VERDADEIRAS CELEBRIDADES – By Lou de Olivier

Quem vai a um evento (feira, salão, congresso, etc)  seja de que segmento for, geralmente assiste a palestras, debates, entrevistas com profissionais considerados “midiáticos” que, geralmente, cobram altíssimos cachês, hospedam-se em hotéis de luxo, são recepcionados em salas VIP e, em alguns casos, ainda saem falando mal do local e do atendimento que receberam.

 Disputando espaço com estes caríssimos profissionais, encontramos alguns autores e palestrantes em inicio de carreira que sujeitam-se a apresentarem-se gratuitamente, em troca de hospedagem e transporte, em algumas vezes até bancando suas despesas todas somente em troca de uma suposta divulgação.

 E entre estes profissionais e os expositores, há uma grande quantidade de profissionais que passa despercebida por todos mas, no entanto, representam a verdadeira força do evento. E é esses profissionais que citarei pois são os verdadeiros heróis dos eventos.

 Já é do conhecimento de todos que, numa reportagem, se alguém tem que ser agredido, geralmente é o repórter. O Jornalista que, muitas vezes, expõe-se a altos riscos noticiando tiroteios, rebeliões e tantas cenas perigosas, é sempre o primeiro a ser agredido. E, em eventos, não é muito diferente. Apesar de não haver tiroteios nem rebeliões, o jornalista muitas vezes se sujeita a trabalhar em condições precárias, sem recursos e com acumulo de funções, em jornadas exaustivas de locução e/ou gravações, muitas vezes contando somente com um microfone, uma mesa de som e uma grande força de vontade. Sem acústica, sem retorno de som, sem… muitos “etc”

 E curiosamente estes mesmos jornalistas não se apoiam. Quando um jornalista tem a “sorte” de ser um contratado de jornal ou revista ou TV/radio e vai ao evento com sua equipe e grandes equipamentos não se importa com a condição precária de um colega seu que, por precisar pagar as contas, sujeita-se a ser “free-la”. Por isso, cito aqui dois colegas que apoiam inclusive a campanha que fazemos incentivando adoção de animais abandonados. O Leandro Martins e o Peter Belizário. E, acima de tudo, o excelente trabalho do Jornalista, Locutor, Mestre de Cerimônias e Humorista Erasmo de Oliveira que, de tanto defender os animais abandonados, por vezes, é mal interpretado e chega a ser despedido de alguns eventos por ter utilizado seus minutos de descanso “panfletando” algum “bam-bam-bam” pedindo ajuda aos animais abandonados. O que, para alguns produtores, significa “incomodar” a grande celebridade panfletada. Aproveito para citar e agradecer também dois Fotógrafos que colaboraram com suas fotos para este artigo. São eles, Mauricio Burim e Andréia Naomi.

 Outros profissionais que desdobram-se para que tudo corra bem e que nunca são lembrados, são os seguranças, bombeiros e policiais que mantém a ordem, ajudam a localizar e encaminhar crianças desaparecidas, objetos perdidos, carros mal estacionados e, num recente evento, foram essenciais num resgate a um cachorro machucado. Aliás, este evento ficou marcado pela grande mobilização que fizemos recolhendo inúmeras caixas de papelão, ração e outros objetos que foram encaminhados à uma senhora que abriga 97 cachorros, em sua própria casa sustentando todos com dificuldades e sem ajuda de ninguém. Além disso ainda prestamos socorro ao cachorrinho e resgatarmos dois gatos no período. No recolhimento de caixas de papelão, os encarregados de limpeza foram essenciais. Em menos de dois dias juntaram uma enorme pilha de caixas que seriam apenas um incomodo lixo mas pelas mãos dos faxineiros e encarregados transformaram-se em camas e “cobertores” para aquecer os cachorrinhos do abrigo.

                                                               

 Estas são as verdadeiras celebridades merecedoras de aplausos e admiração. Gente simples, muitas vezes, trabalhando em condições precárias e por míseros salários mas que são mestres em solidariedade e altruísmo. Agradecimentos aos bombeiros Silva, Cleverson, Dayse, Fabiano, Fabio, Oliveira, Castro, Rafael, Priscila, Rosângela, Janaína, Elaine, Aílton, Elise, aos muitos encarregados de limpeza que nos auxiliaram no recolhimento das caixas, aqui representados por Maria, Amilton e Del, agradecimentos também ao supervisores Wagner, Nilo e Benigno, à expositora Eliana e a Veterinária Bianca..

Lembrando que recolher animais de rua é ato de humanidade e utilidade publica pois um animal solto pode causar acidentes automobilísticos, morder ou arranhar as pessoas (por pura defesa e instintos) e causar muitos transtornos. Um animal recolhido é um perigo a menos e um grato amigo a mais. Pense nisso antes de criticar nossa campanha.

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  1. 20 de maio de 2012 às 13:49

    Obrigado pela força! Receba também milhares de latidos e miados de gratidão!

    • 20 de maio de 2012 às 17:49

      Nem precisa agradecer. Abracei a causa de coração! Super beijo

      • 20 de maio de 2012 às 18:37

        Com certeza, o Eterno está vendo tudo isso, sua recompensa está guardada lá no alto!

      • 22 de maio de 2012 às 1:11

        Amém!

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