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Lou de Olivier doa troféus e relíquias ao Museu PróTV

19 de abril de 2017 2 comentários

Em seu altruísmo e sempre pensando no coletivo, Lou de Olivier doou ao Museu da TV (PróTV) um lote de seus troféus, fotos e revistas (reportagens) raras, além de um exemplar único de seu primeiro vinil gravado com apenas dois anos e nove meses. Tudo isso agora é acervo público do Museu Pró TV. Confira!

Lou de Olivier, em sua trajetória artística, cultural, terapêutica e filantrópica, acumulou mais de cinquenta troféus e diplomas de honra ao mérito, nacionais e quatro internacionais. Além de importantes citações em livros oficiais como: Enciclopédia de Literatura Brasileira – Volume I, Livro Brasil de todos os povos/São Paulo, sua Historia, seus monumentos – Destaques e Personalidades, Dicionário de Mulheres entre outros. Apesar de não divulgar, Lou também recebeu importantes títulos honorários por seus serviços sociais, ambientais e pela causa animal.

Em meio a todas essas premiações e honrarias, Lou de Olivier leva uma vida muito simples, investe o pouco orçamento que tem em benefício de todos, seja pesquisando e publicando inovações terapêuticas, seja auxiliando pessoas deficientes e animais abandonados, realizando palestras e eventos beneficentes. Embora o agradecimento nem sempre venha das pessoas beneficiadas, todos os troféus e diplomas de honra ao mérito demonstram seu valor à Sociedade. Justo por viver de forma simples, Lou não dispõe de um lugar específico para guardar troféus e relíquias e pensa ser melhor doar ao Museu, onde as peças, fotos e outros objetos de valor histórico inestimável estarão bem mais seguros e também poderão ser vistos pelos visitantes do Pró TV.

Foram doados, onze dos troféus, além de medalha, diversas fotos com pioneiros da TV como Durval de Souza, Neide Alexandre, Titio Molina, Canarinho, entre outros grandes nomes em revista como Paulo Autran, Francisco Cuoco, Helio Souto, a saudosa Vida Alves que foi fundadora do Museu Pró TV e, claro, Lou de Olivier que, na época, assinava seu verdadeiro nome “Ana Lourdes de Oliveira”. Sim, assinava! Quando lançou seu primeiro vinil, com apenas três anos de idade, já sabia escrever seu nome e autografou todos os discos vendidos.

Vale lembrar que este disco ficou marcado na história da música mundial e brasileira. Mundial porque Lou foi a primeira criança no mundo a gravar um vinil profissional com apenas dois anos e nove meses e lançá-lo ao completar três anos de idade. Naquela época, Rita Pavoni havia gravado aos cinco anos de idade e detinha o recorde mundial que foi batido por Lou de Olivier e até o momento não se tem notícia de nenhuma criança no mundo que tenha gravado um disco profissionalmente com idade inferior a dois anos e nove meses.

E, mesmo que em algum momento surja uma criança que consiga bater este recorde, este disco de Lou de Olivier detém outro recorde imbatível. Foi a primeira música censurada pela Ditadura Militar, que hoje sabemos que não foi apenas Militar, mas este é tema para outra notícia. Por ora nos basta citar que uma das faixas do compacto simples mostrava o samba-canção “Sonho de criança” de autoria de Irineu Gonzaga que, na voz doce e inocente da pequenina Ana Lourdes entoava a liberdade dos pássaros e das crianças. E que foi lançada em pleno “Golpe Militar”. Esta música, lançada e censurada em 1964 foi precursora de outras tantas “músicas de protesto” que vieram na sequência e colocaram artistas como ativistas em busca dos direitos e da liberdade de expressão. Na sequência, Lou gravou outro vinil (compacto com as músicas “Casca de banana”, uma marchinha de carnaval e “Saci-pererê”, estilo bossa nova) e uma trilha de novela, ambos não foram divulgados. Em outro artigo abordaremos estas passagens.

Poucos sabem, mas o pioneirismo de Lou de Olivier não parou por ai. Nos anos 80, de volta à TV, ela foi precursora das unhas pintadas uma de cada cor (que hoje ainda fazem sucesso entre as adolescentes e jovem descoladas), também foi precursora dos desfiles de moda com modelos gordinhas e baixinhas e hoje é comum encontrarmos as modelos plus size. Lou também foi precursora do registro profissional, conquistando o direito ao DRT para ela e todos da sua extinta faculdade de Artes Marcelo Tupinambá. Este registro só era concedido aos alunos da ECA/EAD (USP) e graças ao esforço e insistência de Lou de Olivier, passou a ser direito de todos os alunos de Artes Cênicas da Marcelo tupinambá e abriu brecha para outras faculdades e cursos particulares de Artes Cênicas reivindicarem DRT aos seus formandos. Como Acadêmica, Lou de Olivier também é pioneira em diversas teorias, sendo as mais destacadas, a Dislexia Adquirida por trauma e/ou ausência de oxigenação no cérebro e a criação do método de Multiterapia. Ambos os temas são reconhecidos internacionalmente graças as pesquisas pioneiras, desde a década de oitenta, publicações e palestras proferidas por Lou a partir da década de noventa até os dias de hoje.

São tantos os feitos pioneiros de Lou de Olivier que fica impossível citar a todos. Convidamos o leitor a assistir estes dois vídeos e, quem puder vir a São Paulo, visite o Museu PróTV onde encontrará (ao vivo) estas relíquias doadas por Lou de Olivier.

 

 

Lou de Olivier no Museu da TV (Museu PróTV),  a biografia de Lou de Olivier está em fase de atualização no Museu PróTV, mas você pode ler a biografia antiga (publicada em 2012) clique aqui

 

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