TRIBUTO AOS MEUS PAIS

 Nardino… Uma vida dedicada à caridade, tendo praticado grandes doações por onde passou.

Filho de Jose (Judeu vindo de Portugal e Anna uma brasileira), muito jovem ainda, Nardino iniciou estudos bíblicos, entregando sua vida ao Deus Criador do Universo, passou então a estudar profundamente a bíblia em diversos idiomas (incluindo Latim e Hebraico). A partir daí iniciou uma vida de lutas, grandes vitorias e dedicação total ao amor ao semelhante.

Por duas vezes doou todo o seu patrimônio aos pobres (um em Minas Gerais e outro em Santos), seguindo somente com duas malas e a certeza de estar servindo de coração aberto ao Criador…

Foi comandante da Guardamoria de Santos, onde conheceu a esposa Lourdes (filha de Carmo Ressuto descendente da família real de Reggio Calabria e de uma índia brasileira) casou-se com Lourdes, tendo em seguida, se acidentado no cumprimento da função de comandante, a partir dai, trocando a cidade de Santos por São Paulo (ocasião em que doou, pela segunda vez,  todos os bens aos pobres e rumou a SP somente com suas duas malas). Ao instalar-se na região que fundou em São Paulo, chegou até a puxar carroça de ferro-velho e materiais pois as ruas esburacadas e cheias de mato impediam carros e cavalos de transitar.

Esta região que ele fundou na Zona Sul da Cidade de São Paulo, Brasil, (especificamente na área que abrange a Vila Marari, o Jardim Jabaquara e Jardim Itacolomi, localizada entre o Aeroporto de Congonhas, Jabaquara e o Autódromo de Interlagos), é hoje uma prospera região graças ao seu pioneirismo, pois foi ele quem implantou sistema de água e esgoto, asfaltamento e muitas melhorias à esta região.

A esposa de Nardino não podia ter filhos e o casal passou dez anos fazendo muitos tratamentos médicos enquanto Nardino, sempre muito ligado ao Eterno, prometia diariamente que, ao ter um filho, este também viveria dedicado ao Deus Eterno… Então, dez anos depois nasceu Ana (hoje conhecida por Dra. Lou). Nardino que, antes já vivia para ajudar a todos, depois do nascimento da filha, passou a dar grandes banquetes onde cedia comida e bebidas a toda a população da região, também construiu com recursos próprios 80 (oitenta) casas, alugando 60 (sessenta) delas e reservando 20 (vinte) para ceder a famílias que não podiam pagar aluguel. Sete anos depois, o casal conseguiu ter mais um filho, Erasmo…

Sem alarde, sem patrocínio, Nardino e sua família deram casa e comida para inumeras familias que chegavam a São Paulo para “tentar a sorte”, fugindo da seca do Nordeste e da falta de empregos em suas cidades natais. Além de não cobrar aluguel, Nardino cedia água, luz, medicamentos, alimentos e escola aos seus inquilinos. O dinheiro, vinha também do Empório Nardino, o pioneiro na região, sendo que, além de perdoar as dívidas de quem não pudesse pagar pela comida, Nardino ainda cedia eletricidade e água aos vizinhos. Também acolheu e alimentou dezenas de animais de rua e foi fundador do primeiro posto de saúde da região que atendia gratuitamente aos moradores. Tudo isso sem nenhum vinculo político nem sistema religioso, e sempre utilizando-se de recursos próprios e agindo puramente por altruísmo e por ser um dedicado servo do Criador.

Nardino não exigia contratos nem retribuição por sua caridade. O simples ato de ajudar aos semelhantes já lhe satisfazia. Estudou Medicina e Direito, mas não exerceu profissionalmente. Falava oito idiomas, além do Português (Inglês, Francês, Italiano, Espanhol, Japonês, Árabe, Latim e Hebraico) que aprendeu sozinho. Nunca se candidatou a cargos públicos e morreu simples, assim como nasceu e viveu.

Estes são apenas alguns dos atributos e dos grandes feitos deste homem simples e extremamente sensível que, por muitas vezes, saiu a caminhar pela cidade em dias de chuva, usando um conjunto de capa, boina e guarda-chuvas (muito usado pelos homens elegantes da época) e voltou encharcado e sem seu conjunto que havia doado a algum mendigo…

No dia 08 de junho de 1993, Nardino almoçou no seu restaurante favorito, voltou para sua casa, deitou-se, dormiu e não mais acordou… Era sua resposta para a grande divergência que havia entre seus filhos e sua esposa…

Apesar da intenção da família em sepultá-lo sem alarde, respeitando seu direito à privacidade, a multidão que compareceu ao cemitério superlotou o local ao ponto de impedir a passagem do carro fúnebre que parou no portão, seguindo o cortejo a pé. Na multidão, alguns perguntavam para quem ficariam as casas que ele cedia (emprestava) aos pobres e a fortuna por ele deixada, porém a grande maioria chorava e lamentava a perda do grande provedor do bairro e defensor dos mais humildes. Este impasse foi decidido por advogados que cuidaram do inventário e por construtoras que, em apenas alguns meses apos seu falecimento, dizimaram todo o patrimônio por ele deixado, privando os verdadeiros herdeiros o direito de posse.

Em 1995, a filha Ana, após perder também a mãe, decidiu seguir os passos do pai, entregando-se ao serviço do Criador. Foi quando ela criou o pseudônimo Lou de Olivier, passou a publicar artigos e livros terapêuticos, peças teatrais, atender gratuitamente pacientes em suas clinicas e, acima de tudo, fazer filantropia (que ja fazia antes mas agora passou a fazer em periodo integral) e lutar pela Paz no mundo como uma forma de resgatar a grande obra iniciada por seu pai.    Praça Nardino 1

 Por todos os feitos deste verdadeiro homem de DEUS, Nardino, sua obra de benemerência foi homenageado pela Prefeitura Municipal de São Paulo. Esta homenagem foi proposta pelo Vereador Antônio Goulart e assinada por Marta Suplicy, como comprova texto a seguir:

Dispõe sobre denominação de logradouro público.

MARTA SUPLICY, Prefeita do Município de São Paulo, usando das atribuições que lhe são

conferidas por lei, e nos termos do inciso XI do artigo 70 da Lei Orgânica do Município de

São Paulo, e à vista do constante no processo nº 2000-0.232.217-6,

DECRETA:

Art. 1º – O logradouro abaixo relacionado (Setor 091 – Quadra 596 – AR/JA), situado no

Distrito do Jabaquara, fica assim denominado:

1 – PRAÇA NARDINO FRANCISCO DE OLIVEIRA – Código CADLOG 48.156-4, o Espaço Livre

sem denominação, delimitado pela Avenida Durval Pinto Ferreira e pela Rua Frederico

Albuquerque.

Art. 2º – As despesas com a execução do presente decreto correrão por conta das dotações

orçamentárias próprias.

Art. 3º – Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições

em contrário.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DESÃO PAULO, aos 25 de maio de 2001, 448º da fundação de

São Paulo.

MARTA SUPLICY, PREFEITA

ANNA EMILIA CORDELLI ALVES, Secretária dos Negócios Jurídicos

FERNANDO HADDAD, Respondendo pelo Cargo de Secretário de Finanças e

Desenvolvimento Econômico

LUIZ PAULO TEIXEIRA FERREIRA, Secretário da Habitação e Desenvolvimento Urbano

Publicado na Secretaria do Governo Municipal, em 25 de maio de 2001.

RUI GOETHE DA COSTA FALCÃO, Secretário do Governo Municipal

Confira esta publicação no link: http://camaramunicipalsp.qaplaweb.com.br/
iah/fulltext/decretos/D40679.pdf

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