escola” lançado em 2000. Em 1998 abordei o tema brinquedoteca no meu livro “A Escola Produtiva”  Também inclui neste livro, uma técnica de ensino de matemática realista. Em 2000 comecei a palestrar sobre os temas “Como usar a brinquedoteca para solucionar os distúrbios de aprendizagem” e “Como usar a brinquedoteca para tratar distúrbios”.  e inclui o artigo. Em 2003 eu escrevi um artigo “Importância do brinquedo no desenvolvimento da criança. Este artigo foi publicado pela Revista impressa Mãe Moderna Ano 1 nº 2 ano 2003. E, em diversos sites. Em 2004, ao revisar a segunda edição do meu livro “Distúrbios de Aprendizagem/Comportamento – Verdades que ninguém publicou” eu mesclei os dois artigos e anexei ao livro que passou a se chamar apenas “Distúrbios de Aprendizagem e de Comportamento”.

Em 2005, fiz uma parceria com um dos melhores sites educacionais que já existiu, o “Aprendaki” e passei a publicar meus artigos neste site. Estes dois artigos que citei no inicio também foram publicados na minha coluna do Aprendaki. Por volta de 2007, o pessoal do Aprendaki decidiu lançar cursos online (EAD), numa atitude pioneira e recebi com alegria a proposta de participar deste projeto. Elaborei o curso “A brinquedoteca aliada à aprendizagem“,incluindo todo este conteúdo e acrescentando novos conteúdos. A Antonia Alves, que era uma das diretoras do Aprendaki, formatou belamente o meu texto e começamos a divulgar. Escrevi outro artigo “Brinquedos, brincadeiras e brinquedoteca” aprofundando o tema e divulgando o curso. Este artigo foi publicado em diversos jornais e portais, destacando-se o “Guia Rio Claro” Em 2007 reiniciei palestras sobre Brinquedoteca em Bienais pelo Brasil e no corredor Literário em São Paulo. Em 2008 eu fui entrevistada pelo Mulheres em Foco sob comando de Luciana Liviero e pelo Jornal Fala Brasil ambos da TV Record e, nos dois programas eu abordei este tema brinquedoteca e brinquedos. Este meu curso brinquedoteca chegou a ser disponibilizado no Portal Aprendaki, (entre 2007 e 2009) mas não teve continuidade nem o meu curso e nem o projeto que parou por volta de 2009.

Por volta de 2010, o site Aprendaki saiu do ar e a Antônia, gentilmente, me cedeu os direitos de formatação do curso. Eu então o transformei num e-book e o enviava como brinde aos leitores que compravam meus livros ou outros e-books. Como a procura era muita para este e-book, algumas pessoas chegavam a comprar algum livro ou e-book só para ganhar este brinde, então por algum tempo eu o vendi separadamente por apenas R$ 7,00 (sete reais) e doando a renda aos necessitados (como sempre fiz).  De repente, as vendas e a procura por este e-book cessaram e eu, sempre muito ocupada, não pesquisei o que tinha ocorrido. Hoje, 31/7/2017, depois de ter meu e-book recusado para integrar um site de vendas por “constar gratuitamente na Internet” fui verificar e fiquei pasma com a quantidade de sites que oferecem o mesmo conteúdo mas plagiado do meu e-book. O que eu levei anos estudando, aprimorando, escrevendo e envolveu a formatação da Antônia e tanta dedicação, foi sugado e jogado de forma deturpada na Internet. Em um dos sites cheguei a ler “fase semiótica” ao invés de “fase simbiótica” que foi o que escrevi no original.

Algumas medidas judiciais estão sendo tomadas, porém, enquanto isso não se resolve, aconselho que não adquiram nem leiam material adulterado.  Seguem algumas das comprovações da minha autoria deste curso/e-book.

Registro em 2003 – Revista Mãe Moderna, ano 1, n 2
Registro em 2007 – Associação Brasileira de Educação à Distância/Portal Aprendaki – Categoria Educação Infantil para ensino online exclusivo Aprendaki. ( Prefixo Editorial: 920597)
Registro em 2016 para versão e-book: ISBN 978-85-920597-7-4

Parte do meu currículo Lattes :

Demais tipos de produção técnica
1. OLIVEIRA, A. L.; OLIVIER, L. D. . Como usar a brinquedoteca para solucionar distúrbios de aprendizagem. 2007. (Curso de curta duração ministrado/Outra).

2. OLIVEIRA, A. L.; OLIVIER, L. D. . A importância do brinquedo (e do brincar) no desenvolvimento de crianças. 2007. (Curso de curta duração ministrado/Outra).

3. OLIVIER, L. D. ; OLIVEIRA, A. L. . O normal, problematico e distúrbio no desenvolvimento de crianças. 2007. (Curso de curta duração ministrado/Outra).

4. Olivier, Lou de. Brinquedoteca aliada à aprendizagem. 2007. (Curso online ministrado).

5. OLIVEIRA, A. L.; OLIVIER, L. D. . Workshop Disturbios de aprendizagem e de comportamento. 2003. (Curso de curta duração ministrado/Outra).

1. Participação em eventos, congressos, exposições e feiras
Corredor literário paulista.Uso da brinquedoteca no tratamento de distúrbios. 2007. (Simpósio).

2. Segunda Bienal do Livro de Santa Catarina. Como usar a brinquedoteca para solucionar os distúrbios de aprendizagem. 2007. (Congresso).

3. Simposio Distúrbios de aprendizagem abordagem inclusiva.O que é normal, o que é problematico, o que é distúrbio no desenvolvimento infantil (com noções de anoxia perinatal). 2007. (Simpósio).

4. Terceira Bienal Capixaba do Livro. Importância do brinquedo e do brincar no desenvolvimento de crianças. 2007. (Congresso).

10. OLIVEIRA, A. L.; OLIVIER, L. D. . A importância do brinquedo no desenvolvimento da criança. Mãe Moderna Magazine, São Paulo, p. 26 – 27, 01 fev. 2003.
Palavras-chave: crianças – desenvolvimento; crianças; psicologia aplicada; psicologia educacional; relacionamento.
Grande área: Ciências Humanas Referências adicionais: Brasil/Português; Meio de divulgação: Impresso; Homepage: http://www.vaniadiniz.pro.br/rh/inportancia_brinquedo.htm; Data de publicação: 01/02/2003

Meu currículo Lattes com todas estas informações na íntegra pode ser acessado em: http://lattes.cnpq.br/9647384027335542

Neste link está o registro do meu curso junto ao ABED feito em 2007/2008 http://www.abed.org.br/site/pt/universo_ead/catalogo_de_cursos/2366/brinquedoteca_aliada_a_aprendizagem

Neste link está a capa e a descrição do meu curso que foi ofertado de brinde ou vendido a preço simbólico para esta pessoa que o copiou e postou na sua plataforma: https://loudeolivier.tudonavitrine.com.br/produto/ebook-brinquedoteca-aliada-a-aprendizagem;$yb0NSs9n5I_1_Q1PXUCPww

Podem consultar também minha bibliografia Wikipedia https://pt.wikipedia.org/wiki/Lou_de_Olivier#Bibliografia

Artigo postado por: Antonia Alves, Jornalista, em 01/07/2008. Por acr na importância da brinquedoteca para o brincar, para o desenvolvimento das inteligências múltiplas das crianças e para a solução de dificuldades de aprendizagem, é que o Portal Educacional Aprendaki está lançando o curso livre “Brinquedoteca aliada à Aprendizagem” de autoria da Dra. Lou de Olivier. A autora aborda o brincar, os brinquedos e as brincadeiras como condições indispensáveis para o desenvolvimento de habilidades que precisam ser aprimoradas para o ensino da matemática, da alfabetização, das ciências, dentre outras dificuldades encontradas no cotidiano escolar. Dra. Lou de Olivier é especialista em TOC/ST (Transtorno Obsessivo-Compulsivo/Síndrome de Tourette), Distúrbios de aprendizagem, especialmente os causados por anoxia perinatal (Dislexia, Discalculia, Limitrofia, entre outros), depressão, obesidade e toxicomania, tem seus artigos e matérias publicados em revistas européias, das quais destaca-se : “UK Brazil Magazine – Inglaterra”. A autora é também colunista do Aprendaki escrevendo sobre multiterapia, psicopedagogia e saúde & bem-estar. Mais informações sobre o curso virtual no EAD.Aprendaki e sobre a autora podem ser encontrados nos links abaixo:

Curso: Brinquedoteca aliada à Aprendizagem http://www.aprendaki.net/moodle/mod/resource/view.php?id=551 Perfil da Dra. Lou de Olivier – http://www.aprendaki.com.br/conline/perfil/perfil_lou_olivier.pdf ———————- Lou de Olivier – autora do curso: “Brinquedoteca aliada à Aprendizagem” O curso virtual “Brinquedoteca aliada à Aprendizagem” oferecido pelo EAD.Aprendaki pretende treinar e capacitar professores, pais e profissionais de saúde e educação para o atendimento a crianças com problemas de aprendizagem para que utilizem a brinquedoteca como instrumento de tratamento.. O curso pode ser acessado pelo link http://www.aprendaki.net/moodle/mod/resource/view.php?id=551. Lou de Olivier mantém um site http://www.loudeolivier.com.br no qual apresenta suas técnicas de multiterapia. Leia a entrevista em http://www.aprendaki.com.br/entrevista_ver.asp?id=93.

Além destes links há diversos outros e tb material impresso de comprovação. Convido o leitor a acessar também meu portal onde encontrará inúmeros artigos,releases, subsites e uma infinidade de informações sobre todas as minhas áreas de pesquisa que podem ser repassados desde que cite minha autoria e não altere os textos
http://loudeolivier.com/

 

Lou de Olivier (Pseudônimo literário de Ana Lourdes de Oliveira)

 

Olha o passarinho! Fotografia, quem tem direito de publicação?

2 de junho de 2017 Deixe um comentário

Você sabia que numa fotografia estão “embutidos” diversos direitos? E que, dependendo do caso, pode gerar processos e multas ao ser publicada? Neste artigo eu abordo este tema…

Em primeiro lugar, vou explicar porque resolvi escrever sobre este tema, já que há anos não escrevo nada sobre direitos autorais… Desde que me tornei vegana, em 2010, passei a ter problemas ao frequentar eventos, pois eu acabava não comendo nem bebendo nada do que era servido. E sendo vista como chata, esnobe, etc. E, em 2013, depois de ouvir até a ofensiva pergunta “se eu só comia capim” feita por um convidado “colunável” que posa para a Imprensa como se fosse muito educado, eu afastei-me dos eventos não veganos, por motivos óbvios. Segui participando de eventos veganos, apresentando o vampirinho vegano e até lecionando gratuitamente biodança nesses eventos. Em 2016 me acidentei e acabei me ausentando também dos eventos veganos.

Em fevereiro de 2017, depois de mais de um ano afastada de todos os eventos, retornei comparecendo (como convidada) à exposição Laura Cardoso, em março (como ex homenageada) ao Prêmio Excelência Mulher organizado pelo CIESPSUL (FIESP). Foi noticiado aqui no blog e em alguns portais. Na sequência, compareci como convidada ao prêmio Industrial do ano. E resolvi enviar um release para a Imprensa, como sempre faço, citando os participantes, os organizadores e agradecendo o convite. Enviei a única fotografia que eu tinha que, por sinal, me foi enviada (via Facebook) pelo próprio fotógrafo que a tirou e que conheço há muitos anos. Ao enviar a foto para a Imprensa, eu citei os nomes e cargos de todos os integrantes da foto (que incluía o fotógrafo) e também citei a autoria dele.

Não imaginei que alguém pudesse se incomodar com isso, até porque seria uma divulgação gratuita em diversos portais, além do meu blog. Por isso, me surpreendi negativamente quando recebi, do fotógrafo, a reivindicação dos direitos autorais e a não autorização de divulgação da referida foto. Segundo ele, eu poderia apenas “curtir e compartilhar”. O Facebook parece ter condicionado as pessoas ao curtir e compartilhar só na rede, mas a ideia era divulgar para a Imprensa… E não na matrix da matrix!

Enfim, para evitar discussões inúteis, eu me desculpei, retirei o release da lista de divulgação, retirei a foto da nota já divulgada no meu blog e hoje estou escrevendo para esclarecer este assunto. Afinal, quem tem direitos autorais de uma fotografia?

De uma forma simplista, pode-se afirmar que o Fotógrafo tem direitos sobre a fotografia como obra intelectual que é especificado no parágrafo VII do Artigo 7º da LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.  Porém todas as pessoas fotografadas também tem direitos de uso de imagem e podem vetar a publicação de uma fotografia, dependendo do caso, exigindo até indenização, caso se sintam lesadas pela publicação não autorizada. Isto está bem explicado no Capítulo II (dos direitos da personalidade), Artigo 20º da LEI No 10.406, DE 10 DE JANEIRO DE 2002. Isto é tão sério que nenhum programa de TV vai ao ar, nenhuma revista ou jornal publica fotografias enfim, nenhum meio de comunicação sério publica nada sem um contrato de cessão de imagem, ou cessão de direitos de uso/exibição de imagem. E, para completar, os advogados lembram que há também o direito das marcas e objetos que aparecem na foto, ou seja, se na foto, além das pessoas, aparecer um quadro de um pintor famoso, antes do fotógrafo publicá-la, deverá ter consentimento do dono do quadro (quem comprou o quadro) e do artista (ou representante dele) que pintou o quadro. Se, na foto, houver uma garrafa de refrigerante ou bebida alcoólica, o fotógrafo deverá obter autorização da empresa fabricante da bebida. Se as pessoas que aparecem na foto estiverem usando um modelo de roupa de grife, deverá haver autorização do estilista/dono da grife e assim por diante.

Quase nunca isso é respeitado basicamente por dois motivos. Por desconhecimento das leis ou por comodismo, afinal, para uma empresa de bebidas ou um grande estilista é até bom que sua marca (ou modelo) circule em fotos pelas redes sociais, é uma “propaganda gratuita”. E as pessoas que posam para fotos, geralmente ficam felizes com sua exposição nas redes. Mas, na prática, qualquer foto que vá a público, incluindo redes sociais, que não tenha autorizações das pessoas e objetos fotografados corre o risco de ser retirada do ar e gerar processo indenizatório.

Eu, particularmente, acho tudo isso uma grande ignorância, um festival de egos inflados que acabam rapidinho quando um indivíduo sofre um acidente qualquer, fica inválido temporária ou permanentemente, envelhece demais para manter-se lúcido ou, por qualquer motivo, para de respirar por alguns minutos e vira um “vegetal”… A vida é tão efêmera que se preocupar com direitos autorais de um momento registrado ou de algo escrito ou seja lá o que for é uma grande bobagem. Se eu fosse processar todos que me furtaram textos, publicaram meus textos e/ou fotos sem meu consentimento e furtaram  até meus projetos inteiros, talvez ganhasse muito dinheiro com indenizações, mas perderia minha paz lutando anos na justiça…

Mas respeito os que lutam por seus direitos neste plano extremamente material. E comunico que, a partir deste episódio, não mais publicarei nada a respeito de eventos que não sejam produzidos por mim, nem me deixarei fotografar seja qual foto o objetivo. Afinal, também tenho meus direitos reservados à (não) exposição da minha imagem. Aliás, bem faziam os ciganos antigos que se recusavam a posar para fotos, segundo eles, uma foto “prende” a alma das pessoas num momento de registro… No fundo, eles tinham razão!

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